Coleção pessoal de PensamentosRS
Invadia-me uma indiferença, uma atonia, que me fazia viver sem me decidir a tentar o menor passo para sair da situação em que me achava.
Quanto custa a balada no final de semana? E aquela roupa? Tudo isso vale o esforço de, na segunda-feira, você precisar acordar cedo e ir a um trabalho que você detesta?
Perdi muitos crepúsculos digerindo as frases condescendentes de figuras odiosas que só queriam me envenenar com suas falsas solidariedades.
Por que motivo partimos sempre do pressuposto de que os "direitos das minorias" devem ter precedência sobre os valores de quem vive e sempre viveu em determinadas sociedades, nações ou culturas?
Gostamos de ver os corajosos sangrarem porque assim nos sentimos bem com nossa "escolha" pela covardia.
As pessoas abrem um jornal, vão ao cinema, ligam a tevê ou compram um livro para se entreter, no sentido mais ligeiro da palavra, não para martirizar o cérebro com preocupações, problemas, dúvidas.
Esses idiotas da tecnologia se julgam mais livres porque trabalham pelo WhatsApp em casa no domingo.
Às vezes, o pensamento mais estranho, mais impossível na aparência, apodera-se de nós com tal poder, que acabamos por julgá-lo realizável... Mais ainda: se a ideia se associa a um desejo violento, apaixonado, tomamo-la às vezes, no fim das contas, por algo fatal, inelutável, predestinado.
Obcecado pela figura de Lula, o PSDB fez-lhe tamanha oposição que se esqueceu de cuidar da própria identidade.
