Coleção pessoal de PensamentosRS

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O homem é um tipo de animal que carrega o cadáver nas costas a vida inteira, porque sabe mais do que deve e menos do que precisa.

Normalmente quem ama a humanidade detesta seu semelhante.

Uma das tragédias da discussão política hoje é que grande parte da inteligência pública é parte da histeria.

Em pessoa, os belos são quase sempre mais belos do que aquilo que aparentam.

Hoje, se disser que sou de esquerda, as pessoas não vão acreditar. Embora seja verdade. É verdade!

Se quiser que se lembrem de você, você tem que escrever.

As pessoas sentem que aquilo que acontece na vida amorosa delas é relevante para o resto do Universo. Na realidade, não é.

Tenho a impressão de que, em todos os povos, as pessoas muito tolas estão sempre no norte.

A primeira coisa que descobrimos ao estudarmos a burrice é que nós mesmos somos imbecis.

O destino de toda biblioteca talvez seja pegar fogo um dia.

Todos os grandes ateus saíram de um seminário.

Na grande mídia, dizem que eu não entendo de economia, mas vou disputar eleições no ano que vem, não o vestibular.

Dizer que a discriminação é legítima na esfera social, compreender o exercício do preconceito como um "direito", e não como uma patologia social a ser combatida, é o resultado da tese equivocada de que a liberdade baseia-se na possibilidade de afirmação individual de interesses e escolhas.

Quando o Estado é excessivamente poderoso, a poesia se cala.

Quando você se contenta em aplicar as regras, toda surpresa, todo brilho, toda inspiração se evapora.

Estávamos convencidos de que, com a globalização, todo mundo pensaria da mesma forma. Temos um resultado contrário sob todos os aspectos: ela contribui para o esfacelamento da experiência comum.

Se os artistas estão olhando para um lado, o povo está olhando para o outro.

É um erro afirmar que os "intelectuais revolucionários" que admiram Che Guevara continuam a prestar-lhe homenagem apesar da violência e do crime. Pelo contrário: a violência e o crime estão no centro dessa homenagem.

Nem a memória individual nem a memória coletiva são fotografias do que realmente aconteceu. São reconstruções.

O mistério não é que alguém se torne assassino em massa. O mistério é que a grandíssima maioria não mate ninguém.