Coleção pessoal de PensamentosRS

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⁠Assim como uma bela mulher fácil tomada pelos ares do entorpecimento, a modernidade dança à beira do abismo que ela mesma criou.

⁠A justiça é cega, mas não é tola.

⁠Tenho certeza de que estamos fadados à extinção.

⁠Talvez o sentimento mais característico de nosso momento atual seja uma mistura de tédio e compulsão.

⁠A cultura corporativa respira a mentira como método.

⁠Nunca se mentiu tanto no mundo como em nossa época. Aos poucos, ninguém mais acredita em ninguém porque todo mundo está no modo marketing de ser automático. A característica instrumental desse modo é que tudo é meio para se atingir um fim.

⁠Só os doentes pensam de fato.

⁠É urgente percebermos que o Poder Judiciário tem vocação à ação totalitária no contexto social e político quando não encontra freios e contrapesos ao seu exercício da lei.

⁠O procedimento de atribuição da soberania na democracia é organizar instituições que legitimam uma competição por votos. Quem vence, manda. Logo, a democracia depende estruturalmente de trazer os idiotas para si porque eles são maioria.

⁠Uma das causas de uma cultura ansiosa como a nossa é ser ela baseada, em grande parte, no mito do bem-estar existencial a partir do aumento de informação.

⁠Se nos for dada a oportunidade de novo de linchar pessoas em público, o faremos sempre com gosto. Com a mesma fúria do passado.

⁠Homens e mulheres são diferentes e irredutíveis um ao outro, mesmo que isso seja um problema para a igualdade perante a lei e o Estado de Direito.

⁠Não somos uma espécie adaptada ao sucesso, mas sim ao sofrimento.

⁠A obsessão pelo dinheiro destrói qualquer espírito. O fato de não percebermos isso já é indicativo dessa destruição.

⁠A modernidade é pura vaidade.

⁠A razão pela qual as pesquisas de avaliação e os sistemas capitalistas de feedback falham, mesmo quando geram mercadorias imensamente populares, é que as pessoas não sabem o que querem.

⁠Estou entre os que acreditam que não existem limites biológicos para a burrice.

⁠A ilusão de muitos que entram nas funções de gerência, com grandes esperanças, é precisamente de que eles, os indivíduos, podem mudar as coisas, que não vão repetir o que seus gerentes fizeram, que as coisas serão diferentes desta vez.

⁠Esta experiência de um sistema que não responde, que é impessoal, sem centro, abstrato e fragmentário, é a experiência mais próxima de um encontro com a estupidez artificial do capital em si mesmo.

⁠O rock me ensinou a resistir, a pensar fora da caixa, a não baixar a cabeça. Ele me deu coragem para ser quem eu sou, na cozinha, na música, na vida.