Coleção pessoal de PensamentosRS
Nada há de mais previsível no mundo em que vivemos do que a desgraçada disciplina do marketing obrigada a sorrir todo o tempo, projetando uma imagem de felicidade e sucesso que é falsa.
A vocação humana para o vício é ancestral e não vai mudar. Isso continuará a sustentar o narcotráfico.
Envelhecimento, solidão, gastos com profissionais picaretas, ressentimento. Tudo isso se constitui no destino de muitas mulheres.
Filhos atrapalham, custam caro, duram muito tempo e são sólidos demais, diria o sociólogo Bauman no século XX.
Trump se preocupa mais em alimentar sua vaidade, ser tratado como vencedor, do que com qualquer conquista real.
Dizem que o amor é difícil. Dizem que os relacionamentos amorosos são ainda mais difíceis. Tudo mentira. O amor é simples. Os relacionamentos que importam são mais simples ainda.
Idiotas com pós-graduação dirão que o progresso que vivemos nos últimos anos é a prova de que podemos nos libertar da mecânica do destino.
Tem gente por aí que fala em felicidade ser um direito, um dever ou uma escolha. Felicidade é, na maioria das vezes, puro acaso.
As expectativas são um dos caminhos mais curtos para o vazio. A prova é que, uma vez realizadas, perdem todo o valor em pouco tempo. E quando não realizadas, tornam a vida pura ansiedade para o nada.
Nunca o mundo temeu tanto a falta de sentido como nossa época, justamente por tomar a si mesma como o sentido máximo de tudo que já existiu no passado.
Tem gente que vive. Nasce, cresce, estuda, namora, casa, tem filhos, se aposenta e morre. Talvez só a família sinta alguma falta.
Uma das maiores contradições do mundo moderno é nos ter legado mais vida e ao mesmo tempo não saber o que fazer com essa longevidade. A longevidade em si revelou nossa futilidade.
