Coleção pessoal de PensamentosRS
Brincar é coisa muito séria. Significa formar uma aliança profunda com a experiência lúdica e com a própria essência. A palavra diversão carrega em sua raiz a capacidade de lidar com a diversidade. Divertir-se é acolher o múltiplo e possibilitar a inclusão de todas as expressões humanas no grande teatro da vida.
(Waldemar Magaldi Filho)
Também acho que falta para essa geração uma bandeira. Cada geração tem uma causa: eu, por exemplo, fui da geração das Diretas Já. Essa rebeldia da juventude nasce na dor, na indignação, e essa indignação está demorando para surgir. Eu me ressinto da falta de renovação, do quão distante a nossa juventude está da política, dos movimentos sociais e partidários.
(Simone Tebet)
Numa coisa os petistas são imbatíveis: empurrar a responsabilidade de seus erros para outros.
(Hélio Schwartsman)
O veredito de autenticidade de qualquer produto de luxo vem da capacidade de usá-lo de maneira adequada. Isto é, o momento de usá-lo, a forma de trazê-lo para a rotina e os meios pelos quais mostrá-lo aos outros.
Futebol aperfeiçoa talento. Treinamento contribui para a internalização de reflexos e combinações. Tática estrutura o jogo. Só que há mais: criatividade, controle motor natural, ousadia, ações inesperadas e tomadas de decisão instantâneas que não podem ser antevistas por técnicos.
O bolsonarismo é uma ideologia supostamente nacionalista que, tirada a primeira camada retórica, se revela disposta a trair a pátria em favor de interesses econômicos de uma classe ultraliberal indignada com políticas sociais e trabalhistas contrárias aos seus ideais de ganhos ilimitados.
É no diálogo, e não na monotonia temática do algoritmo, que as trocas mais produtivas acontecem. Que as mudanças de voto acontecem. Que as pequenas revoluções acontecem (não à toa, regimes autoritários adoravam investir na distância e na desconfiança entre vizinhos). Que as fofocas acontecem.
No Brasil, a confiança interpessoal é baixíssima: nós, os brasileiros, não confiamos uns nos outros. A confiança interpessoal, fator fundamental para o desenvolvimento de um país, vive à beira do abismo. Brasileiros confiam apenas nas pessoas mais próximas, o que não inclui nem mesmo seus vizinhos. Os brasileiros confiam muito em poucas pessoas; aos de fora desse pequeno círculo, resta a desconfiança.
A eliminação em uma Copa do Mundo não é uma frustração qualquer que se esquece no dia seguinte com uma xícara de café forte. A esperança morre ali no gramado e somos obrigados a voltar para a realidade dura e cinzenta da segunda-feira sem a armadura da ilusão.
Durante um mês, a cada quatro anos, grande parte do planeta entra em um acordo silencioso e decide que a vida de 11 homens correndo atrás de uma esfera sintética é a coisa mais importante do universo. No fundo, talvez seja mesmo a única coisa que faça sentido.
O melhor da vida acontece no desvio, quando o imprevisto encontra espaço para aparecer. Um livro descoberto enquanto procuramos outro, uma rua encontrada porque erramos o caminho, uma música que chega no meio do silêncio, um encontro que acontece por acidente.
Os brasileiros formam um povo sofrido e cansado, resignado, mas que continua sonhando e batalhando em busca de uma vida melhor.
Na minha intuição, a inteligência artificial é um monstro que vai fugir do conhecimento do ser humano e vai se autorregular sozinha.
O craque precisa ser eternamente craque. O perna de pau que viver um dia de craque será lembrado como craque. Já o craque que viver um dia de perna de pau terá declarada a carreira como encerrada.
