Coleção pessoal de PensamentosRS
A América Latina continua a ser colônia. O seu papel é produzir commodities para os ricos, inclusive jogadores de futebol em profusão.
(Juremir Machado da Silva)
O futebol é um esporte em que as coisas podem mudar rapidamente de pior para melhor ou o contrário, mesmo sem ações concretas.
(Tostão)
A mais elevada e bela oração é a oração sem desejos, a escuta que adentra o silêncio divino.
(Byung-Chul Han)
A atenção contemplativa é o oposto da vigilância do caçador. Ela não busca nem persegue, mas escuta e demora.
(Byung-Chul Han)
Brincar é coisa muito séria. Significa formar uma aliança profunda com a experiência lúdica e com a própria essência. A palavra diversão carrega em sua raiz a capacidade de lidar com a diversidade. Divertir-se é acolher o múltiplo e possibilitar a inclusão de todas as expressões humanas no grande teatro da vida.
(Waldemar Magaldi Filho)
Também acho que falta para essa geração uma bandeira. Cada geração tem uma causa: eu, por exemplo, fui da geração das Diretas Já. Essa rebeldia da juventude nasce na dor, na indignação, e essa indignação está demorando para surgir. Eu me ressinto da falta de renovação, do quão distante a nossa juventude está da política, dos movimentos sociais e partidários.
(Simone Tebet)
Numa coisa os petistas são imbatíveis: empurrar a responsabilidade de seus erros para outros.
(Hélio Schwartsman)
O veredito de autenticidade de qualquer produto de luxo vem da capacidade de usá-lo de maneira adequada. Isto é, o momento de usá-lo, a forma de trazê-lo para a rotina e os meios pelos quais mostrá-lo aos outros.
Futebol aperfeiçoa talento. Treinamento contribui para a internalização de reflexos e combinações. Tática estrutura o jogo. Só que há mais: criatividade, controle motor natural, ousadia, ações inesperadas e tomadas de decisão instantâneas que não podem ser antevistas por técnicos.
O bolsonarismo é uma ideologia supostamente nacionalista que, tirada a primeira camada retórica, se revela disposta a trair a pátria em favor de interesses econômicos de uma classe ultraliberal indignada com políticas sociais e trabalhistas contrárias aos seus ideais de ganhos ilimitados.
É no diálogo, e não na monotonia temática do algoritmo, que as trocas mais produtivas acontecem. Que as mudanças de voto acontecem. Que as pequenas revoluções acontecem (não à toa, regimes autoritários adoravam investir na distância e na desconfiança entre vizinhos). Que as fofocas acontecem.
No Brasil, a confiança interpessoal é baixíssima: nós, os brasileiros, não confiamos uns nos outros. A confiança interpessoal, fator fundamental para o desenvolvimento de um país, vive à beira do abismo. Brasileiros confiam apenas nas pessoas mais próximas, o que não inclui nem mesmo seus vizinhos. Os brasileiros confiam muito em poucas pessoas; aos de fora desse pequeno círculo, resta a desconfiança.
A eliminação em uma Copa do Mundo não é uma frustração qualquer que se esquece no dia seguinte com uma xícara de café forte. A esperança morre ali no gramado e somos obrigados a voltar para a realidade dura e cinzenta da segunda-feira sem a armadura da ilusão.
