Coleção pessoal de testeteste123
Nas entranhas da Amazônia, sob o peso silencioso das pedras, a fuga abre caminho até o bunker que esconde a Besta e seus Facínoras, revelando que o isolamento do mundo exterior é apenas a moldura de concreto para o labirinto onde eles carregam o lado mais sombrio da humanidade.
Reno Fioraso
Como devemos tratar nossas crianças?
Essa é uma pergunta que muitos responderão prontamente: "Com amor." E essa resposta está certa. Mas, logo percebemos que apenas o amor não é suficiente para educar uma criança.
Vamos começar por nós mesmos e voltar um pouco ao passado...
Talvez você tenha ouvido frases como: "Você não sabe fazer nada direito. Saia daí, deixe que eu mesma faço!" Ou então: "Você não sabe nem segurar um copo!", logo após derrubar um copo de vidro ao tentar beber água. Isso quando não vinham os xingamentos.
Essas são frases que muitas pessoas ouviram repetidamente durante a infância.
Mas por que, quando era a criança da visita que derrubava um copo, o tratamento era diferente?
Quantas vezes ouvimos nossas mães dizerem: "Não tem problema, deixe aí que eu limpo."
E é justamente assim que deveríamos tratar nossas próprias crianças: com a mesma tolerância, compreensão e respeito que oferecemos às crianças dos outros.
Afinal, derrubar um copo, deixar um objeto cair ou esbarrar em alguma coisa é algo normal. Isso não acontece apenas com crianças, mas também com adultos. Às vezes por distração, pressa, cansaço ou falta de atenção.
Esses acontecimentos não significam que a criança seja incapaz. Porém, quando ela é constantemente criticada ou humilhada, pode começar a acreditar que realmente não é capaz.
Quando experiências negativas se repetem com frequência, aumentam as chances de a criança desenvolver medo de errar, baixa autoestima, insegurança e até dificuldades para experimentar coisas novas, por receio de ser criticada.
Então, voltando à pergunta: como devemos tratar nossas crianças?
Com amor? Sim. Mas o amor, sozinho, não basta.
Devemos compreender e respeitar os sentimentos delas. Precisamos exercer empatia, paciência e acolhimento, sendo a base segura de que elas tanto precisam. Devemos educá-las com palavras que fortaleçam, com atitudes que inspirem confiança e, claro, estabelecendo limites, mas sempre com respeito.
Portanto, trate sua criança como a criança da visita!
— Kaiane Macedo
Estado de Suspensão
Pareço ter nascido em coma,
entre o despertar e o esquecimento,
como quem abre os olhos
sem jamais alcançar a vigília.
Tudo anuncia um princípio,
como a aurora que promete eternidade,
mas, antes que o primeiro passo encontre o chão,
o caminho já se dissolveu.
As sementes ensaiam romper a terra,
contudo, fenecem antes da primavera.
Os horizontes acenam com abundância,
e recuam no instante em que me aproximo.
Nada se concretiza.
As formas apenas simulam permanência.
O futuro veste-se de certeza,
para despir-se em um único piscar de olhos.
Coleciono começos
como quem herda ruínas.
Cada esperança ergue um edifício,
e cada instante o reduz ao pó.
Talvez a vida seja apenas
uma arquitetura de miragens,
onde tudo parece prestes a existir,
mas escolhe permanecer possibilidade.
E sigo...
não entre vitórias ou fracassos,
mas entre o quase e o jamais,
como alguém condenado
a contemplar o nascimento das coisas
sem nunca assistir ao seu florescer.
A acumulação de diplomas não anula a idiotice. Alguém pode ter alta capacidade técnica (inteligência) e ainda agir como um idiota moral ou social.
O filósofo Friedrich Nietzsche aborda o orgulho intelectual. Fingir-se de idiota para secretamente se sentir superior é apenas uma armadilha do ego. A inteligência se anula quando precisa da ignorância alheia como espelho para validação.
No Ritmo do Teu Nome
Há um ritmo que o mundo não conhece,
mas o meu coração aprendeu quando encontrou o teu.
Desde então, os dias deixaram de ser apenas dias; passaram a dançar no compasso do teu sorriso.
Mesmo quando a distância insiste em existir, o amor atravessa o silêncio como o vento atravessa o mar.
Fecho os olhos, e é como se tua presença transformasse qualquer saudade em esperança.
Se um dia perguntarem o que é felicidade, não direi uma palavra sequer.
Apenas apontarei para você,
porque há amores que não se explicam...
apenas se vivem.
Não sei exatamente quando tudo terminou. Talvez as coisas importantes nunca terminem de uma vez. Apenas vão deixando de poder existir. Durante muito tempo pensei que amar fosse permanecer. Hoje suspeito que, em certos casos, permanecer é apenas outra maneira de consentir com a própria destruição.
Eu não queria partir. Se ainda houvesse alguma forma honesta de continuar ao seu lado, eu teria aceitado qualquer sofrimento. O que não pude aceitar foi outra coisa. Fui embora porque permanecer significaria obrigar o meu amor a conviver com a própria humilhação.
Ela levou quase tudo, e era inevitável que levasse. Quem ama não entrega apenas o que possui. Entrega também aquilo que imaginava ser.
Ainda assim, uma coisa permaneceu comigo.
O amor.
Não o amor que tinha por ela. Esse continuou pertencendo-lhe por muito tempo. Talvez pertença ainda. Refiro-me a outra coisa. O que preservei foi algo mais difícil de perder e mais difícil ainda de salvar. A capacidade de amar sem renunciar à minha dignidade. Porque o desrespeito raramente mata o amor. Antes, tenta convencê-lo de que a humilhação é o preço da permanência.
Recusei esse preço.
Desde então, penso que algumas perdas não nos empobrecem. Apenas nos impedem de nos tornarmos estranhos àquilo que existe de mais verdadeiro em nós. Perder quem se ama dilacera o coração. Perder a si mesmo para conservá-la corrói a consciência. E desta última ferida, quando não se morre, quase nunca se volta sendo o mesmo.
Na morada do meu ser residem tantos de mim:
Há um santo,
Há um pecador,
Há uma criança,
Há um velho,
Há um animal,
Há um idiota,
Há um sábio,
Há um artista.
Permita-se entrar nesse lar sagrado e conhecerá um dentre muitos de mim; só depende de quem você vai despertar.
Dizem que toda separação é uma escolha entre duas ausências. Não sei. Talvez seja apenas uma escolha entre duas mortes. Porque houve um tempo em que compreendi que, se permanecesse ao lado dela, perderia algo que nem mesmo ela seria capaz de me devolver.
Não fui embora para deixar de amá-la. Se tivesse sido apenas isso, eu teria permanecido. O amor suporta a distância, suporta o silêncio, suporta até o desprezo por algum tempo. O que ele não suporta é ser obrigado a justificar a própria humilhação. Há um instante em que o coração começa a chamar de paciência aquilo que já é servidão, e, quando isso acontece, o amor continua respirando, mas já não vive.
Ela levou quase tudo, e era inevitável que levasse. Quem ama não entrega apenas o que possui, entrega também aquilo que imaginava ser. Levou o futuro que eu havia construído sem perceber, os dias que ainda não existiam e, de algum modo estranho, até uma parte do homem que eu julgava conhecer.
Em transe quase hipnótico, o Profeta Adormecido abre seus olhos para o místico, mas o silêncio de seu sono decifra o que o ruído do tempo insiste em esconder.
Reno Fioraso
Por favor, conceda-me cinco minutos de pura honestidade: se o meu amor não te convencer a ficar, eu viro as costas e sumo da sua vida para sempre.
Sob o sopro da mãe terra, o silêncio do oráculo de Delfos torna-se a única resposta que o presente teme traduzir: decifrar o amanhã é, afinal, apagar o agora.
Reno Fioraso
Sgto. Rosa,
O texto que compartilho com o senhora traz uma breve reflexão sobre a nossa constante busca pela felicidade. Penso que não exista uma fórmula exata para alcançá-la. Vivemos em um processo contínuo de procura: buscamos paz espiritual, equilíbrio mental, sentido para a existência e serenidade para enfrentar os desafios da vida.Essa busca nos mantém atentos, vivendo o delicado equilíbrio entre as escolhas que fazemos e as consequências que delas surgem. O livre-arbítrio, embora seja uma das maiores expressões da nossa liberdade, também representa uma grande responsabilidade, pois cada decisão molda o caminho que percorremos.Talvez a felicidade não seja um estado permanente de euforia, mas uma harmonia entre a consciência, o corpo e o mundo ao nosso redor. Contemplar o belo nos aproxima dessa harmonia, enquanto a liberdade de escolher nos permite trilhar caminhos que favoreçam uma vida mais plena. Ainda assim, por sermos humanos, experimentamos a felicidade em instantes, e é justamente essa alternância que torna esses momentos tão valiosos.Desde o instante em que rompemos o cordão umbilical, iniciamos a mais longa de todas as jornadas: a busca por nossa própria essência. Cortar as amarras da dependência é o primeiro ato de coragem; os demais surgem sempre que escolhemos seguir adiante, mesmo sem enxergar todo o caminho.
Trocar o certo pelo duvidoso nunca é fácil. Toda decisão transformadora nos convida a deixar para trás antigas certezas e a abraçar o desconhecido. É justamente nesse encontro com o novo que a vida revela horizontes antes invisíveis.Quem ousa romper com o óbvio descobre que o destino não pertence aos conformados, mas àqueles que têm coragem de recomeçar. Cada ruptura carrega a semente de um novo florescer, e cada passo dado com consciência nos aproxima da pessoa que somos chamados a ser.E eu lhe deixo uma pergunta, Sgto. Rosa: o que o senhora precisa para ser verdadeiramente feliz? Talvez a resposta não esteja em um destino final, mas na maneira como escolhe viver cada etapa da caminhada.
Que sua jornada espiritual seja iluminada pela paz, fortalecida pela fé e conduzida pela sabedoria. Que, a cada amanhecer, seu coração encontre serenidade para seguir em frente e esperança para acreditar que os mais belos horizontes sempre aguardam aqueles que não deixam de caminhar.
Que Deus o abençoe, hoje e sempre.
21/07/2026.
Ass: Gilson.
Me dá cinco minutos para colocar em pratos limpos o meu amor e, juro, depois disso eu sumo de vez da sua vida.
Não abandone a parte de você que reconheceu uma possibilidade de existência. Mas também não a deixe presa no imaginário. Torne-se a ponte entre aquilo que pulsa dentro e aquilo que ainda precisa nascer no mundo.
"Direitos não são dados espontaneamente, não são garantidos ou permanentes por si só, eles são frutos de auto consciência, organização, coragem e luta coletiva."
Somente a prisão pode libertar um homem atormentado pelo próprio crime; enquanto estiver livre, estará preso.
O criminoso pode estar mais próximo da redenção do que qualquer outro que se julga essencialmente bom.
Destruir uma vida é destruir a si mesmo; é apertar o gatilho e matar não apenas o outro, mas também uma parte da própria humanidade.
