Como devemos tratar nossas crianças?... Kaiane Macedo
Como devemos tratar nossas crianças?
Essa é uma pergunta que muitos responderão prontamente: "Com amor." E essa resposta está certa. Mas, logo percebemos que apenas o amor não é suficiente para educar uma criança.
Vamos começar por nós mesmos e voltar um pouco ao passado...
Talvez você tenha ouvido frases como: "Você não sabe fazer nada direito. Saia daí, deixe que eu mesma faço!" Ou então: "Você não sabe nem segurar um copo!", logo após derrubar um copo de vidro ao tentar beber água. Isso quando não vinham os xingamentos.
Essas são frases que muitas pessoas ouviram repetidamente durante a infância.
Mas por que, quando era a criança da visita que derrubava um copo, o tratamento era diferente?
Quantas vezes ouvimos nossas mães dizerem: "Não tem problema, deixe aí que eu limpo."
E é justamente assim que deveríamos tratar nossas próprias crianças: com a mesma tolerância, compreensão e respeito que oferecemos às crianças dos outros.
Afinal, derrubar um copo, deixar um objeto cair ou esbarrar em alguma coisa é algo normal. Isso não acontece apenas com crianças, mas também com adultos. Às vezes por distração, pressa, cansaço ou falta de atenção.
Esses acontecimentos não significam que a criança seja incapaz. Porém, quando ela é constantemente criticada ou humilhada, pode começar a acreditar que realmente não é capaz.
Quando experiências negativas se repetem com frequência, aumentam as chances de a criança desenvolver medo de errar, baixa autoestima, insegurança e até dificuldades para experimentar coisas novas, por receio de ser criticada.
Então, voltando à pergunta: como devemos tratar nossas crianças?
Com amor? Sim. Mas o amor, sozinho, não basta.
Devemos compreender e respeitar os sentimentos delas. Precisamos exercer empatia, paciência e acolhimento, sendo a base segura de que elas tanto precisam. Devemos educá-las com palavras que fortaleçam, com atitudes que inspirem confiança e, claro, estabelecendo limites, mas sempre com respeito.
Portanto, trate sua criança como a criança da visita!
— Kaiane Macedo
