Coleção pessoal de testeteste123
Quando colocamos nossos olhos no que é eterno e não apenas no que é passageiro, entendemos que as lutas são capítulos, não o livro todo.
O momento ruim é como uma noite escura: pode parecer longa, mas o amanhecer sempre chega. Deus não nos abandona no meio da dor; Ele nos sustenta para atravessá-la.
Aos olhos de Deus, nossa história não se resume às tempestades que enfrentamos. A dor é parte da jornada, mas não define o destino.
Quero estar onde você habita, mesmo que só na vertigem dos meus sonhos — uma utopia voraz, sem rumo, que só encontra sentido quando te alcança.
Quando o Supremo deixa de ser tribunal e passa agir como partido político, a imparcialidade da Justiça se perde no palanque.
Benê Morais
Ontem adormeci pensando em você,
a noite inteira foi sonho com teu olhar.
Acordei com tua lembrança no meu amanhecer,
será castigo ou feitiço te amar sem te encontrar
Apesar das Dificuldades, dos Desafios,
das desfeitas e dos obstáculos, siga
sempre em Frente, tudo te fortalece,
inclusive as experiências.
Falaram, conspiraram por dor, ganância ou inveja, ou apenas para me ver de cabeça baixa. Mas não há nada melhor que seguir pelas curvas do tempo, enfrentando a injustiça, para que o regresso revele onde habita a verdadeira felicidade.
Bom dia!
Tem dia que começa mais calmo.
Sem grandes sinais, sem promessas escancaradas.
Mas é justamente aí…
que Deus trabalha em silêncio,
colhendo o que você plantou em oração,
cuidando do que você nem tem coragem de pedir em voz alta.
Vai leve.
A graça d’Ele te alcança até no passo mais tímido.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Até o final
Um destino certo e sombrio
Medo do desconhecido
Corroído pelo ciclo esquecido
A alma e o coração vazio
Os olhos que pouco acompanha
Menos impulsivo estou
Se a idade me preocupa
Feliz pelo que passou
Se devagar ainda Caminho
Mais ou menos
Merecido
Quem ira dizer o que farei
Viajo pelo abstraido
Tento fugir do transpasso
Ainda o que me resta não sei..
Cheguei ao fundo do poço,
pensando ser o fim,
onde tudo parecia condenado,
sem cor, sem rumo, sem fim.
Foi então que desenharam palavras,
mas palavras enganam
quem não tem exemplo,
quem segue qualquer vento, qualquer chama.
O fundo do poço não destrói,
não paralisa, nem cala.
Quem o conhece de verdade,
renasce com nova alma.
Porque o fundo do poço,
não é morte nem prisão,
é chão firme de recomeço,
onde se ergue o coração.
Manhãs não acordadas
Hoje eu acordei.
Acordei em mais uma manhã de céu nublado,
com as luzes embaçadas
pelas nuvens que cobrem todo o céu.
Hoje eu acordei.
Diferente de outras manhãs,
em que durmo acordado de olhos abertos,
vendados pelo vazio,
cobertos pelo nada
e preenchidos pelos vasos quebrados,
sem flor.
Hoje eu acordei.
Acordei sonhando com a vida
que mato todos os dias
ao não levantar da cama.
Parado,
cansado,
paralisado por mim,
em mim,
dentro de mim.
Esse sou eu?
Ou o eu já foi embora
nessa manhã
em que levantei?
MONÓLOGO
“Eu Sou Tereza, Eu Sou Quilombo
Por Eli Odara Theodoro
(Para o Julho das Pretas)
:
Axé…
Axé, minhas irmãs!
Eu cheguei.
Julho chegou.
E com ele, eu me levanto.
Não sozinha — nunca sozinha.
Me levanto com Tereza.
Sim, Tereza de Benguela…
Mulher preta, mulher quilombola, mulher rainha.
Liderança. Inteligência. Força política e amor pelo povo.
No século XVIII, quando mataram seu companheiro,
ela não fugiu.
Ela ficou.
Assumiu o Quilombo do Quariterê.
Criou um governo, um parlamento, uma resistência com nome de liberdade.
Ela sabia…
Que resistir era também amar.
Que ser preta, mulher e viva
já era um ato revolucionário.
E eu…
Sou continuidade de Tereza.
Sou Eli Odara Theodoro .
Mulher preta. Quilombola.
Mãe. Viúva. Educadora.
Filha da terra e dos tambores.
Minha pele carrega o barro da luta,
minha voz carrega as palavras que tentaram calar.
Como diz Beatriz Nascimento:
“O quilombo é um lugar de liberdade possível.”
E eu sou esse lugar.
Meus passos são quilombo.
Minha fala é quilombo.
Minha sala de aula, meu terreiro, meus textos, minha lida — tudo é território de reexistência.
Sueli Carneiro grita comigo contra o apagamento.
Lélia Gonzalez me lembra que o mundo é racista e tenta nos empurrar pra margem.
Mas nós somos centro!
Centro da cura, do cuidado, da criação.
Conceição Evaristo sussurra aqui dentro:
“Escrevivência…”
E é isso que faço.
Eu escrevo com o corpo.
Escrevo com as dores e alegrias que a vida preta me deu.
IBGE diz: somos 28 milhões de mulheres negras no Brasil.
Mas isso é só número.
Nós somos mais!
Somos as que levantam antes do sol.
As que dançam pra Oxum e marcham contra o racismo.
Somos as que cuidam dos filhos dos outros enquanto sonham com futuro pros seus.
Djamila Ribeiro me lembra:
“Nosso lugar de fala não é favor.”
É luta.
É direito.
Nilma Lino Gomes grita comigo:
Educação quilombola é território de sabedoria viva!
Não tem sala de aula mais forte que o chão de nossas comunidades quilombolas.
E como diz bell hooks:
Amar também é ato político.
Eu escolho amar quem sou.
Escolho amar os meus.
Escolho amar as mulheres que vieram antes,
e aquelas que ainda virão.
Hoje…
Eu não só homenageio Tereza.
Eu a convoco.
Tereza está em mim.
Tereza está em nós.
Porque, como diz Conceição Evaristo:
“Nossos passos vêm de longe.”
E eu completo:
Vêm de longe…
E seguem firmes.
De cabeça erguida.
Pés fincados na terra.
E o coração batendo no ritmo da ancestralidade.
Axé, Tereza!
Axé, Mulheres Negras!
Axé, Julho das Pretas!
Há um vinho perdido, soterrado num fiapo de névoa fora da criação.
Não é uva, não é sangue é memória de um tempo anterior ao tempo.
Os astrólogos disseram que quem o encontrar sentirá o gosto de tudo que já foi sentido.
E também o que jamais deveria ser.
Os reinos em guerra não o buscam por sede, mas por fome de trono.
Querem o cálice, não o conteúdo.
Querem ser os que ditam o silêncio.
Não beberão, mas farão com que outros se curvem ao aroma.
Quando um pai vem ao mundo...
Quando o filho nasce, o Dia dos Pais começa.
É ali, naquele momento que a vida do homem se transforma.
Vendo a representação de si ocupar o mundo
Ao abraçar o filho pela primeira vez
Um novo significado de amor faz-se presente.
Pai é proteção, amor e inspiração.
É mostrar o mundo ao filho e ensiná-lo a viver.
E quando um filho abraça o pai
Ele toma a sua força e vai em frente com mais leveza e confiança.
Não é fácil a rotina de um pai, mas é um presente de Deus.
Você se lembra quando se tornou pai? Lembra-se da primeira noite acordado?
Das primeiras palavras, do primeiro tombo, do primeiro dia da escola de seu filho?
Aos poucos o filho vai crescendo e a função do pai também.
Vem a escola, o namoro, a faculdade do filho, vem a maturidade e suas escolhas,
E sem querer o pai se percebe em um outro lugar,
Um lugar de diálogo entre iguais.
Os filhos viram companheiros,
Até que os pais se amparam nos filhos.
O ciclo da vida é esse, acolher e ser acolhido.
E nessa construção feita com tantas mudanças,
O que continuará ali entre um pai e um filho
Será sempre o amor, com sua função insubstituível,
Unindo dois seres que não se fazem sozinhos.
Porque, no fim das contas, só existe um amor para a vida inteira.
E, por mais que outros amores venham, ele sempre será aquele que o seu coração reconhece como lar.
