Coleção pessoal de testeteste123
Quando o Rio Napo
bailar o pasacalle
em terna retribuição
ao sublime charme
da aurora vespertina,
tu haverá de me fazer
parte da tua vida linda.
Num breve estalo
bailaremos o nosso
todo festivo pasacalle
ainda mais apaixonado,
ao redor da mais bonita
e mais antiga cascarilla.
Conheceremos a folia,
o encanto e a alegria,
e para isso não será
preciso esperar a vinda
do inverno para ver
o florescer da cascarilla.
Não dê ouvidos aos cessacionistas. O mover do Espírito não ficou trancado no cenáculo. A santidade e o poder do Alto são dádivas concedidas aos crentes de todas as gerações.
Deus está escrevendo uma história muito maior do que as circunstâncias revelam. O mal sofrido por José não impediu o plano divino, mas serviu de palco para o livramento em direção ao palácio. Fique tranquilo: qualquer falsidade direcionada a você será redirecionada pelo Senhor para o seu crescimento e glória Dele.
A decepção não é a ausência do cuidado de Deus, mas o colapso dos nossos ídolos; um esvaziamento necessário das expectativas humanas para que sejamos preenchidos pela graça divina.
Se você colocar qualquer coisa deste mundo no centro da sua vida e amá-la mais do que a Deus, você a esmagará sob o peso das suas expectativas, e ela inevitavelmente partirá o seu coração. Muitas vezes, Deus usa a decepção como uma ferramenta de graça para nos libertar dos falsos ídolos. Quando nosso coração para de depender do que é humano, ele finalmente aprende a descansar na segurança inabalável da graça e da fidelidade divina.
Nem sempre o chão da alma é seguro,
às vezes afunda, se quebra, se perde no escuro.
Nem sempre o tempo cura qualquer dor,
há feridas que insistem em viver no interior.
O sabor a fim do mar, que vem do escuro,
é o eco das dores, um sabor tão puro.
É o que resta do calor que um dia brilhou,
é o suspiro quieto de um amor que acabou.
No silêncio profundo, onde a alma se esconde,
há uma espera longa, onde a esperança responde.
Nem tudo se apaga, nem tudo se vence,
mas há na dor tristeza que também nos convence.
Que mesmo o chão incerto, por mais que balance,
carrega a vida, a luta e a esperança.
E no sabor amargo que deixa o fim do mar,
floresce a coragem para recomeçar.
A vida é uma via torta, doce e amarga ao mesmo tempo,
E eu, tonta sonhadora, caminho na corda bamba do tempo.
Tento me equilibrar entre sabores e amores,
Mas se a corda arrebenta, não luto contra tombos, nem com as consequentes dores.
Fico, respiro, repouso em silêncio profundo,
Não estou nem aí para o mundo com seu peso tão imundo.
Não sou fantoche nas mãos do imprevisto,
Nem marionete no palco dos conflitos.
Não sou equilibrista buscando um fim incerto,
Nem sigo um novelo enovelado em nós (des)inosados.
Sou só eu, simples, entre tropeços e calmaria,
Deixo a vida ser feita de alma leve e poesia.
Quebrar os laços da luta incessante,
Permitir que o descanso seja o instante.
Pois na rotina do dia a dia, quando tudo cansa,
Ser tonta é talvez a mais doce esperança... o maior consolo pra deixar continuar a bater o próprio coração.
Se Deus remover as escamas dos teus olhos, a vaidade deste mundo perderá o brilho, e você se levantará de banquetes que antes pareciam deliciosos.
Todo dia
Todo dia é ano novo na escuridão do infinito,
onde o tempo se dobra e renasce em cada instante.
Todo ponteado de estrelas na amplidão do universo,
brilham elas silenciosas no simples prazer de aí estar a brilhar,
desvendando segredos antigos, histórias esquecidas... chegadas... partidas... abraços e feridas.
Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
reside a esperança tênue que desperta com o sol,
tocando a alma com seu toque leve... suave e sutil.
Sussurros tristes do vento passam, contando
memórias guardadas nas dobras do tempo e do espaço, lembrando dos encontros e dos abraços,
Há sempre um recomeço, um brilho renovado,
como a aurora que se abre, anunciando a promessa:
o cotidiano é poesia, um convite a fazer das manhãs momentos de paz e alegrias.
Em cada novo amanhecer, a vida se refaz,
todo dia é ano novo, um infinito renascer.
Feridas que não se curam, feridas abertas,
Memórias gravadas, noites desertas.
No peito, um coração partido,
Batendo lento, medo contido.
Tanto é o medo que tenho sentido,
Um sussurro frio, um grito contido.
Mas mesmo nesse mar tormentoso e fundo,
Há um sopro doce que move o mundo.
Cicatrizes contam histórias e dor,
Mas também revelam força e amor.
Entre os escombros do que já foi,
Surge a luz que nunca acabou... só estava entre sombras... que um vento generoso pra bem longe soprou
"Compartilhe o que você já sabe. Ninguém precisa saber tudo para ensinar."
"Quem ensina o que já sabe aprende ainda mais no caminho."
"Não espere saber tudo para ensinar. Ensine o que você já sabe hoje."
"O conhecimento cresce quando é compartilhado. Ensine o que você já sabe."
"É melhor ensinar o que você já sabe do que esperar aprender tudo para só então ensinar."
Dor profunda
A dor que às vezes inunda o peito profundo
toma forma e essência num instante fecundo...
Entre sombras e luzes, a alma vai navegando,
encontrando na poesia um porto seco e seguro.
Assim, envolve a vida com melodia suave,
fazendo do sofrimento um doce enclave.
Na dança das palavras, tudo ganha sentido,
e o espírito encontra seu caminho perdido.
Tudo, num piscar de olhos, acaba fazendo algum sentido.
Manipuladores são mestres em orquestrar o caos; eles incitam a plateia e, no fim, invertem os papéis para transformar os outros nos vilões da sua própria história.
Sementes
Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
a alma se enlaça em suave poesia crescente.
Envolvida em véus de ternura e dor contida,
transforma a tormenta em serenidade fluida.
Sussurros tristes do vento acariciam o ser,
revelando histórias que só o silêncio pode entender.
Cada lágrima é gota que rega o coração,
fazendo brotar a mais doce e terna canção.
A mídia tradicional consolidou-se como um mecanismo de manipulação que fomenta, diariamente, um clima de tensão. Ao incitar os espectadores, esses canais invertem a narrativa com maestria, imputando o papel de vilões a pessoas inocentes.
Prefiro celebrar o que permaneceu a lamentar o que perdi. Assim, minha mente se torna mais sensível à gratidão, meu corpo responde com serenidade, e o mal encontra cada vez menos espaço para agir.
F. Meirinho
Sabendo pouco, mas buscando compreender o todo; observando em silêncio, sem deixar escapar aquilo que os olhos atentos conseguem perceber. Afinal, nem toda sabedoria nasce das respostas — muitas vezes, ela floresce na forma como enxergamos o que passa despercebido pelos outros.
A ruína de Eva não aconteceu quando o fruto foi tocado; o processo da queda iniciou-se quando ela cedeu espaço ao diálogo com quem questionava a Palavra de Deus. Aprenda a reconhecer o perigo das conversas que minam sua fé e corte-as pela raiz, antes que o questionamento sutil se torne uma ruína absoluta.
Eu quero aquilo que interrompe o funcionamento normal das coisas.
o tipo de acontecimento que faz os velhos instintos parecerem obsoletos. que invade sem violência, mas quando vai embora leva junto a pessoa que existia cinco minutos antes.
não procuro conforto.
conforto conserva.
eu quero uma força que torne meus antigos refúgios inutilizáveis, que faça meus excessos perderem o gosto sem que eu precise travar guerra contra eles. quando a mudança é verdadeira, o esforço vira detalhe.
quero desaprender naturalmente.
como quem esquece um idioma porque encontrou outro mais bonito para pensar.
quero ser confrontado por algo que me obrigue a crescer na mesma velocidade em que destrói minhas desculpas. que embaralhe minhas certezas até eu não reconhecer mais o mapa que passei anos desenhando.
e, quando tudo terminar, que não reste a satisfação de ter vencido.
quero restar diferente.
há transformações que parecem acidentes.
as melhores sempre foram destino disfarçado.
porque existe um ponto em que insistir na antiga versão de si mesmo deixa de ser fidelidade.
e passa a ser desperdício.
ou talvez não.
talvez eu queira exatamente o contrário.
que nada me alcance fundo o bastante para exigir uma reconstrução. que tudo passe como passam os estranhos na calçada: vistos por um instante, esquecidos na esquina seguinte.
quero permanecer intacto.
que meus hábitos sobrevivam a qualquer novidade. que minhas convicções envelheçam comigo. que nenhuma experiência seja convincente o suficiente para mudar a direção dos meus passos.
não quero perder o gosto pelas velhas fugas.
nem descobrir um idioma novo se isso significar esquecer o primeiro.
prefiro os mesmos erros pela intimidade que construí com eles.
prefiro reconhecer o teto das minhas limitações do que correr o risco de descobrir que ele nunca existiu.
há uma tranquilidade quase elegante em jamais ser surpreendido.
em nunca precisar rever.
em nunca precisar ceder.
no fim, talvez a maior ambição seja essa:
atravessar a vida sem deixar que ela atravesse de volta.
Existe uma conexão entre o ser humano e Deus que pode ser sentida nas pequenas ações, na beleza da natureza e nos detalhes da vida. Cada gesto de amor, cada nascer do sol e cada sopro de esperança revelam um propósito maior, lembrando-nos de que a criação carrega o significado da presença do Criador.
