Coleção pessoal de testeteste123

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⁠A ignorância humana é o fardo silencioso que pesa não apenas sobre quem a carrega, mas também sobre aqueles que partilham a caminhada.

Ser escravo da opinião alheia, é a pior das prisões...

Eu aprendi que a lealdade na ausência é uma afirmação de valor. É uma proeza de caráter que revela minha essência e a profundidade da minha gratidão para com aqueles que confiam em mim.

Beiradeiro não é quem toca ou canta um beiradão, mas aquele que através de um beiradão toca o coração dos amazonenses.

Enquanto a mente pode vestir máscara, o corpo entrega a verdade...

Depois de tantos anos, voltei a me sentir vivo.
Observei ao longe os pássaros que cantarolavam,
o vento suave que acariciava meu rosto
e secava as lágrimas que teimavam em cair.

As árvores balançavam com uma beleza perfeita,
as flores espalhavam perfumes pelo ar,
a lagoa refletia o brilho do sol,
enquanto os peixes nadavam livres
e os patos deslizavam serenos sobre a água.

Ao fundo, um pescador trabalhava em silêncio,
e, mais perto, uma garota sorria, brincando com seu cachorro.
A natureza abafava todo o ruído da cidade,
e a paz que reinava naquele instante


me fazia redescobrir a vida.⁠

RENÚNCIA




Não permita que eu te esqueça, querida!

Os meus sonhos vão além de tudo...

Tuas lembranças se ofuscam, contudo,

Não há de me existir outro amor nesta vida!




Minha alma está a vaguear ensandecida

À procura do teu coração... Desnudo,

Eu a vejo em lágrimas, em solidão, e mudo,

Eu a vejo entre os túmulos da partida...




Não permita que eu te abrace na escuridão

Para que eu possa te amar sem ilusão

Entre os meus sonhos, sem que seja dor




Roga-me por sentimentos entre as estrelas...

Dos azuis, somente em ti, irei vê-las

Em cores lindas a refletir o nosso amor.

Nosso maior desafio é se reinventar dia a dia, sem deixar de ser nós mesmos!

Amigo (a) não é aquele que passa a mão pela sua cabeça para te agradar, e sim aquele que fala a realidade que a gente não consegue enxergar!

A Magia Contra o Tédio ...
Imaginação é como "feitiço"


Alma inquieta,
foge do tédio que a rotina projeta.
Sonha com truques, com criação,
com literatura em transformação.
Na sala, olhos atentos e curiosos,
crianças em mundos maravilhosos.
Cada história é uma porta aberta,
cada verso, uma estrada descoberta.
Infância pulsa em imaginação,
em perguntas, em inquietação.
Ela planta atenção com afeto,
colhe ideias num campo repleto.
E o tédio, que ousa se aproximar,
é vencido pelo ato de imaginar.


Tédio existe ali na sala. É o chamado comum. O bom seria entrar em sala como quem prepara um espetáculo: Meu desejo é fazer um truque de mágica — não com varinha de condão, mas com palavras que brilham, com aulas que façam os olhos saltarem do rosto.
Sempre que possível, o plano será transformar cada aula de literatura em uma experiência viva/imersiva, onde os livros são apenas o ponto de partida, para que os olhos das crianças, atentos e curiosos, revelem que algo mágico está acontecendo.
O desejo é que mergulhem nas histórias, questionem, criem, reinventem. A literatura deve ser sentida, encenada, vivida.
O desejo é que todos os dias seja como se fosse um "feitiço"/encanto que nunca acabe. Que nunca falhe.
Folclore...
Ele falha/Eu falho.

⁠Se me vir feliz com minha família, aproveitando cada momento… não me tire daqui. Foi um sonho conquistado com lágrimas e fé

"Dentro de nós,
existem múltiplos universos.
Mas poucos transitam
e conseguem habitar."

Segurei sua ausência como quem segura fogo, as mãos em brasa, a alma em ferida.
O coração gritava para ficar, mas a vida sussurrava: já é hora de partir.


Ainda te amo, e isso é a parte mais cruel.
Amar e, mesmo assim, precisar soltar.
Ver que o amor não sustenta, não cura,
não basta.


É despedida com gosto de eternidade,
é lágrima que não seca, é silêncio que pesa mais que mil palavras.


Solto você, não porque quero,
mas porque segurar me rasga em pedaços.
E no fundo, sei: te deixar ir é também
uma forma de amor.


♡

⁠No Deserto com Deus, ele molda.

Poucas são as coisas que podem ser comparadas à emoção da inspiração. É um sentimento tão genuíno, que surge de dentro para fora. É isso que move o mundo, que impulsiona a raça humana para a frente: deixar essa paixão interior feliz e próspera.

O mundo parece chato quando você olha mais para ele do que para si mesmo.

Pedagogia do Acolher


Chegou mais um setembro e, com ele, a vitrine de frases prontas que me atravessam sem me enxergar. Falam para eu falar — como se a minha voz não estivesse há tempos espalhada em palavras, imagens, silêncios e olhares. Eu avisei. Não busco atenção; busco sentido, presença, mãos que não soltam.


O que me revolta não é a cor do mês, é a direção do dedo. Campanhas apontam para quem está afundando, quando quem precisa de formação é quem está na margem. O depressivo não precisa de cartaz; precisa de quem saiba ler sinais: o brilho que apaga, o sorriso que desencaixa, o corpo que fala — cabelo que cai, peso que some, vitalidade que se ausenta. Precisa de quem saiba chegar sem invadir, ouvir sem consertar, acolher sem prescrever. Às vezes, salvar é só sentar ao lado e dizer com o corpo: “estou aqui”.


Falar nem sempre é possível. Por dentro, a mente é um labirinto: ideias desordenadas, sentimentos sem moldura, cansaço que pede anestesia da dor — não o fim da vida. O que nos sustenta, muitas vezes, é o descanso de um abraço, o cuidado que não cobra explicação, o silêncio que não abandona. Ensinem isso: a presença que não exige performance de melhora; a escuta que não transforma confissão em sermão; a delicadeza de perguntar “como posso estar com você?” e aceitar que, naquele dia, a resposta seja apenas chorar.


Também me fere a homenagem tardia. Velórios cheios, redes lotadas de amores eternos — e o vazio de tudo o que não foi dito quando ainda dava tempo de ouvir. Eu não quero discursos depois. Quero humanidade antes. Se houver propósito em minha voz, que seja tocar uma pessoa que esteja aqui agora, e não multidões quando eu já for ausência.


Setembro, para mim, só fará sentido quando deixar de treinar o depressivo para “se explicar” e começar a educar o entorno para reconhecer, acolher e agir. Ensinem a identificar sinais, a construir rede, a acompanhar até o serviço, a ligar no dia seguinte, a cozinhar um prato simples, a varrer o chão do quarto, a segurar a mão — e não soltar. Ensinem que “força” não é cobrança, é companhia. Que fé não é atalho, é abrigo. Que esperança, às vezes, cabe em vinte minutos de silêncio compartilhado.


Eu sigo deixando vestígios — nas pessoas, nos cantos, no papel, nas imagens. Minha voz não precisa de multidões para cumprir seu propósito. Se alcançar um coração e lhe oferecer descanso por um instante, já valeu a jornada. E, enquanto eu estiver aqui, repito: não é fraqueza, é exaustão; não é espetáculo, é sobrevivência; não é drama, é dor. O que peço não é palco. É presença.




#setembroamarelo

#TempestadeDeEntrega


Tempestade de Entrega
por Eliz Areba


Você veio aninhar em meu coração
como gota oculta de orvalho,
repouso frágil sobre a folha,
tímido,
mas nascente em terra seca.


Não queria margens estreitas


então se fez riacho,
apressado em se converter em rio.


Mas antes,
precisou ser cascata que despenca do alto,
ímpeto de céu rasgado,
como se fosse esmagar a terra —
mas não fere.


A terra se abre, acolhe cada gota,
se deixa saciar,
e o vale inteiro respira.


Até encontrar o mar.


Assim você me fez amar.


E veio a neblina que abraça a montanha,
trazendo consigo a geada
que adorna a relva,
testando se esse amor
iria mesmo solidificar.


Até a chuva que fecunda a terra
se ausentou por um tempo.
Mas nós — pó e chão


não poderíamos rachar.


Então a neve em nós se abrigou,
com o intento de nos transformar em gelo,
em granizo armado,
mas esqueceu-se:
tudo é água,
e viva sempre será.


Pode se recolher em lago quieto,
tornar-se terra fértil,
mover-se em marés,
respirar maresia,
explodir em ondas indomáveis,


até tocar o oceano sem bordas,
onde todas as águas se reconhecem
e se tornam uma só.


Pois toda gota — orvalho,
nascente,
riacho ou mar —
guarda em si
a promessa do infinito.

Esteja à frente da batalha sem temer as dificuldades. Problemas todos temos — fazem parte da vida. Mas recuar não faz parte da empreitada. Seja forte o suficiente para vencer sem jamais retroceder diante do inimigo.

Eu não menti ao não dizer que não te amo. Minha declaração é verdadeira: o amor ainda está em mim, mas o sentimento que um dia tive por você passou e já não faz mais parte de mim.