Coleção pessoal de testeteste123
Poucas são as coisas que podem ser comparadas à emoção da inspiração. É um sentimento tão genuíno, que surge de dentro para fora. É isso que move o mundo, que impulsiona a raça humana para a frente: deixar essa paixão interior feliz e próspera.
Pedagogia do Acolher
Chegou mais um setembro e, com ele, a vitrine de frases prontas que me atravessam sem me enxergar. Falam para eu falar — como se a minha voz não estivesse há tempos espalhada em palavras, imagens, silêncios e olhares. Eu avisei. Não busco atenção; busco sentido, presença, mãos que não soltam.
O que me revolta não é a cor do mês, é a direção do dedo. Campanhas apontam para quem está afundando, quando quem precisa de formação é quem está na margem. O depressivo não precisa de cartaz; precisa de quem saiba ler sinais: o brilho que apaga, o sorriso que desencaixa, o corpo que fala — cabelo que cai, peso que some, vitalidade que se ausenta. Precisa de quem saiba chegar sem invadir, ouvir sem consertar, acolher sem prescrever. Às vezes, salvar é só sentar ao lado e dizer com o corpo: “estou aqui”.
Falar nem sempre é possível. Por dentro, a mente é um labirinto: ideias desordenadas, sentimentos sem moldura, cansaço que pede anestesia da dor — não o fim da vida. O que nos sustenta, muitas vezes, é o descanso de um abraço, o cuidado que não cobra explicação, o silêncio que não abandona. Ensinem isso: a presença que não exige performance de melhora; a escuta que não transforma confissão em sermão; a delicadeza de perguntar “como posso estar com você?” e aceitar que, naquele dia, a resposta seja apenas chorar.
Também me fere a homenagem tardia. Velórios cheios, redes lotadas de amores eternos — e o vazio de tudo o que não foi dito quando ainda dava tempo de ouvir. Eu não quero discursos depois. Quero humanidade antes. Se houver propósito em minha voz, que seja tocar uma pessoa que esteja aqui agora, e não multidões quando eu já for ausência.
Setembro, para mim, só fará sentido quando deixar de treinar o depressivo para “se explicar” e começar a educar o entorno para reconhecer, acolher e agir. Ensinem a identificar sinais, a construir rede, a acompanhar até o serviço, a ligar no dia seguinte, a cozinhar um prato simples, a varrer o chão do quarto, a segurar a mão — e não soltar. Ensinem que “força” não é cobrança, é companhia. Que fé não é atalho, é abrigo. Que esperança, às vezes, cabe em vinte minutos de silêncio compartilhado.
Eu sigo deixando vestígios — nas pessoas, nos cantos, no papel, nas imagens. Minha voz não precisa de multidões para cumprir seu propósito. Se alcançar um coração e lhe oferecer descanso por um instante, já valeu a jornada. E, enquanto eu estiver aqui, repito: não é fraqueza, é exaustão; não é espetáculo, é sobrevivência; não é drama, é dor. O que peço não é palco. É presença.
#setembroamarelo
#TempestadeDeEntrega
Tempestade de Entrega
por Eliz Areba
Você veio aninhar em meu coração
como gota oculta de orvalho,
repouso frágil sobre a folha,
tímido,
mas nascente em terra seca.
Não queria margens estreitas
então se fez riacho,
apressado em se converter em rio.
Mas antes,
precisou ser cascata que despenca do alto,
ímpeto de céu rasgado,
como se fosse esmagar a terra —
mas não fere.
A terra se abre, acolhe cada gota,
se deixa saciar,
e o vale inteiro respira.
Até encontrar o mar.
Assim você me fez amar.
E veio a neblina que abraça a montanha,
trazendo consigo a geada
que adorna a relva,
testando se esse amor
iria mesmo solidificar.
Até a chuva que fecunda a terra
se ausentou por um tempo.
Mas nós — pó e chão
não poderíamos rachar.
Então a neve em nós se abrigou,
com o intento de nos transformar em gelo,
em granizo armado,
mas esqueceu-se:
tudo é água,
e viva sempre será.
Pode se recolher em lago quieto,
tornar-se terra fértil,
mover-se em marés,
respirar maresia,
explodir em ondas indomáveis,
até tocar o oceano sem bordas,
onde todas as águas se reconhecem
e se tornam uma só.
Pois toda gota — orvalho,
nascente,
riacho ou mar —
guarda em si
a promessa do infinito.
Esteja à frente da batalha sem temer as dificuldades. Problemas todos temos — fazem parte da vida. Mas recuar não faz parte da empreitada. Seja forte o suficiente para vencer sem jamais retroceder diante do inimigo.
Eu não menti ao não dizer que não te amo. Minha declaração é verdadeira: o amor ainda está em mim, mas o sentimento que um dia tive por você passou e já não faz mais parte de mim.
Na verdade, você não perdeu nem se libertou: apenas se desapegou do que foi criado pelos pensamentos, fantasias e desejos. Cuidado com as invenções da mente — ela corre em tal velocidade que pode enganar até os sentimentos mais silenciosos.
Até quando você vai parar para ouvir opiniões que confundem suas atitudes? Lembre-se: você não pode mudar os fatos vividos, mas pode escolher se afastar das pessoas negativas.
Assim como o Criador ama todos os seus filhos, ninguém se perde da vida; o que realmente acontece é que a pessoa pode se perder de si mesma.
Eu não posso te acusar por não me amar; o que espero é apenas a tua sinceridade para comigo. Se não me amas, vá em paz e seja feliz.
Lembra quando estava por um fio pra desistir
E quando faltou isso aqui pra você cair
E mesmo assim você tentou mais uma vez
Era a Mão de Deus
Segurando a sua mão pra não cair
Você não veio até aqui pra desistir
Então não tem porque chorar, volte a sorrir
Era a Mão de Deus e vai ser sempre assim Arnaldo Da Cruz Quaresma Junior
O coração onde Deus derrama Sua Graça torna-se uma Fonte de Bênçãos, e por onde passa, transforma todo deserto árido em um jardim onde florescem o amor, o perdão e a esperança.
Autoconhecimento e Empatia
"Quem se conhece ilumina; quem entende transforma; quem age com empatia deixa seu legado."
Autoconhecimento e Empatia
"Autoconhecimento desperta, empatia conecta, e cada gesto consciente muda o mundo."
Autoconhecimento e Empatia
"Olhe para dentro, inspire fora; cada ato de empatia é uma semente de mudança."
Autoconhecimento e Empatia
"Cresça em Deus e em si mesmo, ilumine o outro, e deixe a empatia ser a marca da sua jornada."
Às vezes, mesmo doendo muito, a gente precisa colocar um ponto final. Pelo bem da nossa saúde mental, é necessário dizer: essa será a última vez que essa pessoa faz eu me sentir assim. Seja família, amor ou nas relações de amizade.
