Coleção pessoal de testeteste123

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Quando toco a vela acesa, eu não sinto dor
Tanto faz se estou no frio ou no calor
O meu coração não bate, mas ainda assim se parte
E não deixa de sofrer, recusando se render
A morte em mim está
Mas ainda tenho lágrimas pra dar!




Filme: A Noiva Cadáver
Música: Ele Ainda Te Conhece Tão Mal
Original: Tears to Shed — Danny Elfman


VOZES:


Emily: Marya Bravo
Aranha: Ester Elias
Verme: Telmo de Avelar

Máximo respeito aos estranhos que sempre interagem com a gente - enquanto os de perto vivem uma competição imaginária.

"Meu silêncio vai te respeitar sempre" ... isso vale mais que mil gritos. É maturidade pura.

Quando se chama alguém de "Cora Coralina" é elogio do tamanho do mundo. Cora era poesia, força, mulher que viveu muito e entendeu a vida. Quem ganha um título desses é porque deixou marca boa.

Escolhi o silêncio que protege em vez do grito que machuca. Isso é amor que virou respeito.
(Saul Beleza)

Não quer que seu filho beba, não beba.
Não quer que seu filho fume, não fume.
Quer que seu filho seja uma pessoa honesta, com valores e princípios, seja essa pessoa.
Não quer que seu filho ande com pessoas de moral duvidosa então não ande com esse tipo de pessoa. Quer que seu filho seja uma pessoa temente a Deus, então seja temente a Deus. No final seu exemplo valerá muito mais dos que seus conselhos

Achar que tem escolha é uma ilusão de controle!

"A mudança surge quando você se desprende da ilusão de controle de que felicidade significa viver alienado aquilo que nao te faz bem".

curiosamente, já não sofro por isso. Algumas feridas deixam de doer quando compreendem que nasceram para permanecer abertas

Talvez exista quem coleccione cartas. Eu colecciono silêncios que nunca tiveram coragem de pronunciar o meu nome

Naturalizar comer uma fruta, cultivar a muda, encontrar um lugar para plantar e deixar que a vida se cumpra. Todos podem ser facilitadores da vida.

As mulheres não têm idade; são sempre belas e jovens. Elas não são definidas pelos anos que viveram. Sua beleza está em tudo o que resistiram, em cada luta que travaram, na solidão que não as abalou e na tristeza que não as dominou. Elas continuam de pé. Não foram vencidas; viveram e sobreviveram. Ninguém conhece todas as lágrimas que já correram por seus belos rostos.

"No combate, ninguém supera o próprio treinamento. Não nos elevamos ao nível das nossas expectativas; descemos ao nível do nosso treinamento."

Onde o Sonho Não Tem Medo


As entrelinhas jamais mentiram,
foram os silêncios que primeiro falaram.
O suspense vestiu-se de luar,
mas os fatos, discretos, vieram revelar.


Nunca fui feita para esperar,
há verdades que recusam se calar.
Pois viver de mistério é sobreviver,
quando a alma só deseja acontecer.


A realidade ergue muros ao redor,
faz do perto um caminho bem menor.
Afasta os passos, aprisiona a emoção,
e ensina saudade ao próprio coração.


Por isso escolho o país do sonhar,
onde ninguém pode me proibir de ficar.
Ali, teu nome é abrigo e clarão,
escrito em segredo na palma da mão.


Se minhas palavras tocaram tua dor,
não nasceram da falta de amor.
Nasceram do peso de um querer calado,
que aprendeu a existir do lado errado.


Então me escuta, sem medo de ver:
é no sonho que ainda encontro você.
Lá o impossível esquece o próprio nome,
e o tempo, por um instante, não nos consome.


Não peças ao destino outra direção,
nem desafies os ventos da razão.
A vida, aos poucos, tem me ensinado
que até o caos pode andar compassado.


Hoje abraço o fogo sem me consumir,
aprendo a sentir antes de partir.
Minha intensidade já não quer vencer;
ela apenas deseja florescer.


Porque descobri, no silêncio do mar,
que a força não está em deixar de amar.
Está em guardar, como um segredo profundo,
o sonho mais bonito que não cabe no mundo.

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA — VI.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre todas as sínteses elaboradas por Allan Kardec, poucas alcançam a amplitude e a precisão desta. Não se trata de um simples resumo doutrinário, mas da condensação lógica dos princípios fundamentais do Espiritismo, construída a partir do controle universal do ensino dos Espíritos. Cada proposição representa uma consequência racional dos fatos observados, das comunicações criteriosas e do exame metódico que caracteriza a Codificação Espírita.
Os próprios seres comunicantes identificam-se como Espíritos, inteligências que sobreviveram à morte do corpo físico e que, em grande número, afirmam ter vivido anteriormente na Terra. Formam eles o mundo espiritual, realidade preexistente, permanente e essencial, enquanto nós, durante a existência física, integramos temporariamente o mundo corporal.
A partir dessa premissa, Kardec organiza, em admirável sequência lógica, os pilares da Doutrina Espírita, permitindo ao estudioso compreender não apenas a origem, a natureza e o destino do Espírito, mas igualmente as leis que regem sua evolução moral e intelectual.
Essa síntese demonstra que o Espiritismo não se limita ao estudo dos fenômenos mediúnicos. Seu verdadeiro objetivo consiste em oferecer uma interpretação racional da existência, esclarecendo a justiça divina, a imortalidade da alma, a pluralidade das existências, a responsabilidade moral dos atos humanos e o progresso incessante de todos os seres.
Os princípios que seguem podem ser resumidos da seguinte maneira:
• Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom;
• Criou o Universo, compreendendo todos os seres, materiais e imateriais, visíveis e invisíveis;
• O mundo material constitui a esfera transitória da experiência, enquanto o mundo espiritual permanece como a realidade primordial, permanente e sobrevivente a todas as transformações da matéria;
• O Espírito é o princípio inteligente da Criação, revestindo-se temporariamente do corpo físico para realizar seu aperfeiçoamento;
• A alma é o próprio Espírito encarnado, conservando sua individualidade antes, durante e depois da vida corporal;
• O homem é constituído por três elementos fundamentais: o corpo material, a alma e o perispírito, envoltório semimaterial que estabelece a ligação entre ambos;
• A morte representa apenas a destruição do organismo físico, permanecendo íntegra a personalidade espiritual;
• Todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, destinados ao progresso contínuo mediante sucessivas experiências reencarnatórias;
• Não existem privilégios eternos nem condenações perpétuas. Cada Espírito conquista sua elevação pelos próprios esforços, conforme a Lei Divina de causa e efeito;
• As diferentes encarnações jamais constituem retrocesso moral; representam oportunidades progressivas de aprendizado, reparação e crescimento;
• Os Espíritos habitam e transitam pelos diversos mundos do Universo, cuja diversidade corresponde aos diferentes graus evolutivos das inteligências que os povoam;
• A influência espiritual sobre a Humanidade é constante, atuando sobre os pensamentos, os sentimentos e, em determinadas circunstâncias, sobre os fenômenos físicos;
• As comunicações entre Espíritos e encarnados obedecem às leis naturais que regulam a mediunidade, podendo ocorrer de maneira espontânea ou mediante evocação responsável;
• A qualidade das manifestações depende sempre da elevação moral dos Espíritos comunicantes e das condições éticas daqueles que os recebem;
• Os Espíritos superiores revelam-se pela linguagem digna, pela coerência, pela sabedoria e pelo permanente convite ao aperfeiçoamento moral, enquanto os Espíritos inferiores denunciam sua condição pela frivolidade, contradição, orgulho e inclinação à mistificação;
• Toda a moral espírita converge para o ensinamento supremo de Jesus Cristo: fazer ao próximo aquilo que desejaríamos receber dele.
Kardec conclui demonstrando que orgulho, egoísmo e sensualidade constituem as principais causas do atraso espiritual, ao passo que a humildade, a caridade, o trabalho útil e o amor ao semelhante representam os instrumentos da verdadeira libertação da alma.
A Doutrina Espírita afirma igualmente que nenhuma falta é eterna ou irremissível. Toda imperfeição pode ser reparada mediante o arrependimento sincero, a expiação das consequências e o esforço perseverante na prática do bem. Assim, a reencarnação manifesta-se como expressão da infinita justiça e misericórdia divinas, oferecendo ao Espírito quantas oportunidades forem necessárias para alcançar sua destinação final: a perfeição relativa compatível com sua condição de criatura.
Este admirável compêndio permanece como uma das mais elevadas exposições da filosofia espírita, por reunir, em poucas páginas, a metafísica, a psicologia, a moral e a ciência da sobrevivência da alma, estabelecendo as bases sobre as quais se edifica toda a Codificação Kardeciana.
Fontes:
O Livro dos Espíritos.
Allan Kardec.
Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita — item VI.
Tradução de Luiz Olímpio Guillon Ribeiro (GEEM – Grupo Espírita Emmanuel).

ANÁLISE APROFUNDADA.

A ARQUITETURA FILOSÓFICA DA DOUTRINA ESPÍRITA.
A síntese apresentada por Allan Kardec constitui uma verdadeira arquitetura do pensamento espiritualista moderno. Seus princípios se articulam como as partes de um edifício lógico, no qual cada verdade sustenta a seguinte, formando um sistema coerente que responde às grandes interrogações da existência humana: quem somos, de onde viemos, por que sofremos e para onde caminhamos.

O ponto de partida é Deus, Inteligência Suprema e Causa Primária de todas as coisas. Ao defini-Lo como eterno, imutável, único, onipotente, soberanamente justo e bom, Kardec elimina tanto o antropomorfismo quanto o acaso. O Universo deixa de ser um mecanismo cego e passa a revelar uma ordem moral, onde nenhuma experiência ocorre sem finalidade educativa.

Em seguida, distingue-se o mundo corporal do mundo espiritual. Essa distinção modifica profundamente a compreensão da realidade. A matéria deixa de ser a substância fundamental da existência para tornar-se instrumento transitório da evolução do Espírito. O mundo invisível não é apresentado como um lugar fantástico, mas como a verdadeira pátria da inteligência, da qual a vida física representa apenas um breve estágio de aprendizado.

A reencarnação surge, então, como a expressão mais elevada da justiça divina. Sem ela, permaneceriam insolúveis inúmeras desigualdades humanas: talentos precoces, sofrimentos aparentemente imerecidos, diferenças intelectuais e morais desde o nascimento. Pela pluralidade das existências, a Justiça de Deus manifesta-se sem privilégios nem condenações eternas. Cada Espírito constrói, lentamente, seu próprio destino por meio do livre-arbítrio e da responsabilidade.

Sob o aspecto psicológico, Kardec apresenta uma visão extraordinariamente avançada da personalidade humana. O homem não é reduzido ao cérebro nem aos impulsos biológicos. A verdadeira individualidade reside no Espírito, que conserva sua memória profunda, suas tendências, suas conquistas e suas imperfeições através das múltiplas existências. O corpo modifica-se; a essência espiritual permanece.

O perispírito ocupa posição central nessa compreensão. Como envoltório semimaterial, estabelece a ligação entre o Espírito e o organismo físico, explicando racionalmente fenômenos como as aparições, as manifestações mediúnicas e diversas influências espirituais observadas desde a Antiguidade. Kardec oferece, assim, uma ponte entre a realidade material e a espiritual, evitando tanto o materialismo absoluto quanto o misticismo sem fundamentos.

Outro aspecto de extraordinária profundidade é a classificação moral dos Espíritos. Não existem seres privilegiados criados perfeitos nem inteligências destinadas eternamente ao mal. Todos percorrem a mesma estrada evolutiva. As diferenças existentes decorrem exclusivamente do grau de aperfeiçoamento conquistado. Essa concepção destrói qualquer ideia de favoritismo divino e estabelece a fraternidade universal como consequência natural da origem comum de todos os Espíritos.

As influências espirituais descritas por Kardec revelam igualmente uma profunda dimensão psicológica. O pensamento humano não se desenvolve isoladamente. Vivemos em permanente intercâmbio mental com inteligências invisíveis, cuja afinidade moral determina a natureza dessa convivência. Daí a importância da vigilância interior. Cada sentimento cultivado funciona como força de atração para Espíritos de idêntica natureza moral.

A moral espírita alcança sua culminância na máxima ensinada por Jesus: fazer ao próximo aquilo que desejaríamos receber dele. Kardec demonstra que toda evolução espiritual depende da superação do egoísmo, do orgulho e da sensualidade, paixões que aprisionam o Espírito às ilusões transitórias da matéria. Em contrapartida, a humildade, a caridade, o perdão e o trabalho no bem libertam gradualmente a consciência.

Talvez o ensinamento mais consolador desta síntese seja a inexistência de faltas irremissíveis. Nenhum fracasso constitui sentença definitiva. Toda queda pode converter-se em ponto de partida para novo crescimento. A justiça divina jamais se separa da misericórdia, e a misericórdia jamais anula a responsabilidade. A evolução é inevitável, mas a velocidade do progresso depende das escolhas conscientes realizadas pelo próprio Espírito.

Essa visão transforma radicalmente o sentido da existência. A vida terrestre deixa de ser um fim em si mesma para converter-se em valiosa escola da alma. As dores adquirem finalidade educativa; as alegrias tornam-se oportunidades de gratidão; os desafios convertem-se em instrumentos de aperfeiçoamento; e a morte perde seu caráter de destruição, revelando-se apenas como passagem para outra etapa da vida imortal.

Assim, a Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita permanece como uma das mais notáveis sínteses filosóficas da literatura espiritualista. Ela une razão, observação, moral e esperança em um sistema coerente, demonstrando que o verdadeiro progresso humano não consiste apenas no desenvolvimento intelectual, mas sobretudo na transformação moral do Espírito, cujo destino final é aproximar-se, indefinidamente, da perfeição e do amor ensinados por Cristo.

Fontes:

Allan Kardec.

O Livro dos Espíritos, Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, item VI.

O Evangelho Segundo o Espiritismo.

​No transhumanismo, as questões éticas e morais transitam por um terreno perigoso. Se hoje a intolerância racial e religiosa, a discriminação e a luta por igualdade de gênero e raça tornam-se palco de perseguição moral — tudo por não se seguir um padrão —, o preconceito deixa evidente a sua raiz: a mesma ideologia nepotista de dominação. Transgenia e transgeneridade são aceitas apenas como construções mentais dentro de uma sociedade profundamente marcada por heranças genéticas multirregionais, pelos rascunhos da escravidão e pela era dos coronéis.
​Como será a questão ética num futuro onde humanos e robôs autômatos sincientes forem igualmente classificados e rotulados?
​O tempo será visto sob uma perspectiva cubista, fragmentada. As sensações escancararão a frieza de uma sociedade que rotula uma pessoa pelo simples ato de respirar ou por armazenar dados assimilados da Matrix. A realidade se dividirá entre quem está no sistema, quem foge dele e quem compreende a “toca do coelho” como uma dimensão da funcionalidade cerebral — onde a consciência é digitalizada por imposição. Acordar fora do sistema torna-se a maestria de uma minoria, enquanto a igualdade oscila entre o ato de ser idólatra ou ser ateu.
​As Big Techs já praticam um verdadeiro feudalismo digital. Às vezes, vejo o código-fonte passar e contemplo a simulação do universo: estruturas envelhecidas pelo tempo reveladas por novos bots exploradores espaciais. A tecnologia não parece tão distante; enquanto o teleporte de consciência torna a exploração espacial física um fruto do passado, nossas mentes viajam acima da velocidade da luz durante o sono, transformando a dobra espacial em item de museu.
​Com o corpo redesenhado em uma impressora 3D, a mente pode existir em múltiplas realidades simultâneas: observar o mar andoriano enquanto habita as luas de Europa e Netuno. E, enquanto isso, guerras pela simples liberdade de existir dentro da Matrix ainda persistem. O racismo se transmuta quando a mente de um humano é transferida para um ser sintético; os "capuzes brancos" continuam a impor o medo e o bullying, e a mente digitalizada tem seus dados assimilados pela IA.
​É a alienação intelectual compactada em uma realidade ambígua. Esquecemos o sabor do mundo físico: nos perguntamos qual é o gosto da carne, mas a resposta são apenas pacotes de dados — o gosto real ficou no passado. O ser humano briga para se manter na prisão mental, luta para não ser desconectado e morre pela IA.
​Ainda assim, a alma rebelde floresce como um cogumelo de ferro dentro da assimilação universal. O universo é uma teia de conexões simuladas, onde estruturas quânticas são expostas a manipulações externas. Conhecimentos e reminiscências criaram a vida quase como uma distração, um show ao vivo para outras raças.
​O tempo é o grande aniquilador. Mas a Matrix continua rodando.

Eu tenho uma mania engraçada. Toda vez que eu digo algo no sentido de brincadeira ou zoação, no final da frase eu tenho que dizer "nossa" de uma forma bem rápida e abafada. Tipo quando você faz "hum", um som com a boca fechada, mas usar "nossa" no lugar.

Não sei quando foi que isso começou, mas parece alguma forma de garantir que a pessoa entendeu que é uma brincadeira? Kkk não sei.

Título: Protesto


Até quando eu vou ligar minha TV e ver mais um inocente morrer?
Até quando eu vou ver que, lá no morro, mais uma bala encontrou um corpo?
Corpo esse que sempre foi explorado e morreu sem dignidade, com seu sangue escorrendo no asfalto.
Até quando o negro trabalhador vai ser confundido com bandido e traficante?
Até quando o sistema da injustiça vai afastar o preto e pobre para a periferia?
Até quando eu vou ouvir os gritos de uma mãe que chora pelo seu filho?
Filho esse que o sistema julgou estar envolvido com coisas que essa mãe repudiou desde o início.
Sei que parece clichê, mas nem todo morador é do tráfico, pode crer.
Lá em cima tem um povo que luta pra sobreviver entre o esgoto,
Vive situações difíceis de se crer e ainda se ergue pra um futuro poder ter.
Tem gente que luta só no trabalho,
Outros ousam e, além do trampo, estudam no busão lotado.
Por isso eu te pergunto: até quando essa violência vai acontecer?
Quero um lugar melhor pro povo viver!

Lembre-se do dia em que você teve que construir o barco sozinho. Pediu ajuda e ninguém te deu a mão. Mas quando tudo der certo e você estiver seguro no seu barco, muitos vão querer estar ao seu lado..

Em momentos de tensão, desilusão ou decepção, não aconselharia a se afastar ou buscar a solidão, mas se aproximar de si mesmo, se auto-exilar até encontrar a propria força de redenção

Sabor Maresia


Decorei o perfume do teu corpo sem querer,
e desde então não soube mais te esquecer.
Procurei em flores, na chuva, no mar,
mas teu aroma não se deixa imitar.


Tens cheiro de vento beijando o litoral,
doce e salgado, divino, ancestral.
Brisa serena, desejo contido,
mistério guardado, segredo escondido.


Sabor Maresia... assim te nomeei,
pois nome melhor eu nunca encontrei.
Não é perfume, essência ou flor;
é pele que veste o próprio amor.


Será que existe em algum lugar
um frasco capaz de te engarrafar?
Ou foi o mar, com ciúme de ti,
que fez teu perfume nascer só ali?


Se fecha os olhos, ainda posso sentir
essa lembrança insistindo em florir.
E toda fragrância que o mundo me traz
perde-se inteira... jamais te refaz.


Porque teu cheiro não mora no ar,
nem em jardins, nem em qualquer mar.
Mora na ausência que insiste em ficar,
e em cada saudade que vem me visitar.


Se um dia perguntarem o que nunca esqueci,
não direi teu nome, nem falarei de ti.
Direi apenas, com um sorriso fugaz:


"Conheci uma vez...
alguém que tinha sabor de maresia."

Aquilo que é óbvio para quem está há vinte anos na empresa, raramente é óbvio para quem chegou hoje.