Coleção pessoal de testeteste123

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É realmente muito violento, tudo que sinto, quando quero ajudar e não consigo,
Eu queria ser milionária e sair jogando avioes de dinheiro como o Silvio Santos, para quem precisa, é realmente revoltante da minha parte, as pessoas não terem nem oque comer, como pode isso? Um ser humano sem condições básicas, taxado como lixo, tal qual é a ignorância disso?

A Lucidez do Paraíso é o Instante do Devaneio


O Paraíso não é um jardim que nos espera,
com portões de pérola e árvores de ouro estático.
Não é uma recompensa por uma vida finda,
mas uma suspensão lúcida do tempo presente.
Ele reside naqueles instantes-limite,
em que a consciência se afina e a imaginação se liberta.
A lucidez é a navalha que corta o ruído do mundo,
reconhecendo o peso exato de cada elo da corrente.
Ela sabe: o muro é muro, a dor é dor, o efêmero é a regra.
Não há ilusão que resista à sua luz fria.
Mas a alma, cansada da geometria do real,
não aceita a clausura do que é apenas "fato".
Então, o devaneio se apresenta.
Não como uma fuga cega ou uma negação covarde,
mas como a afirmação mais alta da potência do ser.
O devaneio é o arquiteto que refaz o mapa da realidade,
desenhando rios onde antes havia deserto,
dando voz ao silêncio que a rotina impõe.
É a permissão para que o possível
se sobreponha à tirania do presente.
E o Paraíso, finalmente, não é a terra de ninguém,
mas o ponto exato de interseção:
É a lucidez que reconhece a precariedade da vida
(sabe que o tempo vai passar, que a beleza é breve)
e, por isso mesmo, usa o devaneio
para saturar o momento com uma perfeição temporária.
É o piscar de olhos onde a razão e o desejo conspiram:
"Isto não é real, mas é tudo o que importa."
Naquele instante de flutuação, a mente está desperta
(lúcida de sua própria criação),
e a alma está em êxtase
(devaneando um mundo que ela mesma sustenta).
O Paraíso, portanto, é a plena consciência da nossa capacidade de ser feliz, mesmo que seja apenas um pensamento. É o gozo da ilusão assumida.
É quando a mente, lúcida e livre, se permite voar.

Quanto maior a distância do vitimismo, mais próximo da felicidade.

Seu amor é uma mentira


Sinuosa maneira de agir
Estar a passos largos
Atiradas em falas
Mostra opaco vestígios.

O vil metal transforma a sociedade numa sucata e os conceitos em ferro-velho.

Existe um mundo onde a dor também existe.
Onde cada lembrança sua arde como um fósforo riscado na pele.
Onde o silêncio entre nós pesa mais que qualquer despedida.


Existe um mundo onde eu ainda te procuro,
mesmo sabendo que você não está lá.
Onde o beijo que você nunca deveria ter me dado
vira fantasma... e me assombra todas as noites.


Existe um mundo onde amar dói,
onde o tempo não cura, só reorganiza a saudade.
Onde eu caminho carregando o que fomos
e o que nunca seremos.


Esse mundo existe.
Ele não está em outra dimensão,
nem em outro destino.
Esse mundo...
infelizmente...
existe aqui,
bem dentro de mim.

O Clamor Da Desesperança


Há um clamor no fator desesperança
que não se ouve com os ouvidos,
mas com a pele inteira,
como se a noite inteira se encostasse na gente
e sussurrasse, sem pressa, a mesma frase antiga:
“Não há mais depois.”


É um som que não ecoa,
porque não há parede que o devolva.
É um grito que não rasga o ar,
porque o ar já se cansou de ser rasgado.
É o silêncio que se faz tão denso
que começa a pesar nos ossos
e a gente carrega o próprio vazio
como quem carrega um filho morto nos braços.


A desesperança não grita.
Ela instala-se.
Ela toma o lugar do sangue,
circula devagar,
vai pintando de cinza os sonhos que ainda ousam nascer.
Ela não nega o amanhã;
ela simplesmente o torna irrelevante.
É o único deus que cumpre todas as promessas:
promete nada
e entrega exatamente nada.


E, no entanto,
dentro desse clamor sem voz
há uma pulsação quase imperceptível,
um tremor que não se rende.
É a parte de nós que ainda lembra
que o abismo também olha para trás
e que, às vezes,
o abismo pisca primeiro.


Porque a desesperança é absoluta
só enquanto não for olhada nos olhos.
No instante em que a encaramos,
sem desviar,
sem pedir licença,
ela perde o monopólio da verdade.
Começa a rachar
como parede velha que já não aguenta
o peso de tantas ausências.


Há um clamor no fator desesperança,
sim.
Mas há também,
no meio do peito que se calou,
uma brasa teimosa
que não pede permissão para continuar queimando.
Ela não ilumina o caminho inteiro.
Ilumina apenas o próximo passo.
E isso,
contra todo o escuro que se acha eterno,
já é rebelião suficiente.


Porque o desespero é grande,
mas o ser humano
é especialista em fazer nascer jardins
exatamente onde juraram
que nada mais cresceria.


E é aí,
na fenda mínima entre o “nunca mais” e o “quem sabe”,
que a vida,
essa contrabandista insolente,
sempre volta a passar.

Existe um Deus que faz morada nas cinzas e tem o poder de ressuscitar o que estava morto, transformando o luto em dança e a tristeza em uma nova melodia de vida. Ele é o Mestre que não risca nada do papel quando os nossos planos falham, pois Seus projetos são mais altos e Seus sonhos para nós são maiores do que os nossos mais ousados rascunhos. A história de vida que parecia ter chegado ao fim é apenas o prelúdio de um novo tempo de graça, onde o que foi perdido será restaurado e o que parecia impossível será a prova viva do Seu poder.

A adoração é, em essência, o nosso mais profundo ato de resistência, funcionando como um antídoto eficaz contra a paralisia do desespero e o segredo que nos permite enxergar a glória inconfundível de Deus mesmo quando estamos em meio ao deserto mais árido da alma. Minha identidade não é definida pelo que os meus olhos veem, as circunstâncias limitantes, nem pelo que o meu coração sente na dor, mas sim pela convicção de ser um adorador formado e moldado por Deus. Quem ousará, então, calar a voz de um coração que se rende e encontra a alegria inabalável no Senhor, independentemente das circunstâncias que o cercam? Eu escolho, por um ato de fé e vontade, transformar a minha dor em louvor e o meu lamento em gratidão, pois compreendo que este é o caminho mais curto e poderoso para mover as mãos de Deus em meu favor e para testemunhar o impossível se tornar real em minha vida.

"Tive um amigo que escolhia títulos de filmes. Quando ele "criou" o título 'Corações Dilacerados', lembrei a ele de um açougue na nossa cidadezinha que vendia coração de boi aos pedaços. Ele não gostou por eu ter lembrado!"
Frase Minha 0285, Criada no Ano 2008

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Quando o Mundo Perde a Graça


Há dias em que o mundo se cala por dentro.
Não é ausência de som, é ausência de eco.
O céu continua azul, mas é um azul sem memória,
como se nunca tivesse guardado um grito de criança ou um beijo roubado.
O vento passa, mas não traz cheiro de terra molhada;
traz apenas a notícia de que está passando.
E a gente sente, no peito, um silêncio que não explica.


A graça se perde devagarinho, quase com educação.
Primeiro a gente para de correr atrás do caminhão de gás só para ouvir a musiquinha.
Depois deixa de desenhar corações no vapor do vidro do banheiro.
Um dia olha para o mar e pensa em conta de luz.
No outro, vê uma pipa rasgada no céu e calcula o tempo que falta para a reunião das três.
Crescer, descobrimos, é aprender a traduzir encantamento em utilidade.


A gente vai trocando os olhos de vidro por olhos de adulto,
e o vidro, coitado, não reflete mais arco-íris.
A gente aprende que rir alto é exagero,
que chorar é fraqueza disfarçada,
que dançar sozinho na cozinha é loucura que não se assume.
E assim, com jeitinho, vamos nos tornando pessoas sérias,
pessoas que precisam de motivo monumental para se permitir um sorriso sem destino.


Quando foi que desaprendemos de nos espantar com quase nada?
Quando foi que um passarinho pousado no fio virou mero pássaro,
uma criança fazendo bolha de sabão virou estorvo,
um velho segurando a mão da mulher depois de meio século virou apenas “casal de idosos”?
A gente troca a capacidade de ver milagre pela habilidade de ver problema.
E chama isso de maturidade.


Mas há instantes, raros, em que a cortina se abre sozinha.
Um homem entra no vagão tocando violão desafinado,
cantando com a voz rachada de quem já perdeu muito.
Todo mundo finge que não é com ele.
Até que uma senhora de coque branco e rugas profundas
começa a bater palma fora do tempo,
e canta junto, tão baixo que quase é prece.
De repente o vagão inteiro se lembra de que tem coração.
Alguém sorri sem permissão.
Outro deixa cair uma lágrima que não explica.
E por trinta segundos o mundo volta a ter graça,
como quem volta para casa depois de anos sem endereço.


Nessas horas eu entendo:
o mundo nunca perdeu a graça.
Ele apenas se cansou de oferecê-la a quem já não sabe receber.
A graça continua ali, inteirinha,
escondida no jeito que a luz atravessa a folha da árvore,
no som do portão rangendo como se dissesse “bem-vindo de novo”,
no cheiro de bolo que vem da casa de alguém que a gente nem conhece.


Ela espera apenas um olhar que ainda tenha coragem de ser criança,
um coração que aceite se surpreender sem pedir certidão de utilidade.
Porque a graça não mora nas coisas grandiosas.
Mora exatamente onde a gente desaprendeu a olhar.


E talvez a única revolução possível
seja voltar a se espantar com quase nada,
voltar a correr atrás do caminhão de gás,
voltar a desenhar no vapor,
voltar a dançar na cozinha sem plateia.


Talvez o mundo só volte a ter graça
no dia em que a gente parar de ter vergonha
de ter alma.

O chamado para a vida é um convite para navegar em águas profundas, para ir além da margem segura do conhecido e experimentar a confiança extrema que nos leva a caminhar sobre os oceanos da incerteza, sem temer o naufrágio. O medo da profundidade se dissolve quando o nosso olhar se fixa em Jesus, a âncora que impede a alma de afundar nas tribulações, pois a fé é maior que a imensidão do mar e o barulho das ondas. Em Sua presença, a tempestade é apenas um cenário para o milagre que Ele está prestes a operar, mostrando que a verdadeira segurança não está na ausência de problemas, mas na autoridade de quem acalma o vento.

O Lugar Secreto é o nosso refúgio, o ponto de encontro onde o caos do mundo se silencia e a nossa alma encontra a plenitude da presença de Deus. É ali, na quietude e na intimidade, sem formalidades, que Ele nos ouve chorar e nos revela a nossa verdadeira identidade e o propósito pelo qual fomos chamados à existência. Quando sentimos que a nossa força se esvai e o cansaço do caminho ameaça nos derrubar, somos lembrados que Ele é a luz no fim do túnel, o único que escolheu ficar ao nosso lado, nos sustentando com Seu amor que é infinito e paciente.

ENGESSAR A VIDA ATRAVÉS DA ESTUPIDEZ E DO MEDO


O estúpido que tem medo não está sendo estúpido por falta de informação;
ele é estúpido porque escolheu o medo como identidade.


Você pode trazer gráficos, estudos, testemunhos, lógica cristalina,
pode alinhar os fatos como soldados em perfeita ordem;
ele vai olhar para tudo isso e ver apenas mais uma ameaça disfarçada.
Porque o medo dele não mora na cabeça.
Mora no peito, na barriga, naquele lugar escuro onde a razão não tem chave.


A razão convence quem já está meio convencido,
quem tem um cantinho de dúvida que ainda respira.
Mas o medo absoluto é uma religião sem hereges:
o fiel não quer ser salvo daquilo em que acredita;
ele quer ser salvo pelaquilo em que acredita.


Você pode provar que o monstro não existe,
mas se o monstro é a única coisa que dá sentido à vida dele,
ele vai preferir o monstro à paz.


Então não há argumento que chegue,
não há frase bem construída,
não há metáfora bonita o suficiente
para convencer o estúpido que se alimenta do próprio pavor.


O que há, quando muito, é o tempo.
O tempo que às vezes cansa o medo,
que desgasta a armadura,
que faz a pessoa acordar um dia e perceber
que passou a vida inteira tremendo de um fantasma
que nunca lhe tocou de verdade.


Ou então o encontro.
Não o encontro com a razão,
mas com alguém que vive sem aquele medo
e, estranhamente, continua vivo,
continua inteiro,
até sorri.


Aí, só aí,
num instante em que a guarda baixa,
pode nascer uma pergunta pequenininha, quase inaudível:
“E se eu estiver errado?”


Essa pergunta é o único buraco
por onde a luz consegue entrar
numa cabeça que se fechou para o mundo
achando que assim se protegia dele.


Antes disso,
guarde sua energia.
Não se gasta pólvora com quem já decidiu
que o estrondo é música celestial.


O estúpido pelo medo
só se convence
quando um dia o medo o cansa
ou quando a vida, com sua paciência cruel,
lhe mostra que sobreviver sem pavor
também é possível
e, pasmem,até mais bonito.

Enquanto a razão grita as impossibilidades e a lógica nos aprisiona no medo do fracasso, a voz da fé sussurra uma promessa de que somos mais que vencedores em Cristo. O coração encontra sua paz verdadeira ao escolher render-se ao conhecimento de que existe um Deus que cuida de cada detalhe, desde o fio de cabelo que cai até a tempestade que se levanta, nada escapa ao Seu olhar amoroso. Eu me recuso a olhar para as circunstâncias que me cercam, pois a minha esperança está firmada na palavra que não falha e na promessa que se cumprirá no tempo exato, pois Ele é fiel para realizar o que prometeu.

A fé inabalável é a bússola que nos guia mesmo quando o horizonte se esconde sob densas nuvens de incerteza, sendo a certeza da presença Dele em cada passo. Eu escolho confiar, mesmo sem entender o desenho completo dos planos divinos, pois a Palavra dita que Seus caminhos são mais altos e Seus pensamentos maiores do que podemos conceber em nossa limitada visão humana. É nessa entrega total que reside a verdadeira força, sabendo que a ausência de resposta imediata não significa Seu abandono, mas sim a preparação de algo que transcende toda expectativa, exigindo apenas a paciência daquele que sabe que o melhor de Deus está por vir.

"Algumas pessoas comportam-se tal qual alguns cientistas. Num dia, dizem que o café faz bem. No outro, que o café faz mal. Decidam-se, uai!"
Frase Minha 0284, Criada no Ano 2008

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Se a vida fosse uma canção, eu escolheria repetir esse trecho: eu e você. Porque é com você que tudo faz sentido, é com você que o coração canta mais alto, é com você que eu quero escrever cada verso daqui pra frente.

Dependência química não é a manifestação da dor familiar, mas sim a culminação de uma série de escolhas irresponsáveis e recorrentes do indivíduo, que, por sua vez, gera a dor na família.

"O melhor a fazer com o seu desânimo? Afaste-o de mim! Sinto muito, mas não sou do ramo e, no momento, não tenho melhor sugestão!"
Frase Minha 0283, Criada no Ano 2008

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com