Coleção pessoal de testeteste123
"Outro título de filme que meu amigo criou foi 'Turbilhão de Acasos'. Perguntei se nesse ele havia se inspirado na labirintite que o deixava em redemoinho. Ele não gostou da associação e ficou enfurecido. Amigo Enfurecido é algo temerario!"
Frase Minha 0286, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Não dá. Você tenta conversar com a pessoa pelo telefone e ela se dispersa o tempo todo. Assim fica até difícil.
Às vezes me olho no espelho
e não vejo um rosto,
vejo o peso dos erros que coleciono.
Sou lâmina que corta a própria pele,
sou o tropeço que eu mesmo preparo.
Prometo silêncio, entrego ruído,
juro mudança, repito os vícios.
Me mastigo por dentro,
digerindo culpas que eu mesmo servi.
Não é o mundo que me decepciona,
sou eu,
o inimigo íntimo,
que insiste em puxar meu pé
quando tento subir.
Mas ainda respiro…
mesmo coberto de falhas,
mesmo sujo das atitudes que odeio.
E no fundo dessa cicatriz aberta,
talvez exista uma fresta,
uma chance de aprender
a não me trair de novo.
Esses dias me chamaram de bom criador de conteúdo.
Mas, pra ser sincero, eu não me vejo como criador de nada, muito menos de conteúdo.
Se tivesse que escolher um nome, talvez “destruidor de conteúdo” me caísse melhor.
Eu gosto é de desmontar, de rasgar até o osso pra entender como as coisas respiram.
Sempre fui mais curioso com os processos do que com os resultados.
Quando criança, minha obsessão era quebrar eletrônicos.
Desmontava até o fim, sem motivo algum.
Era só o fascínio de ver onde cada coisa se encaixa.
E foi assim que acabei virando artista.
Não me importo com a obra pronta, nem com elogios.
O que me move é falar do caminho, do que aconteceu até chegar lá.
A arte nunca termina, nunca repousa.
A beleza está no processo, na descoberta, na criação que sangra e não para.
Isso é infinitamente mais profundo que qualquer obra finalizada.
E eu não crio conteúdo, apenas tenho conteúdo de mais pra compartilhar.
Acho insano como consigo destruir justamente as relações que mais amo,
como se minha ansiedade fosse ácido derramado sobre tudo que tento segurar. Quanto mais desejo que algo floresça,
mais ele murcha nas minhas mãos.
É como segurar água com força demais: no medo de perder,
acabo deixando escapar.
Queremos tanto que a ligação cresça, que a conversa encontre caminho,
mas a ansiedade finca raízes no peito.
E eu me transformo em muralha: ou despejo palavras como tiros desordenados,
ou me calo como pedra no fundo do rio, sufocado pelo receio de errar.
É sempre a mesma emboscada.
A mente arma armadilhas para o coração, e o coração, cego, cai nelas.
A ansiedade é inimiga íntima, é lâmina escondida que corta, sem piedade, justamente o que eu mais queria abraçar…
Às vezes, a vida nos coloca diante de pausas inesperadas — momentos em que o corpo pede silêncio e a rotina deixa de caber nos nossos planos. Adoecer pode assustar, mas também pode revelar algo profundo: o tempo, mesmo quando parece curto, ainda é um espaço fértil.
Em vez do medo, podemos escolher a criação. Em vez da pressa, o propósito.
Há algo de poderoso em transformar fragilidade em legado — em perceber que, enquanto houver um minuto, há também a chance de deixar marcas que ecoam.
Criar algo inesquecível não significa grandeza aos olhos do mundo, mas verdade aos olhos da alma.
Significa dar sentido ao que se vive, mesmo quando a vida parece nos apertar.
Porque, no fim, não é o tempo que define quem somos, mas o que fazemos com ele.
