Coleção pessoal de testeteste123

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Antes do sol nascer, quando ainda está escuro, os pássaros começam a cantar e rompem o silêncio da noite; o céu começa a clarear

O mal é um bem que leva ao bem.

Agora eu vejo. É preciso um pequeno esforço para ver a face, ela não é velha nem nova, ela transcende o espaço e o tempo. Como é bela, ela não se repete. Ela sou Eu.

Os deuses existem, mas também estão dormindo. O mundo espera até que o primeiro desperte.

Podemos fazer tudo o que ainda não se lembraram de proibir.

Os seres nulos


Caminho pela rua velha e escura, como de costume, mas, esta noite é diferente. Posso perceber a vida, os seres em toda a parte. Sob os meus pés, as lajes de pedra, acima de mim, os prédios se elevando no céu cinzento. As árvores se estendendo para me proteger, os postes, segurando a calçada, os homens a gritar no breu, sem nada, sem rumo. Quem me dera eu fosse antes alguém que pudesse ordenar a vida que se esvai, se eu vivesse a redimir o quanto se chorou por não haver consciência daqueles que ninguém nunca deu valor.

Consciência gera liberdade. A falta dela gera caos.

Os mentirosos dizem a verdade para aqueles que não a conhecem.

As pessoas e as coisas não são como desejamos que sejam, nem o que parecem ser. São aquilo que são.

De algum tempo para cá, minhas opiniões mudaram, mas a boca é a mesma.

Um dia, quando o tempo tiver curado as feridas e a distância tiver trazido clareza, você vai olhar para trás e entender o tamanho do amor que deixamos se perder no meio das brigas e das desconfianças, mas espero que também veja a gratidão por termos crescido, aprendido e seguido em frente, cada um no seu caminho.

Cada dia que se passa amor eu te amo mais e mais 💓 cada dia que passa eu tenho certeza que é você, cada dia que se passa eu sei que não vivo mais sem você! Eu te amo Minha rainha ❣️


Nanda ❤️

Um dia, o amor que hoje dói, vai se transformar em uma lembrança de como crescemos juntos, mesmo separados.

Uma palavra não nasce de forma simples. Às vezes nasce primeiro o sentimento e depois a palavra vem para nomeá-lo. Outras vezes a palavra surge antes, como uma forma vazia que pede um sentimento para preenchê-la. E há momentos em que ambas surgem juntas, como uma única linha de extensão, uma construção inseparável em que linguagem e emoção caminham pelo mesmo trilho. A palavra nasce na linguagem e encontra o sentimento no mesmo caminho, sem que seja possível determinar qual veio antes. Há também um tipo de silêncio que não é ausência, mas excesso. Um silêncio nascido da percepção profunda. A pessoa está calada, mas filtrando tudo o que acontece ao redor: gestos, microexpressões, contextos, tensões invisíveis. Esse silêncio é denso. Ele contém mais do que palavras não ditas; contém uma atividade mental contínua, uma leitura permanente do mundo. É um silêncio cheio, carregado, um silêncio que observa. Se a lucidez tivesse temperatura, seria morna. Não fria como a inconsciência, nem quente como a loucura. Morna porque habita o meio. A lucidez não se perde em extremos: ela existe na zona intermediária entre a fervura do delírio e o gelo da ausência de percepção. É um estado de equilíbrio térmico da consciência. Perceber algo que ninguém mais na sala percebeu é uma experiência recorrente para quem vive da percepção. A percepção, muitas vezes, não é comunitária. Um olhar diferente, uma testa que se contrai, uma microexpressão de desprezo — sinais quase invisíveis que passam despercebidos pelos outros. Percebê-los gera uma solidão ontológica: saber que se viu muito e profundamente, mas não haver com quem compartilhar a percepção na mesma intensidade com que ela foi vivida. Toda inteligência paga um preço. A moeda invisível da inteligência verbal costuma ser a solidão. Quem lê camadas mais profundas da realidade percebe nuances e associações que nem sempre são compartilhadas. Enquanto alguns apenas existem no fluxo imediato da vida, a mente verbal está interpretando, analisando, cruzando sentidos. Isso cria uma distância silenciosa. Há a vantagem de ler o mundo com complexidade, mas há também o custo de raramente encontrar quem o leia da mesma forma. A linguagem pode ser pensada como um organismo vivo que escolhe onde habitar. Ela escolhe quem pode assimilá-la. Quando encontra um corpo capaz de recebê-la, estabelece uma relação de mutualismo: existe dentro do sujeito e, ao mesmo tempo, faz o sujeito existir dentro dela. Torna-se uma morada biológica e simbólica. Há espaço interno para que a linguagem habite, e, ao habitá-lo, ela estrutura a própria existência de quem a abriga. Solidão e soberania interior não são a mesma coisa. A solidão é o sentimento de abandono, a sensação de não haver um par no mundo com quem se expressar plenamente. Soberania interior é diferente: é saber quem se é, o que se quer e o que fazer com isso. Nasce do autoconhecimento. Não elimina a necessidade do outro, mas permite existir com autonomia, administrando o próprio tempo e as próprias escolhas com consciência. Se a mente fosse uma cidade noturna, às três da manhã haveria uma pergunta ainda sem resposta. Uma pergunta ruminada ao longo do dia, que na madrugada se aproxima de uma possível solução sem alcançá-la. É a insônia ontológica: a vigília provocada por questões que insistem em permanecer abertas. A cidade mental, nesse horário, é feita de espera e elaboração. Existem pensamentos que nunca podem ser ditos em voz alta. Eles não desaparecem; permanecem na mente, recalcados, em estado latente. São perigos ambulantes, pois a mente é falha e, em algum momento, o pensamento pode escapar — talvez em um ato falho, talvez em um gesto involuntário. Pensamentos não morrem; apenas mudam de volume e continuam existindo, mesmo quando não se tornam som. Estar verdadeiramente em um lugar é mais do que ocupar um espaço físico. É observar como o ambiente se constrói, quem o habita, quais forças o organizam, qual papel ele atribui a cada pessoa. É existir com consciência do contexto e de si. É estar ali com o corpo e com a mente, atento ao mundo e ao próprio lugar dentro dele. É existir de forma plena dentro do instante que acontece.

A vida lhe dará força para continuar, fé para lutar, disciplina para alcançar más deus dará sabedoria para nāo cair.

A vida é um eterno luto pelas escolhas erradas.

A franqueza é o enfraquecimento do seu próprio estado de espírito.

Toda palavra tem uma história, um peso, uma leveza, uma intenção. Mas, no caso de saudade, eu sinto que ela é uma história que tem uma palavra. Saudade sozinha não pesa nada, não levita tanto, não demonstra intenção alguma. É vazia - saudade precisa ser povoada de pessoas ou lembranças.

o luto é a única dor que lhe acompanhará pelo resto de sua vida, ele não diminui, não dá pra esquecer, apagar, ignorar, ele só adormece, pois ele carece de lembranças para vir a tona, ele e saudade são palavras distintas no dicionário mas sempre andarão lado a lado na existência humana.

O céu lá fora estava limpo, e a noite, silenciosa. Quando o sono finalmente veio, foi intenso, sonhou com uma sombra escura que se aproximava e chamava por seu nome. Era o mesmo sonho que tivera antes, ainda em Aereth, mas agora o cenário havia mudado: ele estava em Arkandor, entre ruínas antigas, quando a sombra o alcançava.

Elliot Pavel e o mundo escondido