Coleção pessoal de testeteste123
Mesmo com o ritmo
frenético dos dias,
jamais devemos
esquecer a beleza,
os mistérios
e a imensidão da noite.
Sempre descobrimos
um motivo para acordar
amanhã; deixe a paz
noturna tomar conta
de tua alma.
Sintonize a paz,
reverbere alegria.
Que o amanhecer traga
uma imensa vontade de
fazer o bem. Acorde com
o coração leve, e que a fé no
Pai Celestial seja uma
eterna motivação para
viver!
Meu Pai:
Senhor Jesus,
já me ajudaste muito…
já me ensinaste coisas espetaculares…
já me concedeste dádivas incríveis…
já alcancei graças intensas com a tua ajuda…
já me perdoaste milhares de vezes…
já me fizeste sorrir por centenas de dias…
Hoje te peço:
faz-me lembrar, sempre, de te agradecer.
Fingir ser uma pessoa boa é como oferecer água a quem tem fome, é uma ação que não atinge quem recebe.
E isso não é sobre fome!
Caminhada
O chão não prometia facilidade,
ainda assim, eu fui.
Os pés cansaram cedo,
pediram pausa,
não rendição.
Parei à beira da estrada,
bebi água morna,
olhei pro nada
até o nada responder
com um canto manso.
A noite veio longa,
o sabiá insistia,
e o sertão, em silêncio,
seguia bonito
sem pedir prova.
Peguei o violão
e cantei com o passarinho.
Era amor queimando baixo,
chama viva
no meio do caminho.
Quando cheguei,
não havia aplauso —
havia braços.
Abracei minha família
e agradeci pela caminhada.
Palavras colocadas no tempo certo
geram um efeito grandioso.
Palavras ditas no tempo errado,
geram consequências estrondosas.
Já palavras soltas não geram
absolutamente nada.
Alvor
A inspiração é o dínamo do poeta;
A tessitura, o caminho da canção;
Os ciclos são finitos, aceite seus limites;
A oferta, o alvo da procura;
Os ossos do ofício, a labuta cotidiana;
O húmus, o vetor da colheita;
O gume, a fiação da carne;
A réstia, na chuva, é hidrófoba;
O mar nada é sem o vento;
A nau sem leme é pura abstração;
A lua sem fases, uma loucura;
Um ás imperito é um fake;
E a vida sem fé, um caos.
Sinfonia Inversa
Feche a porta invisível,
abra a janela já aberta.
Cavalgue um unicórnio lobuno,
voe numa libélula dourada.
Desça a serra de vidro,
suba num trampolim estático.
Nade no rio de lágrimas,
corra pela rua de cera.
Grite em barítono agudo,
cale-se em alto volume.
Leia o pergaminho ágrafo,
escreva com a pena de Roc.
Coma a fruta-bolacha,
beba o drink que evapora.
Durma com o sol na moringa,
acorde com os pés nas nuvens.
Mime um gato alado,
dome uma fera urbana.
Reze com evangelho apócrifo,
peque com um terço ao peito.
Conte uma estória verídica,
narre um crime perfeito.
Dance o tango inglês,
cante a ópera baiana.
Vários talentos naturalmente reunidos em uma pessoa incomparável, inesquecível, que desde menino já mostrava que havia vindo para este mundo para ser de fato surpreendente, de um jeito único, certamente, admirável, em diversas vertentes para diversos tipos de público
Os seus passos e o seu canto juntavam com maestria o lúdico com as suas músicas e assim, o palco logo era transformado em um lugar mágico, numa soma hipnotizante, cercado por sentimos profundos, corações acelerados por um entusiasmo fortemente contagiante, bastava um instante para ser memorável
Tão aclamado, aplaudido e inevitavelmente marcante que a sua partida foi muito lamentável, mas não resultou na sua ausência definitiva, pois ele permanece cada vez mais vivo, bem representado, querido, então a sua história continua, não ficou no passado, o seu sucesso perdura, o Rei do Pop segue com o seu reinado.
Nunca se viu tanto maluco metido a multifacetado, cutucando o cão com vara curta, só para arregimentar confusos — à custa de uma bravura que nunca tiveram.
É tanta gente vestindo personagens como quem troca de roupa, chamando isso de “multifacetado”, quando, na verdade, é só falta de norte.
Provocam, cutucam o cão com vara curta, não por coragem, mas por necessidade de palco.
O barulho que fazem não nasce da convicção, e sim da carência de aplauso.
Alimentam-se da confusão alheia, arregimentam os perdidos, os cansados, os que já não sabem distinguir firmeza de fanfarronice.
E chamam de bravura aquilo que sempre foi medo disfarçado.
A verdadeira coragem nunca precisou de espetáculo.
Ela é silenciosa, coerente e costuma incomodar sem precisar latir nem mugir.
Já a falsa ousadia vive de risco calculado, de provocação segura, de ataques feitos sempre à sombra de alguma plateia.
No fim, não constroem nada — apenas espalham ruído.
E ruído, por mais alto que seja, nunca foi prova de força ou poder.
*Cordas Azuis*
Laranja acinzentado
Se espalha pelo vasto
O frio silenciado
Passa por entre o espaço
Sereno, chuvisco
Orvalho da manhã
Ar, sopro
Celeste amanhã
Refrescante vento
Marrom trêmulo
Olhos fechados,
P'ra aproveitar o tempo
Olhos para cima
Beleza infinita
Olhos pra baixo
Preto asfalto
Vermelho e verde
Cronometrado
Quase perde
Por pouco passado
No céu branco
Cordas azuis
No céu nublado
Círculos avermelhados
Enquanto a dignidade é a base moral que iguala a todos a nobreza é a elevação moral que nos diferencia.
Em certos momentos da vida, aprendemos que nem toda dor pode ser dita.
Algumas precisam ser guardadas, e algumas renúncias, aceitas.
"Liderar é, antes de tudo, comunicar. A palavra é o instrumento que transforma autoridade em influência."
O que é seu, o tempo e a vida protegem. Se alguém se foi, não era para ser. Confie no que Deus reservou: se o amor de agora parece grande, o encontro com sua alma gêmea será ainda maior. Não lamente a partida de quem abre caminho para o verdadeiro encontro da sua alma
