Coleção pessoal de testeteste123
GRITO CALADO
(retalhos de recordações)
Lanço voo nos lençóis alvos que
se descortinam no campo estelar;
em meus olhos, pontos cintilantes
que ofuscam o meu olhar…
na obscuridade, a ardência e o
peso das pálpebras que insistem
em ocultar…
na deriva de meus pensamentos,
sensações vibrantes…
no céu…
um pássaro a desenhar
o esboço inglório que resplandece
em "flash", como raios de luz.
Oscilam as recordações que
costurei em retalhos e cerzi
com as marcas e as nuances,
nessa incógnita que adormece
minha sobrevivência em ti;
e na mudez de minha voz,
inerte em estado de dormência,
em transe… na garganta
estão as minhas
lágrimas presas
que ainda insistem
em cair…
magia, divagação...
nesse contentamento,
lá fora vejo o balançar
da árvore que faz
ruído com as folhas
que se dispersam
na brisa do vento…
em meu silêncio
trancado,
teu nome ecoa dentro
de minh’alma
num grito calado…
Lu Lena / 2026
Nos dias nublados, continue caminhando.
Nos dias de chuva, seja como a águia: voe acima da tempestade.
Porque acima das nuvens escuras o sol continua brilhando.
Não desista.
Domingos JS Souza.
Não há Passeios que se comparem aos que você faz nas Lembranças daqueles que não Precisam de você para nada.
Porque é ali, nesse território silencioso da memória, que a presença deixa de ser obrigação e passa a ser a mais charmosa escolha.
Quando alguém não precisa de você — não depende, não exige, não cobra — e ainda assim guarda você em suas lembranças, é sinal de que sua existência atravessou algo mais profundo do que a utilidade.
No mundo apressado das relações funcionais, muitos só se lembram de quem pode lhes oferecer algo: companhia, ajuda, vantagem, distração…
Mas nas lembranças de quem já não precisa de nada disso, permanecem apenas aqueles que tocaram a alma de alguma forma.
Ali não há barganha, apenas significado.
Ser lembrado por quem poderia simplesmente seguir sem você é uma das formas mais discretas de eternidade que alguém pode alcançar.
É quando sua presença deixa de ser circunstância e se transforma em marca.
Talvez por isso esses “passeios” sejam tão raros e tão valiosos.
Porque nas lembranças sinceras não entramos pela porta da necessidade, mas pela janela da humanidade que fomos capazes de oferecer.
E, no fim das contas, é nesse lugar — onde não éramos necessários, mas ainda assim fomos importantes — que descobrimos o mais Puro e Verdadeiro tamanho daquilo que fomos na vida de alguém.
cada pensamento humano é uma variável insignificante em uma equação cósmica tão indiferente quanto o universo
A guerra nasce
da falta de comunicação,
da insolência proibitiva,
da construção de hipóteses,
e da falta de limites
de todos aquelesque
se consideram superiores.
Os pés à frente dos pés: em linhas, em retas, em curvas nubladas. Inerciados negativamente ao futuro e subordinados a um passado, surgiram de um desejo profundo, contudo de um imaginário raso: conectados como um quebra-cabeça de duas peças. O simples se moldou complexo, existindo mais na persistência do que no desejo. Por mais que seja incerto, os pés andaram muito para recuar, mas pouco para concluir.
Ações coloniais
matam com fuzis,
Eu sou a arte que mata
com todas as cores,
Posso me vestir com
todos os tipos de mortes,
Porque sou a poesia
que mata com palavras.
"Uma mulher rejeitada passa a vida inteira à procura de aprovação, até que encontra um homem que também foi rejeitado. Os dois se aceitam, e ele diz para ela: 'Agora você sabe o que é ser amada de verdade, desejada e protegida. Agora, vai lá viver sabendo que você não precisa provar nada para ninguém'."
Às vezes eu queria partir para outra galáxia…
um lugar silencioso do universo onde a alma pudesse evoluir em paz.
Longe daqueles que escolheram a destruição em vez da construção,
a guerra em vez do diálogo,
a morte em vez da vida.
Existem pessoas que não apenas quebram coisas…
elas quebram sonhos.
Roubam caminhos,
aprisionam o direito de ir e vir,
e ainda se proclamam donos do mundo.
Mas ninguém é dono do universo.
Nem da liberdade que nasce dentro de cada consciência.
Os verdadeiros opressores sempre temeram a mesma coisa:
mentes livres.
Talvez eu não precise ir para outra galáxia.
Talvez a verdadeira viagem seja continuar evoluindo,
mesmo quando o mundo insiste em nos prender.
Porque a liberdade começa onde o medo deles termina.
Nossos problemas atraem pessoas com soluções para esses problemas;
Nossas soluções atraem pessoas com problemas para essas soluções.
"Você me faz acreditar que simmm, quando as pessoas querem, elas podem melhorar... Você é uma evolução diária."
MULHER MARAVILHA
HOMENAGEM AO DIA DA MULHER
ele canta olhando para ela)
Verso 1
Ela acorda antes do dia
Antes do sol se mostrar
Fica em frente ao espelho
Como quem tem que provar
Arruma rosto e cabelo
Esconde o cansaço antigo
Pra ser amada nesse mundo
Ela precisa estar pronta
Mesmo cansada consigo
Verso 2
Faz a unha, faz a pele
Perfume, creme e batom
Equilibra o seu corpo
Num salto que fere o chão
Três ou quatro horas por dia
Só pra parecer bonita
Enquanto o corpo reclama
Mas a alma vai calada
Aprendendo a ser bendita
Refrão
Ela faz tudo, ela aguenta
Sofre sem ninguém ver
Sacrifício do corpo e da mente
Pra poder ser desejada e viver
Querem ela sempre linda
Mas não veem a sua dor
Por trás do sorriso perfeito
Tem cansaço, medo e amor
Verso 3
Ela é mãe, ela alimenta
Dá do corpo pra nutrir
Amamenta de madrugada
Sem jamais desistir
Educa, cuida e ensina
Dá colo, limite e chão
Enquanto o mundo exige
Que ela seja perfeita
Sem falhar, sem perder a razão
Verso 4
Trabalha fora, tem luta
Tem história e profissão
Estuda pra se manter
Leva o mundo na mão
E todo mês o corpo cobra
Com dor que insiste em ficar
Mas ela veste o sorriso
E vai pra luta outra vez
Porque não pode parar
Refrão Final
Ela faz tudo… e ainda assim
Quase nunca é reconhecida
Chamam isso de dever
Mas é isso que sustenta a vida
Sem capa, sem aplauso
Carregando o mundo na mão
Essa mulher maravilha
Só queria descanso
E mais compreensão
Final
Se o amor fosse verdadeiro
Não faria ela sofrer
Pra ser desejada
Bastava existir
E simplesmente ser.
O Sentimento Sem Nome
É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Talvez não tenham conseguido dar um nome a esse sentimento porque ele não cabe em letras. É uma experiência que desafia a lógica do ego. Em um mundo que nos ensina a competir, a olhar para o lado para medir o nosso próprio sucesso, sentir o coração vibrar pelo troféu que está nas mãos de outra pessoa é um ato de rebeldia silenciosa.
É quando a pele arrepia ao ver um amigo realizar um sonho que não é o seu. É quando o sucesso de alguém que amamos não nos faz sentir "atrás", mas sim impulsionados. É a consciência de que a luz do próximo não apaga a nossa; pelo contrário, ela ilumina o ambiente onde todos estamos.
Pode chamar de Mudita, de Confelicidade ou de Compersão. Mas, na falta de uma palavra que todos conheçam, a gente chama de amor em estado de gratuidade.
Porque, no fim das contas, quem consegue se alegrar com a vitória do outro já venceu a maior de todas as batalhas: a contra o próprio ego. É um sentimento que não precisa de batismo, pois quem o sente já conhece a sua tradução mais fiel: paz.
