Coleção pessoal de testeteste123
Ações coloniais
matam com fuzis,
Eu sou a arte que mata
com todas as cores,
Posso me vestir com
todos os tipos de mortes,
Porque sou a poesia
que mata com palavras.
"Uma mulher rejeitada passa a vida inteira à procura de aprovação, até que encontra um homem que também foi rejeitado. Os dois se aceitam, e ele diz para ela: 'Agora você sabe o que é ser amada de verdade, desejada e protegida. Agora, vai lá viver sabendo que você não precisa provar nada para ninguém'."
Às vezes eu queria partir para outra galáxia…
um lugar silencioso do universo onde a alma pudesse evoluir em paz.
Longe daqueles que escolheram a destruição em vez da construção,
a guerra em vez do diálogo,
a morte em vez da vida.
Existem pessoas que não apenas quebram coisas…
elas quebram sonhos.
Roubam caminhos,
aprisionam o direito de ir e vir,
e ainda se proclamam donos do mundo.
Mas ninguém é dono do universo.
Nem da liberdade que nasce dentro de cada consciência.
Os verdadeiros opressores sempre temeram a mesma coisa:
mentes livres.
Talvez eu não precise ir para outra galáxia.
Talvez a verdadeira viagem seja continuar evoluindo,
mesmo quando o mundo insiste em nos prender.
Porque a liberdade começa onde o medo deles termina.
Nossos problemas atraem pessoas com soluções para esses problemas;
Nossas soluções atraem pessoas com problemas para essas soluções.
"Você me faz acreditar que simmm, quando as pessoas querem, elas podem melhorar... Você é uma evolução diária."
MULHER MARAVILHA
HOMENAGEM AO DIA DA MULHER
ele canta olhando para ela)
Verso 1
Ela acorda antes do dia
Antes do sol se mostrar
Fica em frente ao espelho
Como quem tem que provar
Arruma rosto e cabelo
Esconde o cansaço antigo
Pra ser amada nesse mundo
Ela precisa estar pronta
Mesmo cansada consigo
Verso 2
Faz a unha, faz a pele
Perfume, creme e batom
Equilibra o seu corpo
Num salto que fere o chão
Três ou quatro horas por dia
Só pra parecer bonita
Enquanto o corpo reclama
Mas a alma vai calada
Aprendendo a ser bendita
Refrão
Ela faz tudo, ela aguenta
Sofre sem ninguém ver
Sacrifício do corpo e da mente
Pra poder ser desejada e viver
Querem ela sempre linda
Mas não veem a sua dor
Por trás do sorriso perfeito
Tem cansaço, medo e amor
Verso 3
Ela é mãe, ela alimenta
Dá do corpo pra nutrir
Amamenta de madrugada
Sem jamais desistir
Educa, cuida e ensina
Dá colo, limite e chão
Enquanto o mundo exige
Que ela seja perfeita
Sem falhar, sem perder a razão
Verso 4
Trabalha fora, tem luta
Tem história e profissão
Estuda pra se manter
Leva o mundo na mão
E todo mês o corpo cobra
Com dor que insiste em ficar
Mas ela veste o sorriso
E vai pra luta outra vez
Porque não pode parar
Refrão Final
Ela faz tudo… e ainda assim
Quase nunca é reconhecida
Chamam isso de dever
Mas é isso que sustenta a vida
Sem capa, sem aplauso
Carregando o mundo na mão
Essa mulher maravilha
Só queria descanso
E mais compreensão
Final
Se o amor fosse verdadeiro
Não faria ela sofrer
Pra ser desejada
Bastava existir
E simplesmente ser.
O Sentimento Sem Nome
É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Talvez não tenham conseguido dar um nome a esse sentimento porque ele não cabe em letras. É uma experiência que desafia a lógica do ego. Em um mundo que nos ensina a competir, a olhar para o lado para medir o nosso próprio sucesso, sentir o coração vibrar pelo troféu que está nas mãos de outra pessoa é um ato de rebeldia silenciosa.
É quando a pele arrepia ao ver um amigo realizar um sonho que não é o seu. É quando o sucesso de alguém que amamos não nos faz sentir "atrás", mas sim impulsionados. É a consciência de que a luz do próximo não apaga a nossa; pelo contrário, ela ilumina o ambiente onde todos estamos.
Pode chamar de Mudita, de Confelicidade ou de Compersão. Mas, na falta de uma palavra que todos conheçam, a gente chama de amor em estado de gratuidade.
Porque, no fim das contas, quem consegue se alegrar com a vitória do outro já venceu a maior de todas as batalhas: a contra o próprio ego. É um sentimento que não precisa de batismo, pois quem o sente já conhece a sua tradução mais fiel: paz.
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Amizade é o vínculo em que as alegrias se ampliam, as tristezas se repartem e a compreensão lapida a convivência.
Se uma pessoa é capaz de me desanimar de algo, talvez esse algo não era algo que eu no fundo gostava tanto assim...
Ninguém é capaz de me desanimar de algo que eu no fundo quero.
Viver é colecionar verdades pequenas.
A vida não se revela em grandes teorias, mas em pequenas certezas do cotidiano.
Cada detalhe, cada gesto, cada encontro é verdade guardada. Juntas, essas verdades formam a história de quem somos.
