Coleção pessoal de testeteste123
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Amizade é o vínculo em que as alegrias se ampliam, as tristezas se repartem e a compreensão lapida a convivência.
Se uma pessoa é capaz de me desanimar de algo, talvez esse algo não era algo que eu no fundo gostava tanto assim...
Ninguém é capaz de me desanimar de algo que eu no fundo quero.
Viver é colecionar verdades pequenas.
A vida não se revela em grandes teorias, mas em pequenas certezas do cotidiano.
Cada detalhe, cada gesto, cada encontro é verdade guardada. Juntas, essas verdades formam a história de quem somos.
O agora é sempre o maior presente.
O ontem já foi, o amanhã ainda não chegou. Só o agora está nas mãos.
Quem aprende a viver o presente descobre que todos os dias são dádivas.
A vida se mede em afetos.
Não são títulos, nem riquezas, nem conquistas que definem a existência. É a quantidade de amor que deixamos e recebemos.
A vida só faz sentido quando é contada em abraços, risos e presenças.
A eternidade cabe num olhar.
Um instante de encontro verdadeiro é suficiente para marcar uma vida inteira.
Há olhares que seguram o tempo e o transformam em sempre.
Quem guarda rancor perde espaço pra flor.
O coração não consegue florescer quando está cheio de mágoa. O rancor sufoca o que poderia nascer.
Ao perdoar, abrimos espaço para que a vida plante novas alegrias em nós.
A simplicidade é o luxo mais raro.
Em um mundo que valoriza excessos, ser simples é quase um tesouro escondido.
O luxo verdadeiro não está em ter muito, mas em precisar de pouco.
A vida não se explica: se sente.
Qualquer tentativa de definir a vida é pequena diante da experiência de vivê-la.
É no sentir, e não no explicar, que descobrimos o verdadeiro significado da existência.
O riso é o idioma universal da alegria.
Não importa o idioma, a cultura, a idade: todos entendem a linguagem de um sorriso.
O riso atravessa fronteiras e aproxima almas. É tradução imediata da felicidade.
O viver é feito de instantes costurados.
Cada momento é ponto em um bordado invisível. Separados, parecem aleatórios; juntos, revelam desenho.
A vida é a soma de pequenos fragmentos unidos pela linha do tempo.
Às vezes é no pouco que mora o muito.
Um gesto pequeno pode carregar o universo inteiro. A essência não está na quantidade, mas na profundidade.
Quem aprende a valorizar o pouco descobre que nunca lhe falta nada.
