Coleção pessoal de testeteste123

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Na mesma rua


Eu passo
e o chão lembra.
Não é você..
É o eco do que doeu.
As paredes sabem,
o ar pesa,
e meu peito responde
como se fosse agora.
Mas não é.
Você ficou
no que eu sobrevivi.
Eu sigo
no que eu me tornei.
E por mais que doa
te cruzar no mundo,
já não existe
lugar em mim
onde você mora.

Musicalidade


Lindo de se ouvir
O tocar de um bandolim
O som que sai daí
Tremendo as cordas enfim
Musicalidade boa de sentir.
E o violão?
É o mais popular,
Tocado em todo lugar
Nas praças, escola e salão
Às vezes dedilhado na palheta devagar.
Diferente é o violino
Seu som é o atrito de cordas
Deslizando com eco cristalino
Pela escala e suas bordas.
Agitado é o cavaquinho
Que acompanha o pandeiro e a percussão
O som no ritmo desse trio
É ritmado e embalador.
Há quem goste de uma viola
Que toca muito no interior:
Música boa de vaqueiros,
Soa como mel na boca,
Dedilhado por tocador.
Há muitos outros instrumentos,
Tocados a mão ou soprados pela boca;
Eu admiro a todos os inventos,
E dou valor a quem os toca.


Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026

Talvez nunca tenha sido depressão…


Sempre pensei que a depressão fosse excesso…
sentir demais, transbordar por dentro.


Mas, outro dia, ouvi que talvez seja o oposto:
a falta.


E, de repente… fez sentido.


Atualmente, todos se veem
como depressivos…


E muitos estão apenas no lugar errado,
entre pessoas que não sabem acolher…


como um peixe fora d’água,
tentando respirar onde não há vida.


E tudo o que querem
é que o afeto que oferecem
um dia retorne.


São almas gentis,
que não se encaixam em um mundo
onde a hipocrisia virou costume.


Porque, às vezes, não é sobre sentir muito —
é sobre sentir o suficiente em um universo
pequeno demais.


Com seres presos em uma caixa
de autossuficiência…
onde não enxergam o próximo.


E, então, se decepcionam…
principalmente quando são
esquecidas, ignoradas, diminuídas.


Mas, lá no fundo —
bem no íntimo —
sabem.


Sabem que são luz.


E talvez doa justamente por isso:
porque sentem quando tentam apagá-las.


Sentem tanto…
que, às vezes, nem conseguem entender
o que se passa dentro de si.


E é nesse silêncio confuso
que nasce o chamado:


aproximar-se de Deus.
Não como fuga —
mas como reencontro.


Porque há um despertar acontecendo,
mesmo que doa, mesmo que pese.


E todo crescimento…
carrega um pouco de sacrifício.

"O seu problema é que você se importa."

A inexistência, no Brasil, de um projeto nacional e as dificuldades para implantá-lo são sintomas que esclarecem razões de nossos tropeços institucionais, bem como da natureza dos interesses vinculados à manutenção do status quo. Isto, naturalmente, está na origem das nossas dificuldades para estabelecer uma dinâmica de vida que tenha como objetivo a existência de uma Nação justa, organizada e independente"
J. BAUTISTA VIDAL - De estado servil a nação soberana

"Porque lá no passado existem momentos que eu não consigo esquecer..."
Haredita Angel
22.03.21

Após o mel o fél

SONHAR;


⁠Sonhos são possíveis após um desastre
Quando conhecemos nós mesmos
Mesmo por nome
Aceitamos quem somos
Acreditando numa benção
Se bênçãos forem, além, do mero conforto selecionado
Quais os papeis de sonhos?
Selecionamos, cortamos, afogamos
Para nunca mais sonhar

Ao evitar escolhas, adiamos apenas o peso das renúncias; o preço do avanço, cedo ou tarde, será cobrado.

Quando o Tempo Se Revela


Nem tudo o que você viu aconteceu agora…
algumas coisas só chegaram antes do tempo.


Uma clarividência…
um sopro do futuro atravessando o agora.


Às vezes vem perto,
em minutos que ainda nem chegaram…
outras, se estende —
décadas à frente, silenciosa e inevitável.


Como se fôssemos viajantes do tempo,
presos em um mundo
onde passado, presente e futuro
não caminham em linha reta…
apenas se encontram.


E então, é preciso cuidado.
A mente precisa ficar atenta, firme —
para não se perder do agora.


Agir naturalmente…
mesmo já sabendo o desfecho.


Ensaiar surpresa
para algo que o coração já reconhece.


Fingir normalidade —
como quem guarda um segredo grande demais —
porque o mundo…
ainda não está pronto
para saber. 🌙

SONHOS não são as coisas que a gente vê enquanto dorme, SONHOS são as coisas que não nos deixam dormir.

A razão custa muito caro, quando o preço é sua paz.

A morte é um instante, mas o luto e a despedida são extensos.

O viver de aparências reluz como diamante, mas acaba por te quebrar como vidro.

Tem algo engasgado em meu peito,
Não consigo ter o direito
De expressar o que passa
em minha cabeça...

Quando você FOCA em você, o FOCO vira em você

O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?

O problema não é a morte, mas a dor
A dor de quem fica
A dor de quem vai
A dúvida que nos consome
A saudade que acompanha quem ficou.


Quem se foi, daqui não mais será
Donde está, colhe seus frutos
Mas quem ficou,
A falta machuca
A saudade espanca
A negação maltrata


Por fim, o fim chegou
Levando um personagem
Deixando um quadro escrito a giz
O tempo dá conta do resto
Mas o que de fato ficou?

A maior tragédia de um homem não é o fracasso, mas a insistência em habitar uma sala que já ficou pequena para o seu espírito. É preciso uma coragem aristocrática para reconhecer quando o banquete terminou e levantar-se da mesa com dignidade, antes que a conveniência transforme a sua presença em sombra. O ciclo que se fecha é a terra que se abre para o novo mundo.

⁠Muitas vezes não é nada além de nossa própria vaidade que nos engana.
do livro Citações,de Jane Austen