Coleção pessoal de testeteste123
Não é sobre perspectivas!
Eu jamais poderia falar
Que ganhei
Puder esconder como sempre
Que tudo é uma maravilha
Seria verdade dizer
a vida é trágica não
Vejo solução!
-ler de baixo pra cima
Queria ser tudo, queria ter tudo que desejo.
contudo, ainda tou em construção, e como não tenho
aquilo que almejo, só me resta a rotina de me ser.
-dias iguais
Cada vez que alguém vai embora,
nos fragmenta um pouco mais.
Somos reflexos remanescentes,
atravessados pela saudade
como uma vela que se recusa a
apagar na chuva
iludidos pela vontade de segurar o
que sempre se quebra.
Rio Itajaí-Açu
Não moro na beira
do Rio Itajaí-Açu,
Moro no Centro
da cidade de Rodeio
entre o aconchego
das montanhas,
que com o céu
me entretenho
e a Deus agradeço.
Quando abro a janela
em noite calorenta,
É a brisa do meu
fiel Rio Itajaí-Açu
da minha vida,
que a alma inspira,
enlaça a terra,
e a pele refresca.
É esta brisa que
sempre acalma,
e meu rincão
poético alcança,
trazendo temperança.
Não foi o mundo que mudou,
fui eu que cansei de me moldar.
Cansei de aceitar o que me fere
como se fosse normal suportar.
Não ao silêncio imposto,
não ao medo que me limita,
não às versões de mim
que nunca foram escolhidas.
Eu me refaço em cada passo,
me reconheço no que sinto,
e já não peço permissão
para existir do meu jeito.
Porque depois de tanto me perder
tentando caber em tudo,
eu finalmente entendi:
Quem decide agora sou eu.
Helaine Machado
Final?
As pessoas estão pedindo um desfecho…
Imagino que este seja o fim:
um contrato onde ela voltaria,
pisaria novamente aquele solo —
e assim foi feito.
Não se trata de um filme de ficção,
com guerras e efeitos especiais.
Às vezes, só é preciso energia,
a frequência,
o brilho que emana da alma…
e isso basta.
Não com estrondo,
nem com sinais nos céus,
mas como a luz que atravessa frestas:
discreta, inevitável…
impossível de conter.
Não era luta,
não era espetáculo.
Era ajuste.
Pouco, talvez,
para um mundo sedento de ilusão —
mas suficiente para equilibrar uma situação.
Porque o verdadeiro embate
nunca foi visto,
nunca foi narrado.
Afinal, as maiores batalhas
não ocorrem neste plano…
E talvez — só talvez —
isso ainda esteja longe de acabar. 🌙
Chega
Chega de esperar o momento certo
como se a vida pedisse licença para acontecer.
Chega de adiar quem eu sou
por medo do que vão pensar.
Chega de colecionar silêncios bonitos
e engolir verdades necessárias,
de sorrir por educação
enquanto a alma pede ruptura.
Hoje não tem disfarce, nem pausa, nem meio termo.
Ou eu me escolho por inteiro,
ou continuo me perdendo aos poucos.
E perder a mim mesma…
isso já não cabe mais.
Helaine Machado
Não ao que pesa,
não ao que diminui,
não ao que tenta caber em mim
sem nunca me pertencer
Helaine Machado
Um sistema que alucina não pode gerir uma rede elétrica ou um hospital. Ele é um Autômato Mentiroso.
Chega de me esconder atrás de um casaco pesado,
costurado com medos, rejeições e ausências,
de me diminuir para caber no olhar raso dos outros,
de aceitar migalhas onde eu mereço presença inteira.
Helaine Machado
Teu sorriso me encontra
antes mesmo de eu te procurar,
como se soubesse o caminho exato
até o meu coração.
Nos teus olhos mora uma calma
que o mundo inteiro não me deu,
e, sem dizer uma palavra,
você já me fez sentir… lar.
Se existir destino, eu entendo agora:
não é sobre onde a gente vai
é sobre quem faz tudo
valer a pena ficar.
Poema:
Teu sorriso não chega,
ele acontece.
Como um amanhecer calmo
que invade sem pedir licença
e muda tudo de lugar.
Há uma luz no teu rosto
que não vem de fora,
vem de dentro…
como se teu coração
soubesse exatamente
como iluminar o mundo.
Teus olhos guardam um segredo bonito,
daqueles que a gente não entende,
mas sente e quando sente,
já não quer mais esquecer.
Teu cabelo cai leve,
como se o tempo tivesse aprendido
a ser gentil só pra te tocar.
E esse vermelho…
não é só uma cor
é presença,
é intensidade,
é o tipo de detalhe
que faz qualquer instante
parecer inesquecível.
Mas o que mais me prende
não é o que eu vejo
é o que você desperta.
Porque tem gente que é bonita…
e tem você,
que transforma o simples ato de olhar
em um motivo
pra ficar.
Paladar e conforto eles não retrocedem, depois que você acessa coisas e ambientes de qualidades você se torna um inconformado nato.
“Quase”
Eu quase te liguei
quase fui atrás
quase disse tudo
que guardei em paz
quase fui fraca
quase voltei
quase me perdi
em quem eu já deixei
mas aprendi com o tempo,
sem drama, sem julgamento:
nem tudo que não foi…
foi perda.
o quase também
é livramento.
A figura translúcida paira num mar remanescente.
Envolto nas flores da floresta do inconsciente...
Bem tal que dor flui nas profundezas da essência...
As lágrimas escorrem em palavras...
CICLO DA RAZÃO (I — Sentidos)
Agilson Cerqueira
Antes da ideia
existe o mundo.
A luz derrama-se nos olhos
como um rio silencioso,
o vento escreve na pele
sua caligrafia invisível,
e os sons se espalham no ar
como círculos sobre a água.
Tudo começa assim:
Em uma delicada invasão.
O corpo recolhe sinais,
mínimos fragmentos do universo,
sementes dispersas
de um saber ainda sem nome.
Cada cor,
cada textura,
cada rumor distante
é um sussurro da realidade.
E pouco a pouco
a consciência desperta
como um amanhecer
dentro do ser.CICLO DA RAZÃO (I — Sentidos)
Agilson Cerqueira
Antes da ideia
existe o mundo.
A luz derrama-se nos olhos
como um rio silencioso,
o vento escreve na pele
sua caligrafia invisível,
e os sons se espalham no ar
como círculos sobre a água.
Tudo começa assim:
Em uma delicada invasão.
O corpo recolhe sinais,
mínimos fragmentos do universo,
sementes dispersas
de um saber ainda sem nome.
Cada cor,
cada textura,
cada rumor distante
é um sussurro da realidade.
E pouco a pouco
a consciência desperta
como um amanhecer
dentro do ser.
Recordai, pois, que cada oportunidade é um sopro efêmero, um raio de sol que acaricia a face apenas uma vez. Se a brisa da chance já se dissipou, deixai-a seguir seu curso, pois seu destino não mais se entrelaça ao vosso. Ela esteve ali, ao alcance das mãos, um tesouro à espera de ser descoberto. Contudo, na névoa da distração, esvaiu-se, tal qual um trem que, em sua jornada rumo a outros horizontes, deixa para trás a estação que lhe foi breve morada. Erguei a fronte e segui adiante, pois não se trata de perda, mas sim do silêncio de um ganho que poderia ter sido seu.
