Coleção pessoal de testeteste123

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⁠Muitos
“indignados de hoje” são os mesmos apaixonados de ontem, os
Passadores de Pano
para comportamentos abusivos de policiais.


Simplesmente por comprarem uma bem pintada — e quase intocável — imagem de idoneidade policial.


Há uma espécie de conforto em acreditar em figuras incontestáveis.


É mais fácil sustentar a ideia de que existem instituições imunes a falhas do que encarar a complexidade incômoda de que todo poder, quando não muito bem vigiado, pode se corromper.


A romantização cega não apenas distorce a realidade — ela a protege de ser questionada.


O problema não está em reconhecer a importância da função policial, mas em confundir função com caráter, farda com virtude e autoridade com moralidade.


Quando isso acontece, qualquer denúncia vira ataque, qualquer crítica vira ingratidão, e qualquer vítima passa a ser suspeita.


E assim, cria-se um ciclo perverso: abusos são relativizados, silenciados ou justificados em nome de uma suposta “boa causa”.


A indignação, quando surge, costuma vir tarde — geralmente quando a violência rompe a bolha de quem antes se sentia protegido por ela.


Talvez o mais inquietante seja perceber que essa mudança de postura não nasce de uma nova consciência coletiva, mas de uma experiência pessoal.


Enquanto a violência atinge o “outro”, ela é tolerável; quando atravessa a própria pele, torna-se inadmissível.


Mas justiça não pode depender de proximidade.


Consciência não deveria ser fruto de conveniência.


Questionar não enfraquece instituições — fortalece.


O verdadeiro compromisso com a justiça exige coragem para enxergar aquilo que muitos preferem ignorar: que nenhum símbolo está acima de crítica, e que proteger a imagem não pode jamais valer mais do que proteger vidas.

⁠A Indignação Seletiva, nascida da confusão, ainda faz os indignados confundirem Vingança Apressada com Justiça Célere.


Há uma pressa muito perigosa em responder ao que revolta.


Uma ânsia quase instintiva de punir, de devolver dor com dor, como se a velocidade da resposta fosse suficiente para legitimar sua justiça.


Mas justiça não é sobre rapidez — é sobre precisão.


E, sobretudo, sobre responsabilidade.


A indignação seletiva escolhe seus alvos com base na conveniência emocional, não na coerência moral.


Ela grita “alto demais” quando o erro vem de um “inimigo”, mas silencia quando o mesmo erro nasce em território conhecido, protegido ou admirado.


É uma indignação que não busca justiça — busca confirmação.


Nesse cenário, a vingança se disfarça com descarada facilidade.


Veste o discurso da urgência, da ordem, da necessidade de resposta imediata.


Mas, no fundo, é apenas a satisfação momentânea de ver alguém pagar — não importa como, nem sob quais critérios.


E, quando isso acontece, o que se perde não é só o equilíbrio… é o próprio sentido de justiça.


Justiça de verdade exige tempo, escuta, critério e, muitas vezes, desconforto.


Exige aceitar que nem toda resposta será rápida e que nem toda punição virá na intensidade desejada.


Porque justiça não é espetáculo, nem moeda de troca emocional.


É construção — lenta, imperfeita, mas necessária.


Confundir Justiça com Vingança é abrir mão daquilo que nos diferencia do erro que condenamos.


E a indignação, quando não é acompanhada e pautada na reflexão, deixa de ser ferramenta de mudança para se tornar apenas combustível de mais injustiça.

Nem sempre é sobre tempo,
nem sobre fazer dar certo dentro de padrões
Às vezes é sobre duas almas cansadas
se encontrando no meio do caos
e decidindo, mesmo com medo,
tentar mais uma vez.
É sobre dor acumulada,
cicatrizes que ainda ardem,
e ainda assim
um desejo absurdo de acreditar no amor.
E então você chega.
Sem aviso, sem cuidado,
invadindo tudo que eu levei tanto tempo pra tentar reconstruir.
E por falar em verdade
me diz
você me ama?
Porque eu não sei amar pouco.
Eu te amo no volume máximo,
com a força de um impacto que tira o ar…
mas também com a delicadeza de quem segura o seu rosto
como se você fosse a coisa mais preciosa que existe.
Eu te amo no caos e na calma,
na urgência e no silêncio,
no toque e na saudade que já nasce mesmo quando você ainda está aqui.
Você chegou com pincéis e tintas,
e sem perceber, devolveu cor pra uma vida
que já tinha aprendido a sobreviver em tons de cinza.
E é estranho
como a vida nos quebra, nos testa, nos esgota
pra só depois, quando a gente já não espera mais nada,
colocar alguém como você no nosso caminho.
Um amor que não só fica
mas que reconstrói.
Que me faz pensar em futuro de novo,
no mesmo futuro que eu já tinha desistido,
enterrado junto com tudo que um dia eu acreditei.
Minhas lágrimas já contaram histórias que ninguém leu,
mancharam palavras que ninguém ouviu
Eu já me perdi em noites longas,
já me refiz em manhãs vazias,
já fingi força em tantos entardeceres
que até esqueci como era sentir de verdade.
Até você.
E agora
não é só sobre amar.
É sobre não querer mais fugir.
Porque se for pra me perder
que seja em você.

Você precisa de uma habilidade que aumenta seu valor
Sem isso o mercado sempre vai te pagar o mínimo.

O Ego geralmente nos faz, não enfrentamos os fatos como realmente são, e sim como desejássemos que fossem.

O autismo ou Transtorno do Espectro Autista, conhecido como TEA, é uma condição especial de cunho neurológico e a literatura cientifica sempre aponta maior incidência em meninos mas de forma alguma, isola o mesmo aspecto do autismo em meninas. No entanto, pela própria natureza biológica da mulher, entre ciclos de humor, diferenças de temperatura e transformações, tensões e ansiedades pré menstruais, ocorrendo pela proliferação de uso de hormônios alimentares, vem acontecendo cada vez mais cedo, dificultando o diagnostico claro e objetivo, neste sentido. A própria mídia da internet dificilmente apresenta uma menina autista como exemplo.

Geralmente quem fala muito em “humildade” são pessoas arrogantes ou prepotentes.

As pessoas sofrem porque pensam que sabem das coisas, quando na realidade tudo não passa de equívocos e imaginações pueris.

O aventureiro que se aventura em viver

Nasci, certamente, para ser um aventureiro e desbravar o mundo, principalmente pelos tantos atributos da natureza, viagens emocionantes e inesquecíveis.

Pois, em cada aventura, posso me sentir mais vivo e livre, quando lembro que viver não é apenas existir; assim, preciso restaurar o corpo, a mente e o espírito

Espero, então, continuar me aventurando do jeito e pelo tempo que O Senhor me permitir, vivendo o máximo de aventuras — daquelas animadoras, curiosas e únicas.

⁠O mundo envelhece E torna-se triste.
aforismos 5

⁠A maior desgraça é o descontentamento.
aforismos 5

⁠O sábio carrega o seu tesouro no coração.
aforismos vol.5

Não tenho nada de que possa culpar minha velhice.
aforismos 5⁠

⁠A maneira de fazer é sendo.
do livro aforismos vol.5
de Sérgio F. Januário

Da obra bem feita, nasce o orgulho e a negligência.
aforismos vol.5⁠

⁠Ah, ninguém tenta ir fundo dentro de si mesmo.
do livro aforismos vol.4

Os amigos devem ter a mesma fé filosófica.
do livro aforismos vol.4 de
Sérgio f. Januário

⁠Não
há
Crime Grave
o bastante para relativizar outro.


Em tempos de tantas justificativas vazias e malabarismos morais, parece que a régua da ética se elastificou — estica conforme a conveniência de quem julga, de quem fala, quiçá de quem tenta se eximir.


Como se a existência de um erro maior tivesse o poder mágico e poético de diminuir ou até absolver um erro menor.


Mas definitivamente não tem.


Um crime não anula o outro.


Não o equilibra.


Nem o compensa.


Apenas revela o quanto estamos dispostos a negociar princípios quando eles deixam de nos favorecer.


É o velho impulso de apontar o dedo com uma mão enquanto a outra esconde aquilo que não queremos ver.


Relativizar o erro alheio com base em um erro maior é, no fundo, uma forma forçosamente elegante de aceitar o inaceitável.


É transformar justiça em comparação, quando deveria ser compromisso.


É escolher lados quando o certo seria escolher valores.


A lógica da compensação moral é sedutora porque alivia consciências.


“Perto daquilo, isso nem é tão grave.”


E assim, aos poucos, vamos rebaixando o que deveria ser inegociável.


Vamos nos acostumando com pequenas concessões que, somadas, constroem grandes e medonhas distorções.


O problema nunca foi apenas o tamanho do crime, mas a disposição em aceitá-lo quando convém.


Porque quando a indignação depende de contexto, ela deixa de ser princípio e passa a ser estratégia.


E é nesse ponto que tudo se fragiliza, tudo se perde.


Quando começamos a pesar erros em balanças seletivas, já não estamos mais buscando justiça — estamos apenas escolhendo qual incoerência, qual injustiça estamos dispostos a defender.


No fim, não é sobre quem errou mais nem menos.


É sobre quem ainda se recusa a tratar o erro como erro, independentemente de quem o cometeu e como cometeu.

⁠O mau-caratismo dos nossos parlamentares-influencers é tamanho que já nem se constrangem em tentar confundir ainda mais a boa e caprichosa parcela de confusos que os sustentam.


Temem reformar ou criar leis para não serem alcançados por elas.


E, nesse medo, moldam discursos, distorcem fatos e vendem narrativas como quem vende alívio imediato — ainda que o preço seja a lucidez coletiva.


Se algo cobra proteção, certamente está sendo agredido.


Não há urgência sem ferida, não há clamor sem dor.


A necessidade de amparo denuncia, por si só, a existência de um desequilíbrio que alguém insiste em ignorar — ou pior, em manter.


O absurdo é ter que criminalizar algo que nem era para existir.


É reconhecer, em forma de lei, a falha ética que já deveria ter sido superada pela consciência.


Quando o óbvio precisa virar norma, é porque o básico deixou de ser princípio.


E talvez o mais perigoso disso tudo já não seja a ação dos que distorcem, mas a passividade dos que, confusos, já não conseguem distinguir proteção de privilégio, justiça de conveniência, liberdade de expressão de discurso de ódio e verdade de espetáculo.

O tempo passa, sim.
E não pede licença.
Ele desgasta o toque,
apaga o costume,
e transforma presença
em lembrança mal resolvida.
A intimidade, que um dia foi abrigo,
vira território estranho —
onde dois corpos se reconhecem,
mas já não se encontram.
Porque o tempo, quando não é cuidado,
não cura…
ele afasta.