Coleção pessoal de testeteste123
Ando cansada de todos os absurdos
que, de forma quase banal,
se apresentam como pontuais
enquanto se espalham
feito praga silenciosa
pelos dias do Brasil
e do mundo.
Cansada dessa coreografia grotesca
onde o incoerente se veste de lógica
e o injusto se disfarça de ordem.
Cansada de ver o espanto morrer
aos poucos, porque tudo já parece
esperado demais.
E o mais exaustivo não é o absurdo em si,
mas a naturalidade com que ele se instala,
se acomoda e passa a ser considerado normal.
✍@MiriamDaCosta
A
maior pretensão
da
Mãe da Incoerência
é ser
Pai da Verdade.
Há algo de profundamente humano — e perigosamente confortável — em tentar vestir a verdade com as roupas da conveniência.
A incoerência, quando não confrontada, deixa de ser um deslize e passa a ser método.
Ela se reinventa, se justifica, se enfeita… até ousar reivindicar autoridade sobre aquilo que nunca gerou.
Ser Pai da Verdade exige muito mais do que discurso: exige compromisso com o que permanece de pé mesmo quando nos desmonta.
Já a incoerência, essa mãe indulgente, aceita qualquer versão de nós mesmos — inclusive aquelas que negam o que defendíamos ontem com fervor.
O problema maior não é errar.
É construir narrativas para transformar o erro em razão, o tropeço em caminho e a contradição em identidade.
Nesse ponto, já não buscamos a verdade — buscamos apenas a validação de uma versão confortável de nós mesmos.
E talvez seja aí que tudo se perde.
Porque a verdade não precisa de herdeiros, nem de títulos.
Ela não implora reconhecimento, nem aceita ser adotada por quem a distorce.
A verdade simplesmente é — firme, incômoda e, muitas vezes, solitária.
Cabe a nós decidirmos: queremos ser filhos da verdade, com toda a humildade que isso exige…
ou continuar alimentando a ilusão de que podemos gerá-la a partir das nossas próprias incoerências?
A inteireza do ser é rara; antes de tornar-se inteiro, quase todo ser precisou recolher seus fragmentos e refazer-se.
Gosto de pôr uma pitada de sombra na ideia. Ela deve ser clara, mas é a sombra que melhor revela suas nuances.
Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...
um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre.
Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência.
O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência.
E eu,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de moralidade e de humanidade.
O mundo é um enorme lixão
que transborda sujeira e fedor
por todos os lados,
até no espaço extraterrestre!
✍@MiriamDaCosta
“A Trindade não é um enigma para ser resolvido, é um mistério para ser vivido — porque quanto mais tentamos explicar Deus, mais percebemos que fomos feitos para conhecê-Lo, não para reduzi-Lo.”
O vento é bem-vindo em qualquer lugar, mas no campo ele é especial. Ali, o silêncio nos permite ouvir não apenas o seu sopro, mas também o coro dos pássaros diante de uma vista sem fim.
Nas mãos, as marcas do passado.
Vida construída, uma paisagem recria.
Cicatrizes envoltas por letras solenes.
Alívio? Não há dor para remediar.
Não tenho mais tempo.. e também não aproveitei o que tive. Poeta que não aprendeu a amar como seu poema pedia. Um poeta sem palavras nem parábolas.
A natureza revela as verdades mais cristalinas. O artificial tenta reproduzi-las; a arte, porém, só ganha autonomia quando faz da beleza e da simplicidade algo inseparável de si.
Há dias minha mente estava em silêncio... na verdade eu que me ensurdeci pra ela, agora ela grita e está impossível de ignorar seus devaneios...
O Prazo do Eterno
Não te esqueci e não mereci,
porque tu não és grande como o Sol,
nem tão brilhante como a Lua.
Eu sou Tupã e você Guarani;
era doente e eu não queria,
mas conheci.
To be or not to be.
Eu te admirei um dia,
achei que era profundo,
mas no fundo não era nada.
Vazio como um eco,
raso como a cova que te enterrei.
Eu sei que errei,
mas quem não erra?
Era pra ser certo,
claro como o dia.
Era pra ser sincero e honesto,
era pra ser bonito,
era pra ser eterno.
Era real.
Era uma vez.
Era amor.
Mas o eterno aqui tem prazo:
sete horas entre o beijo e o epitáfio.
Somos estatística vestida de seda,
um país que conta corpos
enquanto o café esfria.
Não quer se entregar a dor da alma, mas o sabor é agradável e alimenta. Não quer ouvir a voz da solidão, mas ela é tão suave que encanta. A mente é cheia de não mais sim o que destrói aos poucos se não souber onde achar o talvez... E se Talvez eu me desvencilhar desse cadeado que me prende ao meu eu de antes?
Nós sabemos que não é tão fácil amarmos um ao outro
E que alguns dias são mais desafiadores
Mas é que no fundo, apesar de tudo
A vida é mais leve e feliz quando estamos juntos.
Mesmo quando a verdade parece prejudicá-lo, não renuncie à honestidade. O que os enganadores lucram nunca iguala a dignidade dos íntegros.
A excelência nasce como valor, desperta como consciência, se fortalece como cultura e se perpetua como sistema.
Amor pela Excelência é Gestão com Alma
As amarras da expectativa do viver
Soltar... Soltar... Soltar...
Saber que nada é seu
Aceitar que nada é seu
Nem nada, nem pessoas, nem
a próxima respiração...
Nada...Nada...Nada é seu
É só empréstimo...
Liberte-se da ilusão
Seja são...
Deixe fluir...ir...ir
