Coleção pessoal de testeteste123
Distraídos com a paisagem, as escolhas não parecem importantes; mas, quando o abismo chega, o desvio pode já ter ficado para trás.
A excelência começa como um valor, amadurece como consciência, se consolida como cultura e se sustenta como sistema.
Amor pela Excelência é Gestão com Alma.
Nenhuma pessoa é ou se transforma em algo que não pode ser substituído, porém, com um alto nível de compromisso, ela pode se tornar essencial.
Em sua caminhada, ele chega a uma bifurcação. Para decidir, não reflete muito; apenas olha ao redor. Como a paisagem lhe parece a mesma, conclui que qualquer rota serviria e segue adiante sem fazer o desvio.
Mais à frente, encontra um transeunte e pergunta:
— Aonde me leva este caminho?
O homem responde:
— Este caminho leva a um abismo profundo. E o desvio já ficou para trás.
Assim é a vida: muitas escolhas parecem irrelevantes porque, no início, a paisagem quase não muda. Mas é justamente nelas que o destino se inclina.
Uns criam bolhas mentais; outros passam a viver dentro delas. Uma bolha pode até oferecer conforto momentâneo, mas a paz está em assumir a própria vida com as próprias forças.
Raiz, Não Rótulo
Ouvi dizer que fui narcisista.
Nunca concordei, e hoje tenho a certeza de que sempre fui raiz.
No amor, há muitos amores,
e cada vida é única em seus ensinamentos e espelhos.
Tudo teve, e ainda tem, o sabor de um amor sincero.
E a minha sensação, tão importante para mim,
carrega o gosto sereno de missão cumprida.
Quando criança não entendi os jeitos das mulheres da melhor idade trovejar ao ouvir e cantar como elas mesmo diziam: foi na cruz ,( ali era o momento de falar vibrar numa língua que só cada uma com o pai se ligara , essa firmeza estrondosa que as deixavam leve , um toque na alma e td na essência se fazia presente.) Aqui estou na casa dos vintes e poucos rsrs... E já percebi que por mais vividas que elas pareciam fisicamente ao estar na presença , eram como um trovão que não tinha fórmula pra seguir apenas sentia, e oq a vida dura muito lhes faltou , naquela hora era nada , para o amor de cristo que permanecia nelas tão abundante (sergipana santamarenses)... Cristo o recurso e elas se doavam... (Era o que tinham Deus e eu.)
É tudo que tenho fé, Deus que se faz presente e abençoa.
Minhas memórias: infância
letici17
Somos todos feitos de começos interrompidos e finais que se arrastam, um emaranhado de fios soltos que tentamos tricotar enquanto a vida puxa a outra extremidade, nos lembrando que a beleza do tapete está justamente na irregularidade dos pontos que o formam.
Deixe que o mundo te desmonte, se for preciso, contanto que você guarde as peças principais para se reconstruir de uma forma que faça mais sentido para quem você é agora, e não para quem a sociedade espera que você projete na vitrine das aparências vazias.
A saúde mental é um jardim que precisa ser regado com paciência e, muitas vezes, com as próprias lágrimas, pois há sementes que só germinam no escuro e flores que só abrem quando o jardineiro finalmente aceita que não tem controle sobre as estações da alma.
14 de abril - Dia do Café
Apetitoso e quente
Ele desperta a mente
Se acompanhado de leite
Suaviza o deleite
O toque da cafeína
Traz foco para a rotina
Ele é potente estimulante
E deixa o povo falante
É atrativo o sabor
E faz melhorar o humor
Quem o toma, fica atento
Torna vivaz o momento
Desperta quem está cansado
Deixa-o no modo ativado
Para seguir com fé
Basta tomar um café
14/04/26
Aceitar o caos cotidiano é entender que a pia cheia de louça e a mente cheia de dúvidas são apenas sinais de que a vida está acontecendo, de que há movimento na casa e que a estagnação é o único inimigo real que deveríamos temer ao acordar todas as manhãs.
De tanto ouvir que eu não conseguiria, quase acreditei; mas, como gosto de teimar, segui minha teimosia.
Nildinha Freitas
Nem Sempre é a Verdade que dói…
Às vezes o que dói é a Verdade diferir daquilo que desejamos.
Há uma espécie de conforto bastante silencioso nas narrativas que criamos para nós mesmos.
Pequenas versões da realidade sempre moldadas com muito cuidado, onde as coisas fazem mais sentido, onde somos mais compreendidos, mais justificados, mais certos.
Não necessariamente Mentiras — mas adaptações gentis do mundo para que ele caiba melhor dentro de nós, das nossas vontades.
O problema não está na Verdade em si.
A Verdade, muitas vezes, é apenas o que é — nuą e crua, neutra, indiferente aos nossos desejos.
O que realmente fere é o desencontro entre aquilo que esperamos e aquilo que se revela.
É o abismo entre o que gostaríamos que fosse e o que, de fato, é.
Dói perceber que nem sempre somos aquilo que imaginamos.
Ter que aceitar que certas pessoas não nos veem como gostaríamos é muito doloroso.
Dói entender que alguns caminhos não levam ao destino que sonhamos, por mais que tenhamos caminhado com fé.
Não é a Verdade que machuca — é o luto das ilusões que ela desfaz.
Mas há, nesse incômodo, uma oportunidade muito rara.
Porque toda vez que a Verdade nos desorganiza, ela também nos oferece a Grandiosa chance de Reconstrução — mais honesta, mais consciente, mais real.
E, embora essa reconstrução seja menos confortável, ela costuma ser mais sólida.
Talvez Amadurecer seja exatamente isso: aprender a lidar com a Verdade sem precisar Distorcê-la para que ela nos agrade.
É aceitar que nem tudo precisa fazer sentido imediato, nem tudo precisa ser justo e aceitável aos nossos olhos, nem tudo precisa corresponder ao que sonhamos.
No fim, não é sobre evitar a dor, mas sobre entender sua honesta origem.
Porque quando percebemos que o que dói não é a Verdade, mas o rompimento com aquilo que desejávamos, passamos a enxergar com mais clareza — e, quem sabe, com mais coragem — o mundo como ele realmente é.
E isso, ainda que extremamente desconfortável, nos aproxima muito mais de quem realmente somos ou deveríamos ser.
A Verdade — diferir daquilo que queríamos — realmente dói.
O problema de ser forte o tempo todo é que as pessoas esquecem que o aço também cansa, que as vigas também rangem sob o peso da estrutura e que, às vezes, o que o herói mais precisa não é de uma capa nova, mas de um colo onde possa finalmente desabar sem julgamentos.
Olhe para as suas cicatrizes não como falhas de percurso, mas como o alfabeto braile da sua própria sobrevivência, cada marca conta a história de uma guerra que você não escolheu lutar, mas que se recusou a perder, transformando a pele em um mapa de vitórias invisíveis.
