Coleção pessoal de testeteste123
Tinha um mundo mágico em sua cabeça.
Fantasiava seu cheiro,
caprichava no perfume,
que exalava sua leveza.
Não distinguia o que era lembrança
e o que era imaginação.
Quantas perguntas,
tantos mistérios!
Infinitas obras,
Intrínsecas belezas!
Exuberâncias plantadas entre os infinitos...
Ó Criador, por tudo isso preciso agradecer!
Mesmo que eu venha a sofrer.
Ainda que eu tenha que esperar.
Não me importam as aparentes necessidades que ainda tenha.
Não haverão de desanimar-me as imperfeições que ainda carrego.
Não vão me abater as mazelas que presencio.
Não vou torturar-me pelos projetos mal-sucedidos.
Mesmo porque, nos insucessos colhi lições imensuráveis!
Oh Deus de todos nós, precisamos agradecer!
Agradecer pela nossa existência.
Agradecer pelas nossas possibilidades.
Agradecer por momentos de plena felicidade, mesmo que tenham sido momentos ilusórios!
Agradecer por experiências perfeitas, mesmo que tenham sido num sonho!
Agradecer por verdadeiros milagres que nos foram concedidos e que não nos foi permitido percebê-los!
E agradeço pelas possibilidades que tive, de poder amenizar o sofrimento de alguns.
Agradeço principalmente pela ausência da dor, cuja inexistência tem sido o que mais prevalece!
Agradecer por ter me esclarecido a máxima: "Aquele que me enviou está comigo, o Senhor não me deixou sozinho"!
...Pois compreendi que o Senhor está comigo em forma de potencial.
E eu acredito que, mais cedo ou mais tarde, dedicar-me-ei
o suficiente para transformar esse potencial em práticas engrandecedoras, em meu favor e em prol do meu semelhante!
Apesar de tudo quanto imagino ter por agradecer, gostaria de perdir-Lhe algo mais:
"Ajuda-me a atingir a Fé inabalável, ampliando meus sentidos para entender cada vez mais, a Clássica definição:
"A FÉ É O FIRME FUNDEMENTO DAQUILO QUE SE ESPERA E A PROVA DAS COISAS QUE NÃO SE VÊEM !
CARTA I: A Condenação
Eis que a multidão estava tão agitada como as ondas do mar, e exclamavam — homens e mulheres, jovens e idosos — com tom azedo:
— Heeee! Heeee! Matem-no! Matem-no!
— Deem-no de comida aos cães!
— Rebelde! Rebelde! Rebelde! Rebelde!
Então condenaram-me por agir indiferente à multidão. Apedrejavam-me antes mesmo que eu lhes revelasse os seus pecados. Queriam silenciar-me antes que o karma e a justiça testemunhassem por mim.
Houve alguns que se ofereciam como escravos às mãos que tiranizavam a nação; outros reduziam-se a servos daqueles que dissipavam os poucos fragmentos de dignidade ainda existentes entre nós. Por recusar servi-los e por negar-me a participar das suas práticas imundas, sentiram-se confrontados pela minha posição.
Antes que me lançassem à masmorra, arrastaram-me com cordas diante de nomes pomposos. E, no cemitério da minha esperança, apenas tumbas se formavam.
As crianças riam; os velhos zombavam de mim. E os meus próximos… esqueceram que eu existia. Diante deles fui visto como vento: invisível, intangível. Aliás, o vento ainda é perceptível; infelizmente, para mim, ninguém me percebia. A minha presença, para eles, reduzia-se a números, diminuindo pouco a pouco, até que não restasse unidade alguma.
Fui abandonado e entregue pelos meus próprios amigos, vizinhos e parentes, que também vociferavam pela minha sentença ao lado da multidão:
— Condenai-o! Condenai-o!
— Enforquem-no! Enforquem-no!
— Joguem-no ao calabouço! Joguem-no ao calabouço!
Uns até debochavam, dizendo:
— Não és tu o herói? Então por que não ages contra nós? Onde está a tua coragem?
E soltavam gargalhadas em tom agudo:
Hahahahaha! Hahahahaha! Hahahahaha!
Outros cuspiam-me no rosto, enquanto os opressores falavam:
— Não sabes tu que não deves ir contra as leis da sociedade?
Então respondi-lhes:
— De que servem as leis se não visam proteger os fracos dos poderosos? De qualquer maneira, este julgamento não busca a verdade; apenas ratifica a culpa de quem é vítima.
Eles insistiram:
— Todos estamos subordinados às normas da sociedade. O que te dá o direito de desobedecê-las?
E eu respondi:
— Seja qual for a resposta — satisfatória ou não — o resultado será o mesmo: condenação. A lei está ao vosso serviço, não vós ao serviço dela.
Novamente perguntaram:
— Quem pode estar acima das normas? Por acaso não são elas que nos orientam?
Então respondi-lhes:
— As normas não podem estar acima da vida. Somos nós que as criamos; nunca elas que nos criam. Somos nós que as instituímos para que nos orientem.
Furiosos com a minha resposta, disseram:
— Desgraçado! Como te atreves a desrespeitar-nos? Já que não queres submeter-te, far-te-emos arrepender deste dia.
A multidão, cega e incauta de esclarecimento, apoiava veementemente os opressores. Não conseguiam distinguir o certo do errado; o puro do impuro; o joio do trigo; a tartaruga do cágado; o leopardo do guepardo.
E eu olhava para eles como um bando de jumentos sem direção. Então perguntei-lhes:
— Se a lei não condenasse os mais vulneráveis,
vós temeríeis as tropas que vos deviam proteger?
Não ousaríeis confrontar o que vos oprime?
Não teríeis o direito de exigir que vos tratassem com justiça?
Não protestaríeis contra aqueles que vos governam?
Os lordes, temendo que tais perguntas despertassem o povo e que, conscientes da verdade, pudessem rebelar-se, imediatamente ordenaram que me conduzissem à prisão de Kakanda, para que, dentro de dois dias, se realizasse o meu julgamento.
Durante esse intervalo, não comi nem bebi.
Dois dias depois daquela agitação diante dos lordes, organizaram um banquete para celebrar o meu julgamento e rir-se do meu atrevimento. Estavam presentes homens de todas as classes — nobres e plebeus — reunidos para assistir ao meu juízo.
"E, enquanto brindavam à minha sentença, eu era conduzido às trevas do calabouço."
In Cartas de Um Condenado. ✍️
Paradoxo da escolha.
Tudo esta errado pior escolha.
Tudo que foi escolhido foi memorizado.
Para simplificar copiado e colado.
Os melhores são escolhidos bom salário e bom cargo.
"Bom dia e obrigado"
O processo seletivo já diz seletivo.
Então sao escolhidos pelo mérito de ser uma opção melhor.
O fato de ser uma opção te eleva ao Paradoxo da opção.
Onde todo fato mero objeto do estudo deu programa de seleção.
A clareza do absurdo pois pode ignora a extenso dos lavadores de mente...
O absurdo clama pela verdade mais todos estão ligados a seus próprios conceitos de alienação.
Tudo é manipulação para que escolha cada caminho não manipulação?
Dois caminhos e uma escolha.
Somos servos objetivos. Tão ocupados e críticos mais sem limitações apenas olhares livre árbitro.
Pobre sao condenados por suas escolhas ""erradas ao escolher errado""
O rico terá outras chances pois é simplicidade meu filho...
A ironia se faz parte do caminho do paradoxo.
Cala se não tem direito de falar.
Ninguém vive Só, mas ninguém sobrevive mais Sozinho do que quem vive querendo ser Amigo de
todo mundo.
Há uma diferença bastante silenciosa — e muitas vezes ignorada — entre estar cercado e estar acompanhado.
Quem tenta caber em todos os círculos acaba se diluindo em cada um deles.
Vai se moldando tanto ao gosto alheio que, no fim, já não sabe mais qual é o próprio sabor.
E assim, na ânsia de pertencer a todos, deixa de pertencer a si mesmo.
A necessidade de agradar indiscriminadamente costuma nascer de um medo antigo: o da rejeição.
Mas há um preço muito alto em trocar autenticidade por aceitação.
Relações construídas sobre concessões constantes não criam raízes, apenas vínculos frágeis que dependem de manutenção exaustiva.
E o mais curioso é que, mesmo rodeado de gente, esse esforço contínuo é raramente recompensado com profundidade.
Amizade de verdade não exige ubiquidade, exige verdade.
Não se trata de quantos cabem à mesa, mas de quem permanece quando a mesa já não oferece nada além de silêncio — ainda que agridoce.
Quem tenta ser amigo de todo mundo, no fundo, vive evitando o risco essencial de qualquer relação genuína: o de não ser aceito por alguns para ser verdadeiramente reconhecido por muito poucos.
Há uma solidão deveras peculiar em nunca poder ser inteiro.
E talvez a nossa Verdadeira Liberdade comece justamente quando aceitamos que não é preciso sermos tudo para todos — porque, ao fim, é isso que finalmente nos permite ser algo bem real para alguém.
Livra-me, Deus meu, dos meus inimigos; poe-me cima do alcance dos meus adversários.
sfj,reflexões bíblicas
"A renúncia por amor não nos faz perder, mas nos devolve ao que somos de verdade, seres feitos para a leveza, não para carregar espadas suspensas pelo fio do ego."
ESTA VIDA
Esta Vida
Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.
Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer
Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida
Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.
Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer
Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!
