Coleção pessoal de testeteste123

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Deus morre, mesmo que por um instante, quando a nossa mãe vai embora.

O amor não é um tratado de paz, mas um armistício velado.

Há um impacto poético que
acontece entre o mar e a falésia,
não como violência,
mas como reencontro de velhos cúmplices.O mar desfaz-se em espuma, a falésia em ecos.

Trilho um caminho onde as dores não viram cicatrizes,
mas sim raízes para novos amores.
Aprendi a ser invisível para o que fere
e a ser morada para o que me aquece.


------ Eliana Angel Wolf⁠

Transformo dores antigas em versos de amor,
ignoro o que é frio e espanto todos os temores.
Esquivo-me do abismo de quem não sabe amar,
e sigo na direção da luz que habita em um olhar.⁠
------- Eliana Angel Wolf

Tenho a alegria que transborda, a esperança que não cansa,
carrego a paz no peito e a alma de uma criança.
Mas não se engane com o riso, pois há fogo no meu ser:
tenho a loba no rastro e a felina no querer.


------- Eliana Angel Wolf⁠

Sem o Seu amor eu nada sou, porque o Senhor é meu sustento, a força do meu coração e da minha vida.

Se o mundo lança sombras e olhares que tentam ferir,
eu escolho o desvio, eu prefiro evoluir.
Pois minha busca é sagrada, constante e sem fim:
pelo olhar que aquece o peito e acalma o jardim em mim.


---- Eliana Angel Wolf

A RAINHA DE OUDE E A SOBREVIVÊNCIA DO ORGULHO ALÉM DA MORTE.

Livro: O Céu e o Inferno.
O episódio da chamada Rainha de Oude.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Inserido na segunda parte da obra, constitui um dos mais penetrantes estudos psicológicos da condição espiritual após a morte, quando o Espírito, longe de sofrer uma metamorfose súbita, revela-se tal qual se estruturou moralmente durante a existência corpórea.
Sob a ótica da razão espírita, este caso não deve ser interpretado como punição divina, mas como expressão direta da lei de afinidade moral e da continuidade da consciência. A Rainha não se encontra em sofrimento por decreto externo, mas porque permanece prisioneira das próprias ilusões que cultivou.
A continuidade do caráter após a morte
A doutrina demonstra, com precisão filosófica, que o Espírito não se depura pelo simples fato de abandonar o corpo. A individualidade prossegue íntegra, com suas virtudes e imperfeições. No caso analisado, observa-se que o orgulho, a vaidade e o sentimento de superioridade social persistem com vigor quase intacto.
A Rainha afirma ainda ser soberana, recusando qualquer ideia de igualdade. Tal postura evidencia um estado de fixação mental, no qual o Espírito se apega às construções transitórias da vida material, confundindo posição social com valor ontológico.
O orgulho como mecanismo de sofrimento
O elemento mais relevante não é a arrogância em si, mas o sofrimento que dela decorre. O orgulho, ao invés de sustentá-la, converte-se em instrumento de tormento íntimo. Isso ocorre porque, no plano espiritual, não há mais os recursos ilusórios que validavam sua superioridade perante os outros.
A lei moral atua com precisão: aquilo que foi cultivado como exaltação transforma-se em peso. O Espírito sofre não por humilhação externa, mas pela incapacidade de adaptar-se à realidade de igualdade essencial entre todos os seres.
A ilusão espiritual e as criações mentais
Outro ponto de alta relevância doutrinária é o fenômeno das criações fluídicas. A Rainha acredita manter sua beleza, suas vestes e ornamentos. Contudo, tais elementos não são realidades objetivas, mas projeções de sua própria mente.
Isso revela que o Espírito, quando ainda vinculado a ideias fixas, pode viver em um mundo subjetivo, sustentado por suas próprias concepções. É uma forma de autoilusão que retarda o despertar da consciência.
Indiferença a Deus e fechamento consciencial
A ausência de sentimento religioso profundo também se manifesta como fator agravante. A Rainha demonstra indiferença às leis divinas, não por negação intelectual, mas por orgulho moral. Esse estado traduz um fechamento da consciência, no qual o Espírito não reconhece instâncias superiores a si mesmo.
Tal condição impede o arrependimento e, consequentemente, o início do processo de regeneração.
A pedagogia da lei de causa e efeito
O caso ilustra com clareza a lei de causa e efeito, princípio estruturante da filosofia espírita. Cada estado da alma decorre de suas próprias escolhas. Não há arbitrariedade, mas consequência lógica.
O sofrimento da Rainha não é castigo, mas diagnóstico. É a consciência confrontando-se com sua própria insuficiência moral.
Síntese doutrinária
A Rainha de Oude representa o Espírito que, tendo possuído poder na Terra, não o converteu em crescimento interior. Sua queda não é social, mas moral. Sua dor não é imposta, mas gerada.
A verdadeira realeza, à luz da doutrina, não se mede por títulos, mas pela capacidade de amar, compreender e reconhecer a igualdade universal dos Espíritos.
Quando o ser humano se apega à superioridade ilusória, adia o encontro com a verdade. E essa verdade, invariável e justa, aguarda no silêncio da consciência, onde nenhuma coroa subsiste, mas onde toda alma é chamada a governar a si mesma.
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A Essência do Instinto


Em mim habita o brilho da vida e o vigor da esperança,
guardo a pureza eterna no olhar de uma criança.
Sou a garra da loba que protege, o faro da felina que sente,
entrego-me a vida por inteiro, enquanto sigo resiliente.⁠


-------- Eliana Angel Wolf

Antes que o novo floresça, desapegue dos velhos galhos — secos, pesados e sem vida em você.

Cultivando minha primavera, para que nunca me faltem flores.
Quem sabe o amor que plantei e tenho regado também venha a florescer?


Sigo cuidando, mesmo quando não há sinais,
porque aprendi que nem toda raiz se revela de imediato.
Algumas crescem no escuro, em silêncio,
antes de ousarem tocar a luz.


E enquanto o tempo cumpre o seu papel,
eu não deixo de me florir.
Porque há beleza em quem permanece,
em quem cultiva,
em quem acredita
mesmo sem garantias.


Se for para florescer, que seja inteiro.
Se for para ficar, que seja com raízes.
E se não for…
ainda assim, minha primavera não se perde.

Palavras ferem — mas quem decide se isso te destrói ou te fortalece é você.

Funus




Libitina levou as flores
O cheiro delas se misturou
A branca margarida,
Tingida com um vermelho vinho
O cheiro de decomposição,
Ergueu-se uma Amorphophallus titanum
Ânsia pela vida
Escolhida pela morte
Triste margarida, pobre criança


A escura penumbra
Formou-se em seu coração
Não há mais em quem confiar


Segurando a mão da mortífera Libitina
Indo em direção ao iníquo Orcus
Que crime havia cometido?
Que pecado havia transgredido?
Pelo preço de perder sua margarida:
Mors.

As ideias dignas de destaque não surgem do nada; passam por sucessivas desconstruções e recomposições, até que a mente lhes reconheça valor e a inquietude lhes dê a feição final.

Por trás de um homem feliz há sempre uma grande guerreira que simplesmente se recusa a aceitar qualquer situação que não seja a felicidade.

O Suporte que se faz presente desde a Infância

Segura a minha mão desde a infância — aquela grande confiança que até hoje, felizmente, encoraja o meu coração a continuar amando e incentiva a minha esperança de permanecer seguindo o meu próprio caminho, enfrentando desafios e as minhas inseguranças.

Como reflexo desse laço que alimenta a minha perseverança, aprecio os seus conselhos, a sua atenção e cada momento que interagimos, mesmo que muitas vezes à distância; pois partilhamos de um amor respeitoso e recíproco, onde um faz o possível para se fazer presente na vida do outro.

Busco fazer jus a tudo que o senhor representa e a todo o seu suporte; sigo sendo o mais confiante que posso. A sua existência, de fato, é uma das maiores bênçãos que Deus me concedeu, que conquistou a minha consideração, a qual foi ficando mais forte com o passar do tempo — um dos meus motivos rotineiros de Gratidão.

" Quem lê atravessa todos os pontos psicossomáticos. "

Esteja num lugar onde você é valorizado, em uma Empresa registrado com salário em regime CLT ou no governo.

TEMPERANÇA ANTES DA AÇÃO.
A advertência consagrada no brocardo popular "melhor precaver do que remediar" encerra uma densidade ética e psicológica de elevada magnitude, cuja negligência tem sido causa de incontáveis desarmonias no comportamento humano. O ser, frequentemente distraído em suas impulsões instintivas, ignora essa máxima prudencial, entregando-se à vertigem das reações imediatas, sem o crivo do discernimento.
A precipitação, nesse contexto, emerge como um fenômeno psíquico complexo, vinculado a mecanismos de autodefesa que, embora pretendam resguardar o indivíduo, acabam por engendrar consequências aflitivas. Tais reações irrefletidas não apenas comprometem o equilíbrio interior, mas também instauram conflitos que se projetam no tempo, ora de forma imediata, ora de modo tardio, invariavelmente com matizes perturbadores.
De fato, a precipitação constitui conselheira infeliz em quaisquer circunstâncias. A razão, faculdade superior do Espírito, deve assumir a primazia na condução das atitudes, organizando o campo das decisões mediante critérios lúcidos e ponderados. É por meio desse atributo que o ser estrutura comportamentos coerentes com as leis morais que regem a existência.
Todavia, dominados pelas paixões primárias, muitos indivíduos passam a perceber o outro sob lentes distorcidas pela suspeita e pela agressividade. Antecipam o mal, presumem intenções negativas e negam ao semelhante a oportunidade de revelar sua verdadeira natureza. Tal postura evidencia não apenas insegurança, mas profunda desarmonia interior.
Imersos em ambientes marcados pela violência difusa, tornam-se vítimas e agentes de sentimentos sombrios, interpretando a realidade conforme o estado emocional em que se encontram. Reagem quando poderiam dialogar, conflitam quando poderiam harmonizar-se. Posteriormente, diante dos efeitos danosos de suas atitudes, lamentam a imprudência que poderiam ter evitado.
Entretanto, todo aquele que pensa possui um acervo valioso de recursos racionais. Esse patrimônio íntimo, quando bem utilizado, permite ao indivíduo antever consequências, ponderar alternativas e agir com equilíbrio. Trata-se de instrumental precioso contra a impulsividade.
A exemplificação evangélica oferece elucidações notáveis. Maria de Magdala, outrora equivocada, ao refletir sobre o chamado do Cristo, agiu com prudência e transformou-se em paradigma de renovação moral. Judas, apesar da convivência direta com o Mestre, sucumbiu à precipitação e mergulhou em abismo de desespero. Joana, esposa de Cusa, orientada com sabedoria, soube aguardar o tempo oportuno, demonstrando elevada compreensão espiritual. Pedro, em momento decisivo, deixou-se dominar pelo medo e negou o Mestre, evidenciando a fragilidade humana diante da impulsividade. João, por sua vez, guiado pela lucidez e pela afeição, manteve-se firme até o fim, revelando a força da temperança aliada ao amor consciente.
A temperança, portanto, não é condição inata, mas conquista laboriosa. Resulta do esforço contínuo de disciplinar tendências inferiores e de assimilar valores morais elevados. O indivíduo temperante não se acovarda nem se precipita, pois reconhece os próprios recursos e confia na ação do tempo como elemento organizador das experiências.
A paciência, nesse sentido, constitui ferramenta essencial. Não se trata de inércia, mas de confiança ativa nas leis que regem a vida. A temperança apoia-se nessa virtude para conduzir o ser à vitória sobre si mesmo, que é a mais significativa das conquistas.
Fundamentada na fé lúcida em Deus, a temperança harmoniza-se com as leis universais, que são perfeitas e imutáveis. Entre elas, a lei de amor destaca-se como princípio gerador e sustentador de todas as demais, orientando o progresso moral e espiritual da humanidade.
Assim, esperar e confiar sem aflição, mantendo o domínio interior antes de agir, constitui diretriz segura para a construção de uma existência equilibrada e consciente.
"MORAL DO ASSUNTO"
A ação destituída de reflexão conduz ao arrependimento, enquanto a temperança, sustentada pela razão e pela fé, edifica decisões justas e preserva a harmonia do Espírito.
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