Coleção pessoal de testeteste123
Completa e sem nenhuma variação,
deixo-me levar pelo alto impacto
da sua existência e da sua sedução,
sem precisar de manual de instrução.
Como a capororoca está para o sanhaço
não lutar diante da entrega, será fato.
Que venha no tempo de permanecer
integralmente meu e apaixonado.
Contigo, sentir o tempo parando lá fora,
viver a rendição acontecendo agora;
ser corpo e a alma que conhecem
a real ordem natural e hipnótica.
Permitir o coração pleno e aberto
para o amor profundo tomar conta...
Feito és para a veneração elegante,
e não apenas para um instante.
Incorporar a energia preenchendo,
com o inevitável sentir mesmo tocar;
existo para você inteiro morar,
não preciso pelo seu amor implorar.
Nadar, se desviar dos clichês,
ter o poder de entregar e envolver
com a capacidade real de empolgar
você para oceanos inteiros cruzar.
Não preciso te pedir: a tua guarda
facilmente diante de mim se põe.
A reverência somos, ímpar sem negar,
e rendição mútua sem sequer lutar.
"Não quero fazer uma analogia meio que superficial, pessimista e conservadora a respeito da minha pessoa, porém se não der certo este meu relacionamento foi terminar me apaixonando por mim mesmo"....
Há pessoas que chegam à nossa vida como quem acende uma luz que nunca mais se apaga. Não entram para mudar tudo com estrondo, mas com a simplicidade firme de quem traz uma bondade verdadeira.
Um dia alguém me disse que não existem amigos verdadeiros. Com o tempo, percebi que talvez a questão não seja essa. Muitas vezes, somos nós que preferimos a companhia daqueles que nos elogiam e concordam com tudo o que fazemos.
O amigo verdadeiro nem sempre diz o que queremos ouvir, ele tem a coragem de mostrar nossos erros, apontar nossos excessos e nos ajudar a crescer. Já os falsos costumam alimentar nosso ego, exaltando cada atitude, certa ou errada, porque sua preocupação não é com quem somos, mas com o que podem ganhar de nós.
A sinceridade pode ferir por um instante, mas a bajulação engana por uma vida inteira. Por isso, vale mais um amigo que nos corrige com honestidade do que muitos que nos aplaudem por conveniência.
Na vida, encontraremos amigos verdadeiros e também aqueles que se assemelham à serpente do Éden. Os verdadeiros permanecem ao nosso lado nas derrotas, estendem a mão quando tropeçamos e celebram conosco cada recomeço. Já os outros observam nossa queda como uma oportunidade de ocupar o espaço que deixamos, pois, para eles, somos apenas mais um entre tantos.
O tempo revela quem caminha conosco por amizade sincera e quem apenas seguia ao nosso lado por conveniência. Afinal, nas horas difíceis, as máscaras caem e os corações se mostram como realmente são.
Existem dois tipos de pessoas em nossa caminhada: aquelas que nos dão asas fortes, feitas de coragem e confiança, para que possamos voar cada vez mais alto; e aquelas que nos oferecem asas de cera, belas à primeira vista, mas frágeis diante do calor da realidade. Com elas, até voamos por um instante, porém a queda costuma ser inevitável.
A pergunta que fica é: com que tipo de asas você tem alimentado seus sonhos? As que fortalecem sua jornada ou as que apenas sustentam uma ilusão passageira?
O que transforma uma simples imagem em arte, é o encanto que nasce no coração e transborda no olhar.
Sou menos do que penso
e muito mais do que sinto.
As antigas versões de mim se diluíram
como tinta,
e da mesma água turva
nasce outra forma,
que também se desfaz,
infinitamente.
As sombras do que fui ainda moldam o que sou.
Talvez eu ainda esteja nascendo.
Talvez eu nunca termine.
-Lunafonia
Habito um entrelugar perdido,
nem na matéria, nem infinito.
Não pertenço a nenhum tempo, espaço, dogmas ou pessoas.
Não pertenço à ideia que fazem de mim,
muito menos à fração visível
da personalidade que percebem no cotidiano.
Não me encontro nas coisas supérfluas da matéria,
mas também não me reconheço no céu deslumbrante.
-Lunafonia
Um dia, quando eu voltar...
Um dia, quando eu voltar, talvez nada esteja no mesmo lugar.
As ruas terão seguido seus caminhos, as pessoas terão contado novas histórias, e o tempo terá feito aquilo que sabe fazer melhor: continuar.
Mas algumas coisas permanecem.
Permanecem os abraços que não demos. As palavras que ficaram guardadas. Os sorrisos que a distância não conseguiu apagar.
Um dia, quando eu voltar, não quero encontrar o que ficou parado me esperando. Quero encontrar o que cresceu, o que floresceu, o que teve coragem de viver.
Porque quem ama de verdade não guarda a vida numa gaveta. Cuida dela até o reencontro.
E, se esse dia chegar, que a gente se reconheça não pelo que perdeu, mas por tudo aquilo que teve força para continuar sendo.
Um dia, quando eu voltar, que o tempo não seja uma desculpa. Que seja apenas a ponte entre duas saudades que sobreviveram.
Lucci Santz ✍️
Tranquilidade plena: Passageira, porém, Um bem que é prolongado
A plenitude da própria tranquilidade pode ser a sensação de dever cumprido; um jeito de desfrutar da sua solitude — fruto de um esforço contínuo para manter a sua integridade. Ainda que essa satisfação pessoal seja por pouco tempo, continua aprazível através de um indispensável estado de espírito que traz o vigor do renascimento; dessarte, Graças ao Senhor, cada instante tranquilo tem o seu proveito.
3° dia dormindo tarde.
Já são três dias com o sono desregulado.
Ultimamente, eu me sinto ansiosa, mais do que o normal. Sinto como se eu estivesse esperando demais, botando expectativas demais.. Não sei se isso é bom.
Me sinto perdida, atônita, alheia ao mundo. Eu tô sempre pensando demais, sentindo demais. Me preocupando demais.
Me sinto fora de controle. Não tenho posse do meu próprio corpo, da minha própria mente. É como se eu não pudesse mais controlar o que eu sinto.
Espero que isso passe logo.
A idolatria aos pastores é a cegueira dos crentes, mas o pior é quando a religião te esconde que Deus está dentro de você.
"Há uma linha tênue entre ajudar e virar escravo voluntário! Ser parceiro é dar uma força quando alguém precisa de ajuda, mas é algo bem diferente quando nos anulamos querendo carregar o mundo nas costas, deixando que folgados abusem de nossa boa vontade. Dizer "não" para o abuso alheio não nos torna pessoas ruins ou egoístas; nos faz indivíduos com amor-próprio e saúde mental em dia. Quem se acostumou com a nossa escravidão voluntária sempre vai achar ruim quando decidimos nos libertar. Aprender a colocar limites na nossa vida é a verdadeira libertação da caridade abusiva!"
O perfume dourado da primavera estava em sintonia com o silêncio azul da madrugada e era acariciado pela voz aveludada do vento, o sabor cristalino da esperança, cuja luz perfurmava os lírios no toque luminoso da ternura. O aroma quente do verão esperava a melodia prateada da chuva e seu brilho doce das lembranças na escuridão macia do crepúsculo. Eu sentia a doce tristeza da saudade e inventava muitas atividades para tentar esquecer a luminosa escuridão da alma. O silêncio que gritava em meu peito de uma ausência presente. A solidão me exigia muitos esforços para suportá-la. Mas eu era resiliente e não me deixava afogar nesse lago de fraquezas. Minha felicidade era melancólica, mas ainda assim era felicidade. Quanto mais forte eu ficava mais a força aumentava. E em solitude escrevia um poema sem pretensão de publicá-lo. Meu vazio tinha significados e me salvavam de um desalento destrutivo que eu evitava. E vivia cada eternidade de um segundo. Minha fragilidade era invencível. Por séculos esperei talvez uma solução mágica, mas corpórea que sou, aceito o materialismo do meu destino, sem lágrimas débeis a escorrer na face altiva. O céu inteiro cabia nos meus olhos e o tempo parou para observar. Minha saudade atravessou continentes, mas não saiu do peito, em ar rarefeito, eu me contive como uma rocha e colhi minha própria dignidade. A noite parecia infinita, mas o silêncio cobriu o mundo. Desejo que a noite proteja meus sonhos.
A alma é uma catedral habitada por silêncio. Nosso silêncio final. O amor é uma constelação na eternidade. Abstrato em muitas vidas. O tempo é um escultor de ruínas invisíveis. A memória é um jardim de folhas douradas, no vento de outono que tudo leva. O destino é um rio subterrâneo, que transforma as vidas de maneira invisível e incontestável. A esperança é uma estrela doméstica. A saudade é um oceano sem margens. A saudade é um olhar vago, parado, revivendo o passado. A consciência é um farol na neblina, que muito pouco sabe do inconsciente. A beleza é uma aurora interminável. A poesia é uma ponte subjugada sobre o abismo dos assuntos relevantes. O crepúsculo reconheu seus mantos de ouro do dia para ser rico no céu. A madrugada despertou os pássaros que já voavam em revoada sobre o vento, que carregava confidências antigas. À noite a lua velava os sonhos dos viajantes e a montanha guardava segredos milenares. O rio contava histórias às margens. Eu me queria neutra, mas a saudade visitou minha sala. Respirei fundo e segui em frente. O inverno caminhava lentamente pelas ruas e as estrelas observavam a cidade adormecida. Então o silêncio abraçou a floresta serena como um lago sem vento, brilhante como uma estrela infantil e delicada como pétalas de açucena. Uma montanha ancestral estava firme, livre como aves sobre os mares, profunda como a noite cósmica e suave como a luz da aurora. O dia nascia claro como as águas das nascentes, forte como raízes centenárias e simplesmente bela como um jardim radiante, a espraiar flores variadas, lírios, antúrios, rosas, açucenas. As flores era o que nos restava de beleza e estavam vivas e floridas.
Expressar através da linha o que eu sentia, penso que observar as pessoas e o meu dom vejo em um olhar diferente até um sorriso que parece desenhado um mero disfarce até sorriso radiante tem espinhos, até solução não tem solução a razão chegar não tem mais sentido.
Seu sorriso, minha razão, talvez até razões eu tivesse. Receio que quanto mais eu olhava, mais profundos ficavam, mais distante parecia. Quanto mais eu corria, mais eu tropeçava entre medo e razão. Até parece impossível, mas você me salvou, me deu a mão e meio à multidão.
