Coleção pessoal de testeteste123
Bom dia, meu amor.
Acordei hoje com o pensamento em você e a certeza de que a vida fica muito mais bonita desde que você faz parte dela. Queria que o sol de hoje tivesse o brilho do seu sorriso e que o dia fosse tão especial quanto você é para mim.
Que o seu dia seja iluminado, leve e cheio de razões para sorrir. Estou contando os minutos para a gente se encontrar novamente. Amo você!
E sabes o que mais mete pena Lucas?
É saber que amanhã haverá outra notícia confirmando outro morto, ou mais uma outra família a chorar sozinha.
Somos cheios de histórias, carregamos cicatrizes que ninguém vê, silenciosamente nos orgulhamos de vitórias de batalhas travadas em silêncio.
A vida já foi tão mais fácil... Saudade de quando não tínhamos bagagem, de quando éramos ingênuos e inocentes, totalmente crus, sem a menor noção de que a vida é brutalmente dividida entre o sofrer e o desfrutar.
Queria ter a vida de um livro, ser lido, amado, compreendido, ser beleza e mensagem, viver, sem ser só de passagem.
Queria ser poema todos os dias, não apenas escrito, mas vivido.
A vida é tão bela que um simples cumprimento não melhora apenas um dia; pode transformar profundamente uma vida inteira.
Eu te odeio!
Eu odeio seus olhos
Eu odeio seu sorriso
Eu odeio sua risada
Eu odeio eles
Porquê me fazem lembrar que você não é minha
Me fazem lembrar que a pessoa que você ama
Não sou eu
E eu não sei muito bem como reagir a isso, sabe?
Eu sei que você não me ama
Você não me ama, pessoa que detém o meu amor
Ao menos gosta de mim? Você diria que sim
Mas nós dois sabemos que não podemos dizer coisas assim
Somos íntegros demais, pessoa amada
E eu sou descortês demais comigo
Penso que, se eu entrasse totalmente em sua vida
Tornaria ela um mar de percalços e tribulações...
Eu não foi feito para o amor
Mas como ser-humano, desejo ardentemente amar a outro
E tenho em meu âmago, o desejo que seja você
O amor não é algo singelo, apesar de ser feito dos atos mais singelos da vida
Mas quando penso em amar você, penso também que seria a coisa mais simples da vida
Ao ponto que, se eu me esforçasse para te amar
Seria uma afronta ao amor
Algo vil, não somente à vista do mundo, como também à vista até mesmo dos céus
Não há em meu coração, desejo mais ardente do que te amar
Hei ainda, morrer de amor, hei de morrer de tanto te amar
Então, quebre o meu coração
Diga que não me ama, que não poderemos mais nós vê
Diga, fale, se é assim que desejas
Quebre o meu coração
Um coração tão vil, tão infame, tão miserável
Que o único que ousa ao menos o chamar, é Deus
Faça logo de uma vez, não brinque com ele
Logo ele
Feito de cicatrizes mal cuidadas
Dores mal resolvidas
Tristezas recorrentes e uma mente que nunca descansa
Isso é o que sou
Não precisa ficar triste por quebrar meu coração
Ele já é assim, quebrado. Sempre foi
"Não se importe com os ingratos. Deixai-os em paz. Cada um colhe aquilo que planta, e a ingratidão é uma lição que só a própria vida pode ensinar."
Otavio Mariano
Errante nos atos, magnifica nos fatos,
No silêncio que conspira, os sorrisos inspiram,
No ferrão a magoa, na ponta da lança o amor,
No verão somos um só, no outono já não existimos.
A trilha
Na noite mais fria que a montanha já contou,
uma mãe e seu filho seguiam o mesmo amor.
O vento cortava a pele, a alma e o coração,
mas havia um calor maior guiando cada direção.
A barraca era pequena diante da imensidão,
e o frio roubou o sono, mas não a emoção.
As estrelas testemunhavam, em silêncio e luz,
o amor mais puro da Terra seguindo sua cruz.
Às três da manhã, quando o mundo ainda dormia,
levantaram-se juntos, abraçados pela coragem que existia.
E cada passo na pedra, cada respiração no ar,
era uma declaração de quem escolheu não parar.
Subiram.
E a montanha os recebeu.
Não como visitantes,
mas como quem reconhece quem venceu.
Lá no alto, entre nuvens e o infinito azul,
o frio era intenso, mas o amor era mais sutil.
Daqueles que não fazem barulho nem precisam aparecer,
porque nasceram para permanecer.
Então veio a descida.
E com ela, o amanhecer.
O sol surgiu devagar, como quem tem medo de interromper
aquele encontro tão raro entre o tempo e o sentir.
A luz dourada tocou seus rostos cansados,
e o mundo inteiro pareceu ficar ajoelhado.
Pararam.
Um café quente fumegava entre as mãos.
E naquele instante tão simples, tão pequeno,
cabia uma eternidade de emoções.
A mãe tomou um gole.
Depois outro.
E pediu mais um.
Porque algumas felicidades são bonitas demais
para terminarem no primeiro gole.
O filho estava ali.
O sol estava ali.
A montanha estava ali.
E Deus também.
Guardando em silêncio aquele instante perfeito.
Anos passarão…
As trilhas mudarão.
As pegadas desaparecerão da terra.
Mas jamais do coração.
Porque o que ficou daquele dia
não foi apenas o topo alcançado.
Foi o amor caminhando lado a lado.
Foi o frio que virou lembrança.
Foi a luz vencendo a escuridão.
Foi uma mãe olhando para o filho
e agradecendo, em silêncio, pela bênção daquela companhia.
E foi aquele segundo café…
Que tinha gosto de amanhecer.
Gosto de conquista.
Gosto de saudade antes mesmo de acabar.
Mas, acima de tudo,
gosto de amor.
Daquele amor raro,
que não precisa de palavras,
porque aprendeu a ser eterno.
O maior horror não é o sobrenatural
Mas sim aquilo que é 'natural'
Aos falsos, se dizem reais e brilhantes
Aos baratos, que se fazem de luxo
E principalmente, aqueles que não dão a cara a tapa, mas sim apenas uma casca.
O Segundo Café (parte 02)
Há momentos que passam.
E há momentos que permanecem para sempre.
Naquela noite gelada, uma mãe e seu filho seguiram montanha acima, carregando mochilas nas costas e amor no coração. O destino era o Pico das Agulhas Negras. Mas eles ainda não sabiam que a verdadeira conquista daquela jornada não seria o topo.
Quando o relógio marcou nove da noite, pararam para descansar.
O frio, porém, tinha outros planos.
Invadiu a barraca, atravessou os casacos, congelou os dedos e roubou o sono. O vento uivava lá fora como se quisesse lembrar o quanto somos pequenos diante da imensidão da natureza.
Mas, naquela noite, havia algo maior que o frio.
Havia uma mãe.
E havia um filho.
Duas almas unidas por um amor tão antigo quanto a própria vida.
Às três da manhã, quando muitos estariam desistindo, eles se levantaram.
Cansados.
Congelados.
Mas juntos.
E quem caminha junto nunca enfrenta a escuridão sozinho.
Passo após passo, venceram a madrugada.
Até que chegaram ao topo.
O mundo parecia silencioso lá em cima.
Como se o céu tivesse parado por um instante apenas para contemplá-los.
E então começaram a descer.
Foi quando o milagre aconteceu.
O sol nasceu.
Devagar.
Pintando de dourado as pedras, as montanhas e os rostos marcados pelo frio da noite.
O calor voltou ao corpo.
Mas algo ainda mais bonito aquecia seus corações.
A certeza de terem vivido algo que jamais seria esquecido.
Pararam para tomar um café.
Uma cena simples.
Tão simples que muitos nem perceberiam sua grandeza.
Mas a vida costuma esconder seus momentos mais preciosos justamente nos detalhes.
A mãe segurou a caneca entre as mãos.
Sentiu o calor subir pelos dedos.
Tomou um gole.
Depois outro.
E resolveu tomar mais um café.
Talvez porque estivesse delicioso.
Talvez porque quisesse aquecer o corpo.
Ou talvez porque, no fundo da alma, desejasse prolongar aquele instante.
Porque ela sabia.
Sabia que um dia a vida seguiria seu curso.
Que os anos passariam.
Que o filho cresceria ainda mais.
Que novas montanhas surgiriam.
Mas também sabia que existem momentos que Deus nos entrega apenas uma vez.
E aquele era um deles.
Um amanhecer depois da noite mais fria.
Uma conquista compartilhada.
Um silêncio que dizia tudo.
Um café quente entre as mãos.
E o filho ao seu lado.
Quando a memória procurar os dias mais bonitos da vida, talvez ela não encontre primeiro o topo da montanha.
Talvez encontre aquele amanhecer.
Aquele segundo café.
Aquele olhar.
Porque algumas lembranças não ficam guardadas na mente.
Elas escolhem morar para sempre no coração.
O Segundo Café
Naquela madrugada gelada de montanha,
uma mãe e seu filho caminhavam juntos,
sem saber que estavam escrevendo uma lembrança
que o tempo jamais seria capaz de apagar.
O frio era cruel.
Daqueles que atravessam a roupa, a pele e os ossos.
Às nove da noite, deitaram-se na barraca para descansar.
Precisavam acordar às três da manhã para continuar a subida.
Mas o vento cortava a escuridão com tanta força,
e o frio era tão intenso, tão absurdo,
que dormir se tornou impossível.
Ali, no silêncio da montanha,
quando o corpo implorava por conforto,
a mãe olhava para o filho.
E o filho olhava para a mãe.
Sem muitas palavras, encontravam força um no outro.
Quando a hora chegou, levantaram-se.
Congelados. Cansados. Desafiados.
Mas seguiram.
Passo após passo, pedra após pedra,
vencendo o medo, o cansaço e a própria vontade de parar.
Até que chegaram ao topo.
O Pico das Agulhas Negras estava diante deles.
O frio continuava impiedoso,
mas naquele instante já não importava.
Porque existem conquistas que aquecem a alma.
E nenhuma vista era mais bonita do que a certeza
de terem chegado juntos.
Na descida, o céu começou a clarear.
A escuridão deu lugar aos primeiros raios de sol,
que tocaram seus rostos cansados como um abraço.
Depois de uma noite quase insuportável,
o calor parecia um presente.
Pararam para tomar um café.
A mãe segurou a caneca com as duas mãos,
sentindo o calor voltar lentamente ao corpo.
Tomou um gole.
Depois outro.
E resolveu pedir mais um.
Talvez porque aquele café estivesse especialmente gostoso.
Ou talvez porque ela soubesse que alguns momentos merecem durar um pouco mais.
Porque naquele segundo café havia algo além do sabor.
Havia a gratidão por estar viva.
Havia a felicidade de ter vencido a montanha.
Havia a alegria silenciosa de dividir tudo aquilo com o filho.
Anos passarão.
O frio será apenas uma lembrança distante.
As dores da subida desaparecerão.
Mas a mãe jamais esquecerá aquele amanhecer.
Jamais esquecerá o sol aquecendo a pele depois da noite mais fria.
Jamais esquecerá o filho ao seu lado.
E jamais esquecerá aquele segundo café.
Porque, às vezes, a felicidade não está no topo da montanha.
Está no privilégio de viver a jornada ao lado de quem amamos.
E foi exatamente isso que aquela mãe levou para casa:
Não apenas a conquista de uma trilha.
Mas uma memória eterna com seu filho.
