Coleção pessoal de pensador

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Nada contribui tanto para tranquilizar a mente como um propósito sólido, um ponto no qual se possa fixar a alma.

Mary Shelley
Tags: reflexão inspiração

O ideal seria que o homem preservasse sempre uma mente calma e tranqüila, e jamais permitisse que uma paixão ou um desejo transitório lhe perturbassem a paz.

Mary Shelley

Se eu não posso provocar compaixão e amor, então, eu vou provocar o terror.

Mary Shelley
Tags: literatura escrita

Eu preciso dizer o que sinto e penso de alguma forma - é um alívio! Mas o esforço está ficando maior que o alívio.

Charlotte Perkins Gilman
Tags: escrita literatura

Há coisas nesse papel de parede que ninguém sabe sobre mim e nunca vai saber.

Charlotte Perkins Gilman

Morte? Por que toda essa confusão com a morte? Use sua imaginação, tente visualizar um mundo sem morte! A morte é a condição essencial para a vida, não um mal.

Charlotte Perkins Gilman

Não há mente feminina. O cérebro não é um órgão relacionado com o sexo. Também não se fala de um fígado feminino.

Charlotte Perkins Gilman
Tags: reflexão sociedade

Por muito tempo fui incapaz de distinguir o que era aquela coisa em segundo plano, aquele subpadrão indistinto, mas agora estou bastante certa de que se trata de uma mulher.

Charlotte Perkins Gilman
Tags: reflexão sociedade

pois é agora
que abro também tua jaca
e desdobro uma por uma
as tuas ideias plissadas
hoje eu vou te concutir
e depois ainda passo um arado
na tua roça de cicatriz
vou te deixar terraplano

Maíra Mendes Galvão

as mulheres
como nós
ocultas
aos domingos
vadiam
o quanto podem
a qualquer hora
e sozinhas
conjuram demônios
se despem das peles
furam bonecos
viram sirenas
arpejam
arrastam móveis
afiam facas

Maíra Mendes Galvão

tempos bicudos

lip
lab
lang
langue
linguagem
láparo
long
lab
lip

bo
bo
boca
balal
bela
ba
ba

sim
safa
sofia
safadita
sofis
safo
sim

Maíra Mendes Galvão

the dream is always the same

pelo olhar sensível de gael, anita foi registrada
ao sorver seu remédio urbano, uma panaceia
de talos nutridos em gosma atmosférica
da dedigrisa pauliceia desvairada

simulacro bem efeito e postado
ante o brilho de coreografado reboliço
de dedos glissantes e stacattos
o par ex-sedento caiu na trombada

no que a chôcha vontade degringolava
e se quase cantava batalha gorada
gael cuidava de martelar o pino
na prenda rosa-médio cada vez mais baça

anita lhe dizia, sem fogo nas bilas vagas
que uma diezira tremenda lhe acometia
ao superlotar-se a polpa sanga
de estandartes fincados em várzea

gael, já morto no banhado
– o coco esbagaçado –
queixou-se de cafubira baita
e baliu: não sei de nada!!!

Maíra Mendes Galvão

ersatzspielerin

teimo em não acender a luz, encalhada
sem saber se quem – eu ou o mundo
é suplente de algo primevo
se o que existe é a tensão ou
degrau de recursividade.
o violento da memória é a retenção do vazio.
penso em palavras multiportantes, como não me escapa fazer:
merimnologia, ou: considerar é arder.
mermeridade, ou: ansiar é condenar-se.
metameridade, ou: a parte pelo todo.
palavras me procuram, procuram a nós
porque as salvamos de um desígnio adjunto
nos lançamos aos fins da tensão.
me vejo merócrina, exocito
e a elas entrego
qual impostora estertorada
o grau primeiro das coisas.

Maíra Mendes Galvão

um desvio perfeito

como se o pequeno vaso
fosse salvar o mundo
da tristeza

Ana Estaregui

amor aos pedaços

às vezes a felicidade é um rótulo bonito de azeite que recolho em silêncio da mesa de jantar para que não desconfiem da minha sanidade.

Ana Estaregui

geologia

essas minhas linhas
da mão
me dizem que nasci
sem sorte
pro amor
a linha do coração: uma trilha
entrecortada descontínua atravessada
andarilha
seguem até o meio da palma, aos buracos
aos tropeços, ainda que sem pedra
no caminho
do médio
ao indicador
como se o abismo
fosse apenas
um vão entre os dedos

Ana Estaregui

um cavalo pode mudar o curso
de um poema
é preciso não temê-lo
os saltos, os espaços vazios
de como se arranjam entre si
de como, sem atrito, produzem luz
disse
deixe o seu corpo boiar
pra que as letras pairem diante dos olhos
é preciso que o dia nos encubra
com alguma névoa pálida
e a fumaça dos automóveis forme
entre nós e as coisas
uma espécie de anteparo vertical
quase transparente
e nos faça avistar de longe os músculos rijos
de um bando de animais que trotam
por entre os carros

Ana Estaregui

há sempre um degrau
entre o que se escreve
e o que se gostaria
de ter escrito
e quando há um poema
inexaurível
desses que nunca mais se pode
parar de ler
que não se pode mais soltar
porque no meio dele há um vórtice
um poço d’água potável
onde se pode nadar muito
em círculos, sem pressa
onde se pode apanhar com as mãos
os peixes intermináveis
não há como não ponderar
sobre qual seria o verdadeiro poema
aquele outro ainda maior
mais robusto
que alguém tentou escrever

Ana Estaregui

Improvisar, adaptar, superar.

Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos
Tags: improvisar adaptar

Professor Yang, não finja amanhã que isso nunca aconteceu. Eu te disse hoje o que sinto em relação a você. Não finja amanhã que isso nunca aconteceu.

Hospital Playlist
Tags: fingir acontecer