Coleção pessoal de pensador
Meu amigo Zé Fulô,
Não siga por esta tria,
Você ainda confia
Em premeça de dotô?
Aquilo que ele falou
É somente imbromação.
Quando é tempo de inleição
Esse home se prepara
Trazendo um santo na cara
E o diabo no coração.
Sempre prezei minha independência e minha liberdade. Liberdade de pensar por minha cabeça, dizer não ao que acho errado, aplaudir o que acho certo.
Muitas vezes o trabalho me absorve tanto que eu acho que continuarei sempre abstraído demais e desajeitado para me virar também com o resto da vida.
Invejo aos japoneses a extrema nitidez que têm todas suas coisas. Elas nunca são aborrecidas e nunca parecem ter sido feitas às pressas. Seu trabalho é tão simples quanto respirar e fazem uma figura com alguns traços firmes com a mesma facilidade com que abotoam uma camisa.
As necessidades da pintura são como as de uma amante ruinosa, não se consegue fazer nada sem dinheiro, e nunca se tem o suficiente.
A gente serve pra dar esperança, pra deixar legado, pra não deixar ninguém tocar no que é nosso. A gente serve pra explicar que isso aqui é pra quem tem a nobreza de reconhecer que nada nem ninguém é o mesmo de antigamente. Mas que esse sentimento é o mesmo pra sempre. E isso, pro nosso povo, é o que serve.
A gente infelizmente vira e mexe parece um povo meio remendado, só porque um pensa “a” e o outro pensa “z”. Mas quando precisa mostrar pro mundo que Brasil é com S, a gente se une.
Avisa que a gente é um povo que muitas vezes enfrenta e perde, sim. Que sofre. Um povo que, mesmo com muito trabalho, leva. E por isso reclama, cobra, claro. Mas quando ouve alguém falando da gente…
A vida é pouco a pouco. Hoje dou meio passo, depois de amanhã dou mais meio passo. Que impaciência. Querer engolir a vida de um só trago e depois talvez algo como morrer. Mas meu próprio sangue é lento.
A atenção é o vetor que corre por toda a vida humana. A gente tem que voltar o foco para as partes de nossas vidas que são boas, porque a gente tá perdendo isso quando a gente perde um dia inteiro nas redes sociais.
Nossa atenção tem sido explorada por uma indústria muito poderosa, de uma sofisticação tecnológica sem precedentes na história humana.
Não dá pra se viver numa ilha deserta. As ilhas precisam de pessoas que as conectem pra que sejam habitáveis.
