Coleção pessoal de pensador

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Vou conversar com seu pai pra gente casar. Eu não tenho dinheiro como ele gostaria mas tenho um peito que dentro só cabe teu nome e medo nenhum quando penso em você. Se tudo der errado te proponho uma fuga e muito amor pro resto da vida.

E se não existir momento perfeito?, mais por culpa do perfeito que do momento.

Sangrou, como sangram todas as perdas.

minha mãe era uma flor
que sangrou por ser idealista
por isso se fechou
em aço

Nas repetições é que se instalam os afetos cotidianos.

Desde quando sabemos de todas as coisas que acontecem no mundo se mal sabemos o que se passa no fundo do nosso coração?

É uma pena que a maioria das nossas avós vão embora antes de virarmos pessoas que sabem aproveitar uma conversa.

Eu sei que não morrer, nem sempre é viver.

Gosto de escrever palavras inteiras, cortadas, compostas, frases, não frases. Gosto de ver as palavras plenas de sentido ou carregadas de vazio dependuradas no varal da linha. Palavras caídas, apanhadas, surgidas, inventadas na corda bamba da vida.

Escrever funciona para mim como uma febre incontrolável, que arde, arde, arde…

As palavras, às vezes, feriam segredos e escorregavam pela ladeira abaixo parando lá na delegacia.

Às vezes a morte é leve como a poeira. E a vida se confunde com um pó branco qualquer. Às vezes é uma fumaça adocicada enchendo o pulmão da gente.

Se ao menos o medo me fizesse recuar, pelo contrário, avanço mais e mais na mesma proporção desse medo. É como se o medo fosse uma coragem ao contrário.

Achava também que qualquer vida era um risco e o risco maior era o de não tentar viver.

O amor pedia o direito de amar, somente.

Escrever é uma maneira de sangrar.

Relembrava a vida passada, pensava no presente, mas não sonhava e nem inventava nada para o futuro.

Enquanto o sofrimento estivesse vivo na memória de todos, quem sabe não procurariam, nem que fosse pela força do desejo, a criação de um novo destino.

A vida era um tempo misturado do antes-agora-depois-e-do-depois-ainda. A vida era a mistura de todos e de tudo. Dos que foram, dos que estavam sendo e dos que viriam a ser.

Eu achava que odiava a cidade e o colégio com todas as minhas forças, mas agora que estou vendo o fim da estrada, fico triste por estar terminando. Olho em volta e gostaria de conservar tudo, porque sei que chegará o dia em que esquecerei os nomes deles.