Coleção pessoal de pensador

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Além do vento há uma outra coisa que sopra.

Acontece que sou tão ávida da vida, tanto quero dela e aproveito-a tanto e tudo é tanto – que me torno imoral. Isso mesmo: sou imoral.

Amor, com a esperança já perdida
o teu sagrado templo visitei;
por sinal do naufrágio que passei,
em lugar dos vestidos, pus a vida.

Que queres mais de mi, que destruída
me tens a glória toda que alcancei?
Não cures de forçar-me, que não sei
tornar a entrar onde não há saída.

Vês aqui a alma, a vida e a esperança,
despojos doces do meu bem passado,
emquanto quis aquela que eu adoro.

Neles podes tomar de mi vingança:
e, se ainda não estás de mi vingado,
contenta-te com as lágrimas que choro.

Quando da bela vista e doce riso
Tomando estão meus olhos mantimento,
Tão enlevado sinto o pensamento,
Que me faz ver na terra o Paraíso.

Tanto do bem humano estou diviso,
Que qualquer outro bem julgo por vento;
Assi[m] que, em caso tal, segundo sento,
Assaz de pouco faz quem perde o siso.

Em vos louvar, Senhora, não me fundo,
Porque quem vossas cousas claro sente,
Sentirá que não pode conhecê-las.

Que de tanta estranheza sois ao mundo,
Que não é de estranhar, Dama excelente,
Que quem vos fez fizesse céu e estrelas.

As cousas árduas e lustrosas se alcançam com trabalho e com fadiga.

Que poderei do mundo já querer,
que, naquilo em que pus tamanho amor,
não vi senão desgosto e desamor,
e morte, enfim; que mais não pude ver!

Pois vida me não farto de viver,
pois já sei que não mata grande dor,
se cousa há que mágoa dê maior,
eu a verei; que tudo posso ver,

A morte, a meu pesar, me assegurou
de quanto mal me vinha; já perdi
o que perder o medo me ensinou.

Na vida desamor somente vi,
na morte a grande dor que me ficou;
parece que para isto só nasci.

Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.

Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.

Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.

Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.

Amor mil vezes já me tem mostrado
o ser-me vida o mesmo fogo ardente,
como quem queima um dedo e facilmente
no mesmo fogo o torna a ver curado.

Meu mal, tristeza, dor, pena e cuidado,
o bem, a vida alegre, ser contente
naquela vista pura e excelente
pôs, por essa maneira, o tempo e fado.

Que veja mil mudanças num momento,
que cresça nelas todas sempre a dor
não sei, que os meus castelos são de vento!

O tempo, que vos mostra ser senhor,
por mais que contra mi se mostre isento,
há de tornar por tempo tudo amor.

A felicidade do casal é inversamente proporcional à quantidade de posts.

Eu tenho a teoria de que, quanto mais a pessoa posta sobre alguma coisa, menos real é e menor a chance de dar certo.

Enquanto a gente não conviver, enquanto as pessoas não puderem falar com honestidade das coisas, a gente vai continuar sendo um país desonesto em tudo. Desonesto na opinião, desonesto na político. Nós somos desonestos porque hoje a gente não pode falar. A gente não pode conviver.

Escolher não estar mais com você não é viver o amargor ao invés do amor. Eu vou viver o amor. Só não vai ser com você.

Hoje eu me escolho, mesmo que me doa, mesmo que por vezes eu não queira, mesmo ainda te amando.

A traição faz você se invalidar, faz você se sentir idiota, burra, palhaça, trouxa. É uma dor impossível de explicar. É uma quebra da confiança no próximo. É o medo de acreditar nas pessoas. É um sonho destruído. É toda a sua entrega, todo o seu zelo, cuidado, amor, jogado fora.

É insuportável que a traição, a quebra de combinado, respeito, confiança, zelo, cuidado, continua sendo normalizada. Um erro pontual. Só quem já foi traída sabe da dor que se sente, a dor que se acarreta e desencadeia o que eles chamam de erro pontual. Da autoestima destruída, da dúvida, da insegurança que algo assim causa. A traição faz você se invalidar, faz você se sentir idiota, burra, palhaça, trouxa. É uma dor impossível de explicar. É uma quebra da confiança no próximo. É o medo de acreditar nas pessoas. É um sonho destruído. É toda a sua entrega, todo o seu zelo, cuidado, amor, jogado fora. Intensa demais? Intenso demais é alguém que larga tudo o que prometeu, se propôs, construiu a dois, por um momento num banheiro sujo de um bar.

De resto, é só amor. Paixão, admiração, respeito, entrega. Quando você é traída, até se questiona da sua capacidade de discernimento por ter acreditado e caído na mentira que ainda geralmente vem não só antes, como depois da traição. Como se a traição já não bastasse. Nos colocam como loucas, dão risada da nossa intuição, literalmente falam que a realidade é um detalhe pra você. Invalidando tudo o que a gente pensa, acredita, vê, tudo que é real. Nos atacam sem parar, como se não fôssemos nada. Mentem olhando no olho como se fôssemos uma ameba que cai em qualquer coisa que eles possam dizer. A verdade é que eles acreditam em tudo isso. Eles acreditam que somos burras, frágeis, fáceis de convencer, de manipular, que o mundo é deles e eles podem tudo. Que nada é grave. Que sabe como é, o homem é assim. Meu amor, infelizmente, você mexeu com a mulher errada.

Hoje vocês não vencem. Hoje eu quebro o ciclo pela minha mãe, por minhas tias e por todas as mulheres que eu vi a minha vida inteira sendo traídas e não tinham muitas vezes nem pra onde ir, acabando por ter que ficar com o traidor dentro de casa. Hoje eu me escolho, mesmo que me doa, mesmo que por vezes eu não queira, mesmo ainda te amando. Hoje eu me protejo e não vou te proteger, mesmo que eu queira. Porque você, naquela noite, naquele bar, não me protegeu, mesmo que eu quisesse. Hoje eu te dou um adeus por mim e por todas nós. E, antes de ir, eu quero te responder que: escolher não estar mais com você não é viver o amargor ao invés do amor, como você me disse. Eu vou viver o amor. Só não vai ser com você.

Abram os portões
Preparem o caminho ao Rei
O Deus que vem salvar
Aqui está pra libertar
Quem pode impedir o Eterno?

Nosso Deus é o leão, leão de Judá
Rugindo com poder, é o que luta por nós
Todo joelho dobrará
Nosso Deus é o cordeiro que ressuscitou
E dos nossos pecados Seu sangue nos salvou

O inferno não pode prevalecer
Vamos avançar, não vamos parar de crescer
Ninguém pode parar a igreja do Senhor

Não caminhamos pelo que vemos
O que nos move é o que nós cremos

Pressionados, mas não desanimados
Perplexos, mas não desesperados
Estamos de pé