Coleção pessoal de pensador
Ela deixou para trás pequenos traços de sua passagem na Terra, visíveis apenas para aqueles que sabem onde olhar.
Entretanto, seu pai, o rei, sabia que a alma da princesa regressaria, talvez em outro corpo, ou outro tempo e lugar, e ele a esperaria até seu último suspiro, até que o mundo deixasse de girar…
Dizem que há muito, muito tempo no mundo subterrâneo, onde não existem nem a mentira, nem a dor, vivia uma princesa que sonhava com o mundo dos humanos. Ela sonhava com o céu azul, a brisa suave e o sol brilhante. Um dia, enganando toda a vigilância a princesa escapou. Uma vez no exterior a luz do sol a cegou e apagou de sua memória qualquer indício do passado. A princesa esqueceu quem era e de onde vinha e seu corpo sofreu com o frio, a doença e a dor. E com o passar dos anos ela morreu.
Os essencialistas passam o maior tempo possível explorando, escutando, debatendo, questionando e pensando. Mas essa exploração não é um fim em si. Seu propósito é discernir as poucas coisas vitais das muitas triviais.
O não essencialista acha que quase tudo é essencial. O essencialista acha que quase tudo é não essencial.
Sem dúvida, o trabalho árduo é importante. Porém, mais esforço não gera necessariamente mais resultado.
Embora nem sempre tenhamos controle sobre as opções, sempre temos controle sobre qual delas escolhemos.
Os essencialistas veem as soluções de concessão como parte inerente da vida, não como algo negativo. Em vez de indagar: “Do que tenho que abrir mão?”, perguntam: “Em que quero investir tudo?” O impacto cumulativo dessa pequena mudança de ponto de vista pode ser profundo.
Tornar-se essencialista exige a conscientização da capacidade de escolher. Precisamos reconhecê-la como um poder invencível dentro de nós, que existe separado e distinto de todas as outras coisas, pessoas ou forças.
Por que os adultos achavam que as crianças suportavam melhor os segredos do que a verdade? Será que não faziam ideia das histórias tenebrosas que elas inventavam para explicar os mistérios?
Eles eram o seu lar quando ela estava num lugar estranho – vozes familiares, amigos que nunca brigavam com ela, amigos inteligentes e poderosos, audazes e experientes, viajados, aventureiros calejados.
Ele pegou uma das minhas mãos entre as suas, e eu levei a outra até o seu rosto, imaginando como aqueles olhos podiam ser tão parecidos com pedaços de gelo e mesmo assim me aquecer tanto por dentro.
Meu coração se abriu para ele enquanto escutávamos, olhando diretamente um para o outro, e eu senti os elos que nos ligavam – filamentos frágeis que poderiam se arrebentar facilmente.
