Coleção pessoal de pensador

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É incrível como a vida é terrível às vezes, mesmo entre gente pretensamente civilizada. Acho que, de vez em quando, todos nós nos comportamos como se estivéssemos em um programa de televisão vulgar, queiramos ou não. Por isso esses dramalhões dão tão certo na televisão.

Desta vez quero ir sozinha. Não sei por que, mas sinto que desta vez preciso mergulhar na minha própria mente.

A coragem não é a ausência de medo ou desespero, e sim a força para dominá-los.

Ela havia aprendido uma amarga lição: que a vida era efêmera e que, a qualquer momento, poderia perder tudo e ter de recomeçar.

Quando a raposa ouve o grito do coelho ela vem correndo, mas não para ajudar.

Hannibal havia entrado no longo inverno de seu coração. Dormiu tranquilamente e não foi visitado em sonhos como seres humanos costumam ser.

São os valentões que saem machucados. Hannibal não observa a hierarquia social. Eles são sempre maiores e Hannibal os machuca com muita rapidez, às vezes, gravemente.

Você não se sentiu tão mal porque matá-lo foi bom? [...] Não se preocupe. Por que não achar bom? Deve parecer bom a Deus: Ele faz isso o tempo todo, não somos feitos à Sua imagem?

O garotinho Hannibal morreu em 1945 lá na neve, tentando salvar a sua irmã. Seu coração morreu com Mischa. O que ele é agora? Ainda não existe uma palavra para isto. Por falta de uma palavra melhor, o chamaremos de monstro.

Eu sou Majur, de Salvador
Terra do pelô
Berço da escravização ancestral
Libertação geral
Represento as cores, dores
De um Brasil de Preto, branco, pardo, índio

Deixa eu colorir suas paredes brancas
Desvendar as dobras do seu coração
De papel, mel, veneno, mortífero, ingênuo
Menina, você veio do céu

Íris de cor
Borboletas embrulham
Só pra você, oferto o mais belo de mim
Só pra você, fiz essa canção
É amor, emoção
Sons de trovão
Peguei minha caixa de giz
Estendi a mão, se deixa ir

Tem vezes que eu penso que é melhor
Largar isso tudo e não arriscar mais
Tem vezes que eu penso que é mais fácil
Não querer demais
Tem vezes que eu penso que é melhor
Bailar a solitude e deixar o cais
Mas você é o mar desse naufrágio
E dói demais

Então sigo no desvio
Queimaram todo o pavio
E quanto mais eu lembro do calor que foi
Mais eu sinto frio

Sempre costurando o peito
Moço sem respeito
Procurando paz

Ja andei por vias tortas
Me bateram portas
Ja penei demais

Tenho um maço de receios
Não durmo direito
Onde está meu lar?

Mas se te encontrasse hoje
Ao menos essa noite
Te chamaria pra dançar

Eu não me sinto uma pessoa boa mais
Eu não me encontro, só me perco e tanto faz
Eu acho que esqueci como é que voa

Meu bem
Tá tão confuso de viver
Os dias passam
E eu só rezo pra tudo se resolver

Você ficou tão real
Era tão especial
Eu viciei em você
Eu vicie na tristeza
Só pra não te perder

Eu precisei me cuidar
Precisei me esperar
Tenho que me refazer
Eu tô tentando entender
Eu não posso mais te ver

Adeus céu azul
Mundo em descomunhão
Eu vou pra essa cidade
Pra perto do tal do ego bom
Adeus, adeus céu azul
Não rasga a pele
Fere o coração
Me dê intimidade
Pra deitar e sonhar no teu chão

Hoje eu que finjo que você não existe
Se soubesse de onde eu vim, não me sorria
No oposto do sol encontrei o meu posto
E te queimei com meus raios em grande quantia

Vou avisar
Vou avisar aos cachorros da rua
Que a minha ferida crua é melhor não lamber
Vou avisar
Vou avisar aos cachorros da rua
Que pro povo pobre, a vingança pode ser mel e prazer