Coleção pessoal de pensador

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Uma comunidade de homens livres não pode existir se sua base espiritual não for unicamente a lei.

Em cada um de nós reside um mistério, e esse mistério é a personalidade humana.

Na avenida, deixei lá
A pele preta e a minha voz
Na avenida, deixei lá
A minha fala, minha opinião

A minha casa, minha solidão
Joguei do alto do terceiro andar
Quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida
Na avenida, dura até o fim

Mulher do fim do mundo
Eu sou, eu vou até o fim cantar

Para filosofar, o homem deve colocar toda a sua alma em jogo, da mesma forma que, para correr, ele deve usar o coração e os pulmões.

Amar é dar o que se é, o próprio ser, no sentido mais absoluto, mais descaradamente metafísico, menos fenomenalizável dessa palavra.

Meu choro não é nada além de carnaval
É lágrima de samba na ponta dos pés
A multidão avança como vendaval
Me joga na avenida que não sei qual é

Pirata e super homem cantam o calor
Um peixe amarelo beija minha mão
As asas de um anjo soltas pelo chão
Na chuva de confetes deixo a minha dor

Nós amamos a verdade, nós amamos a Deus, todos nós amamos os homens.

E quando tua mãe ligar
Eu capricho no esculacho
Digo que é mimado
Que é cheio de dengo
Mal acostumado
Tem nada no quengo
Deita, vira e dorme rapidinho
Você vai se arrepender de levantar a mão pra mim

Cadê meu celular?
Eu vou ligar pro 180
Vou entregar teu nome
E explicar meu endereço
Aqui você não entra mais
Eu digo que não te conheço
E jogo água fervendo
Se você se aventurar

Ela é de leão e tem fogo
Quando desce a ladeira da federação
Quando sobe a ladeira da quebrada
Altera a ordem do espaço com seus passos

Quando você for ver o mar
Seus olhos mergulhar na casa de Iemanjá
A Bahia de todos os santos vão abençoar
E verá seu interior festejar
A lembrança de ser livre
Na selva
No barro
No mangue

Nas dunas de um corpo que baila
No canto que o vento espalha
Segue o barco
Segue o rumo

Feito um cometa você chegou
E me abraçou com todo ardor
Fez a extinção das coisas más
Levou o mar pro meu sertão
Ser tão assim
Assim tão só
Nem mesmo o dó de uma canção
Refrescava o chão
Meu chão vermelho
Era seco igual ao pão na mesa

É uma causa nobre
Há solidão pra todo lado
Em cada gesto civilizado
É se perder do outro
Quando esse alguém de você foge

É achar a si próprio
Voar entre os bandos
Sobre os muros dos becos sem saída
É uma ação primitiva
É voltar pra barriga
A solidão se desmanchou em chuva
Ensopou as ruas do meu coração

A solidão se desmanchou em chuva
Ensopou as ruas do meu coração
Onde havia buracos de mágoa
Lagos cheios de paixão

A solidão tem dois lados
Pra quem quer
Pra quem pode
É um adeus mal colocado

Mas hoje Ele põe um ponto final
E acaba de uma vez com esse lamento
Essa angústia no teu peito que te faz ficar assim

Ponto final em tudo aquilo que te faz sofrer
Ponto final em tudo aquilo que te faz chorar
Ponto final nessa tristeza que ocupava o teu coração
Ponto final nessa porta que se fechou
Ponto final na consequência que ficou
Em tudo isso Ele põe ponto final e acabou

Procuro meu caminho
Bem na palma de minha mão
Persigo meu destino
Ouço a voz de minha mãe

Dizendo filha olha
Ao seu redor entenda
Tudo é como deve ser
Tenha coragem

Cresça
Procure um abrigo
Quando a tristeza canta
Desobedeça a dor

Cobri-me de deslumbre e mágica
E jurei de dedos cruzados
Que eu ia converter
Inverter os papéis
Porque eu quero é viver
Na mansidão
Mansa fúria como o mar

E a incerteza de seguir
Me persegue como um cão faminto
Eu escrevo
Grito
Escancaro o peito
Por eu ser assim tão sentimental

Já se foi minha alegria
E a felicidade que me cobria
Foi simbora bem na hora
Quando eu já ansiava para ter o novo alvor
A desaguar em mim

Cobri-me de cimento e lástima
Já tranquei neste meu corpo
A repulsa
O desconforto
O desfecho do momento
Desmantela o coração
Se o acaso do descaso
Trouxesse o meu chão

A noite foi longa e o medo te cercou
Achando que o teu Deus te abandonou
Impossível acontecer
Existe um Deus que não tira os olhos de você
De longe, de perto
Ele escuta o teu frágil coração antes de bater