Coleção pessoal de pensador
Dona de quê
Se na paisagem onde se projectam
Pequenas asas deslumbrantes folhas
Nem eu me projectei
Se os versos apressados
Me nascem sempre urgentes:
Trabalhos de permeio refeições
Doendo a consciência inusitada
Dona de mim nem sou
Se sintaxes trocadas
O mais das vezes nem minha intenção
Se sentidos diversos ocultados
Nem do oculto nascem
(poética do Hades quem me dera!)
Dona de nada senhora nem
De mim: imitações de medo
Os meus infernos
Preparem minha filha para a vida
Se eu morrer de avião
E ficar despegada do meu corpo
E for átomo livre lá no céu
Que se lembre de mim
A minha filha
E mais tarde que diga à sua filha
Que eu voei lá no céu
E fui contentamento deslumbrado
Ao ver na sua casa as contas de somar erradas
E as batatas no saco esquecidas
E íntegras.
Tanto
tempo a pensar
divino esforço
que adormecendo
deus sonhou consigo:
Sonhou braços e pernas
e cabeças,
sonhou paisagens
de mental pudor
conversas calmas
com o quase feito
E esforçado ficou
e exausto se quedou
ao ver-se assim traído
pela obra criada
Só em sonho
Usamos todos a ilusão
de fabricar a vida:
história, constelações
de sons e gestos
Usamos todos a suprema glória
do amor: por generosidade
ou fantasia, ou nada, que de nada se fazem
universos
Acredito no poder curativo e iluminador da narrativa, e acho que há algo a ser procurado ao olhar para o mal, tentando entendê-lo, imaginando se talvez sejamos todos um pouco responsáveis. Algo humano deveria ser estranho para nós? Essa pergunta é aterradora e bonita.
Como apelidos, os arquétipos podem ser ferramentas organizacionais úteis, mas também acabam suprimindo idéias mais sutis do mal e da escuridão na feminilidade.
Acredito que precisamos rir e estremecer para entender nossa própria história humana, que é parcialmente uma herança da morte.
Os assassinos em série não são assustadores porque são homens; eles são assustadores porque destroem a ordem.
Eu me pergunto se as assassinas em série não foram estudadas extensivamente porque, no final das contas, em nossos corações, não as consideramos antagonistas dignas.
A arma de um covarde? Não muito. O veneno é a arma dos que não têm emoção, dos sociopatas e dos realmente cruéis.
Os meninos não fazem as coisas sem motivo na frente da garota que eles gostam. Sempre há uma razão. Estou falando por experiência própria, então pode confiar em mim.
(Yoon Ji Hoo)
Crianças… Quando estão diante daquilo que realmente querem, não hesitam. Se elas perderem o que querem, sabem que vão começar a chorar.
(Chu Ga Eul)
