Coleção pessoal de pensador
Líquida
Sou de amor perdida
Louca de água
Bela-acordada
Sem margens do Ipiranga
Declaro minha independência ou sorte!
Sobremesa da eternidade
Poetas são abutres
Dos próprios desejos
Mastigam com binóculos
Os próprios medos.
Hoje eu quero te levar pra viver na Itália
Viver uma vida tranquila, encontrar o nosso lugar
Sobe na minha Ferrari, que eu nem tenho carta pra pilotar
E eu sinto a sua falta, mas não quero assumir
Só de pensar nisso dá vontade de sumir
Foi daí que eu fugi
E eu tentei melhorar, mas só me perdi
Eu juro que eu queria ter uma máquina do tempo
Voltar pra quando ainda tinha sentimento
Hoje eu não tenho mais
Eu errei, assumo, mas que que adianta
Se não tem como eu voltar atrás?
Nem me despedi, já tô com saudade demais
Você faz ideia de como é minha vida? Milhares de pessoas me seguem todos os dias, veem tudo o que eu faço, mas não fazem a menor ideia de quem eu sou.
Fazer o quê se sou assim
Se em cada coisa que eu toco
fica o jasmim
Fazer o quê se estou aqui
metade em você
metade em mim
Você está em tudo o que eu gosto
O que quer quando me olho?
Se em tudo que eu pulso
você vibra
Se em tudo que é certo
está teu projeto
com 3 letras teu nome
Meu sobrenome incompleto
Agora não quero
menos que tudo
E um pouco mais
não acerto
rima rica o cacete
prefiro a plebe dos verbetes
só vou ser uma poeta de reputação
e moça de boa família
o dia que acabar com esse amor a rima
sem explicações concretas
posso exagerar no visual
sair pela estrada
em uma via marginal
aí vou cair na gandaia
com as palavras
não importando o artigo
podia me especializar
em orgia
com os significados
e as insignificâncias
mas chega de intelectualidades e
elogio aos sentidos
que isso me dá uma puta ânsia
procura, então, tem cura?
há quem diga que prevalece a loucura
há quem veja na pergunta
o ponto chave e o buraco da fechadura
mas a dúvida perdura
se há uma palavra que te possua
ainda que precavidos
de prerrogativas e abismos
estamos bem servidos
por esses achados
somos perdidos
