Coleção pessoal de pensador

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Enquanto não consegui fazer minha voz ser ouvida, não consegui pertencer verdadeiramente ao movimento. Antes de exigir que os outros me ouvissem, precisei ouvir a mim mesma, para descobrir minha identidade.

Assim como me rebelei contra as noções sexistas do lugar da mulher, desafiei as noções de lugar e identidade da mulher dentro dos círculos do movimento de libertação da mulher; não consegui encontrar meu lugar dentro do movimento. Minha experiência como jovem negra não era reconhecida. Minha voz, assim como a de mulheres como eu, não era ouvida. Sobretudo, o movimento mostrou como eu me conhecia pouco e também como conhecia pouco meu espaço na sociedade.

Cresci sabendo que queria ser escritora. Desde os tempos de menina, livros têm me oferecido visões de novos mundos diferentes daquele com o qual eu tinha mais familiaridade. Como terras exóticas e estranhas, livros me proporcionaram aventura, novas formas de pensar e de ser. Sobretudo, apresentaram uma diferente perspectiva, que quase sempre me forçava a sair da zona de conforto. Eu ficava admirada por livros poderem oferecer pontos de vista diferentes, por palavras em uma página poderem me transformar e me mudar, alterar minha mente.

A melhor poesia terá o poder de nos moldar, sustentar e deleitar como nenhuma outra coisa é capaz de fazer.

Para a poesia, a ideia é tudo; o resto é um mundo de ilusão, de ilusão divina.

A desigualdade tem o efeito natural e necessário, nas atuais circunstâncias, de materializar nossa classe alta, vulgarizar nossa classe média e brutalizar nossa classe baixa.

O pensamento livre de uma era é o senso comum da próxima.

Em sonhos me surges. Por isso
Amanhã outra vez melhor me sentirei!
Muito mais consoladora ser-me-á a noite que
A saudade do dia sem esperança.

Meu coração é como um sabiá
Cujo ninho na água é mergulhado
Meu coração é como uma macieira
Cujos galhos com grandes frutos estão sobrecarregados;
É como a concha do arco-íris
Que rema num tranquilo mar
E mais feliz que todos esses
Porque meu amor está para chegar

Em minha sepultura,
Ó meu amor, não plantes
Nem cipreste nem rosas;
Nem tristemente cantes.
Sê como a erva dos túmulos
Que o orvalho umedece.
E se quiseres, lembra-te;
Se quiseres, esquece.

Eu não verei as sombras
Quando a tarde baixar;
Não ouvirei de noite
O rouxinol cantar.
Sonhando em meu crepúsculo,
Sem sentir, sem sofrer,
Talvez possa lembrar-me,
Talvez possa esquecer.

Recorda-te de mim quando eu embora
For para o chão silente e desolado;
Quando não te tiver mais a meu lado
E sombra vã chorar por quem me chora.

Quando não mais puderes, hora a hora,
Falar-me no futuro que hás sonhado,
Ah de mim te recorda e do passado,
Delícia do presente por agora.

No entanto, se algum dia me olvidares
E depois te lembrares novamente,
Não chores: que se em meio aos meus pesares

Um resto houver do afeto que em mim viste,
– Melhor é me esqueceres, mas contente,
Que me lembrares e ficares triste.

Havia uma velha dama de Praga,
Cuja linguagem era de todo vaga,
Quando lhe diziam: “São toucas, essas que vês?”, ela respondia, “Talvez”
Essa oracular dama de Praga.

Havia um senhor em Berlim,
Mais magro que o meu dedo mindim,
Até que num dia errado,
À massa ele foi misturado,
Pelas doceiras que faziam quindim.

Havia uma moleca em Creta,
Cuja roupa não estava completa;
Ela se enfiava num saco,
Pintalgado de preto e branco,
E a coquete virava um croquete.

Havia uma moça cujo nariz comprido
Chegava-lhe bem abaixo do umbigo;
Contratou então uma criada, senhora bem-comportada,
Para levar seu formidável nariz comprido.

Era uma vez um velho e seu nariz
que sempre advertia: “Se você me diz
que o meu nariz é comprido,
é porque vive iludido!”,
O velho orgulhoso com seu nariz.

– Até que ponto podemos ir para consertar o que está quebrado?
– Até o remédio ser pior que a doença.

Eu estava morrendo e me sinto mais vivo do que nunca. Mais forte e mais rápido. Com habilidade de usar ecolocalização. E uma ânsia avassaladora de beber sangue.

Tenho uma doença rara do sangue e meu tempo está se esgotando. Esta pode ser minha última chance.

Era pra eu ter morrido há anos. Por que continuo aqui, se não for para consertar isso?