Coleção pessoal de pensador
Talvez a resposta seja que é necessário desacelerar, desistindo finalmente do fanatismo econômico e repensando coletivamente o verdadeiro significado da palavra "riqueza". "Riqueza" não significa que uma pessoa possui muito, mas se refere a alguém que tem tempo suficiente para apreciar o que a natureza e a colaboração humana colocam ao alcance de todos.
A idéia do futuro é central na ideologia e energia do século XX e, de muitas maneiras, está misturada à idéia de utopia.
O dinheiro é o nosso abrigo, a única maneira de termos acesso à vida. Mas, ao mesmo tempo, se você quer dinheiro, precisa renunciar à vida.
Somos uma sociedade extremamente violenta com nossas crias. Insistimos em não atender as queixas dos bebês, que dependem exclusivamente do cuidado dos adultos.
O selvagem torna todas as mulheres saudáveis. Sem o lado selvagem, a psicologia feminina fica desprovida de sentido.
Quando nós, pais, temos dificuldade de dar à criança aquilo que ela pede, devemos rever nosso próprio desamparo infantil ao invés de colocar a culpa na criança.
Nenhuma mulher deveria passar dias sozinha com a criança nos braços. A maternidade é fácil quando estamos acompanhadas. Não quando somos julgadas, criticadas ou aconselhadas. Simplesmente ter outras pessoas por perto, se possível outras mulheres que estão passando pela mesma fase.
Se não assumirmos individualmente a responsabilidade de nos compreender e compreender o próximo, não é possível haver mudança.
Se há algo dentro de você que não está bom, é sinal de que é preciso entrar em contato com a essência e achar o ponto de ignição da sua alegria e felicidade.
Pense no movimento das ondas que vêm e vão, num processo contínuo de mudança. Uma onda não é igual à outra.
Uma coisa é preocuparmo-nos com a morte de outro, ao longe. Outra é, de súbito, tomar consciência da própria putrescibilidade, de viver na vizinhança da própria morte, de contemplá-la enquanto possibilidade real. À partida, é esse o terror suscitado pelo confinamento a muita gente, a obrigação de, por fim, responder pela sua vida e nome.
A política se converterá na luta de rua e a razão não importará. Nem os fatos. A política voltará a ser um assunto de sobrevivência brutal em um ambiente ultracompetitivo.
As desigualdades continuarão a crescer em todo o mundo. Mas, longe de alimentar um ciclo renovado de lutas de classe, os conflitos sociais tomarão cada vez mais a forma de racismo, ultranacionalismo, sexismo, rivalidades étnicas e religiosas, xenofobia, homofobia e outras paixões mortais.
A questão de um mundo sem fronteiras é uma intenção obviamente utópica. Desde a sua origem, o “movimento”, ou mais precisamente “a ausência de fronteiras”, tem sido central para várias tradições utópicas. O próprio conceito de utopia refere-se ao que não tem fronteiras, a começar pela imaginação em si.
Ser soberano é exercer controle sobre a mortalidade e definir a vida como a implantação e manifestação do poder.
As colônias são o local por excelência em que os controles e as garantias de ordem judicial podem ser suspensos – a zona em que a violência do estado de exceção supostamente opera a serviço da civilização.
