Coleção pessoal de pensador

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Você não entende que um lutador profissional pode sofrer seus golpes e continuar!
(Jun Sekibayashi)

Se não sei quais são os meus sonhos, é sinal de que parei de me ouvir; sim, pois é da natureza humana nunca parar de sonhar.

Só buscando me transformar todo santo dia é que consigo mudar de verdade. Com consistência. Com sabedoria.

O senhor não vê. Quem ela é. Quem ela poderia ser.

Amor não é encontrar sua cara-metade. É tentar, insistir e fracassar.

Ei, deve ser uma droga ter que fingir não ser você a vida toda.

– Do que você gosta na Aster?
– Ela é bonita e inteligente. O que mais poderia ser?
– Não sei. Como os olhos dela se encontram com os seus. Como você é capaz de viver no oceano dos pensamentos dela…

Conversar é como pingue-pongue.

Eu tenho um negócio: fazer redações para as pessoas. Acho que nunca pensei que precisaria de outra pessoa.

O bom de ser diferente em cidades como esta é que ninguém espera que você seja igual a eles.

A sua escolha é simples: não é entre Charles A. Lindbergh e Franklin Delano Roosevelt, mas entre o Lindbergh e a guerra.

Não vou deixá-los me expulsarem daqui. Este aqui é o meu país! Se os antissemitas quiserem um país, podem escolher outro! Este aqui, não!

Eles sempre existiram, mas agora receberam permissão para saírem dos esconderijos.

Você não pode viver com medo do que você não conhece.

Perdendo ou ganhando, tem muito ódio por aí e ele sabe explorar isto.

Ele é visto como herói. Então, se ele diz, qualquer antissemita acha que pode dizer.

Eu era a única judia da classe. Eu não tinha amigos. As pessoas passavam pelo nosso apartamento, apontavam e diziam: “É onde os judeus moram.” Como se fosse algo que tivesse que ser dito a todos.

À beira do mar. Tinha
uma casa, o meu sono
à beira do mar.

Alta proa. Por livres
caminhos de água, a esbelta
barca que eu governava.

Os olhos sabiam
todo o repouso e a ordem
de uma pequena pátria.

Como necessito
contar-te o espanto
que produz a chuva nos vidros!
Hoje cai fechada a noite
sobre a minha casa.

As rochas negras
atraem-me ao naufrágio.
Cativo do cântico,
o meu esforço, inútil,
quem pode guiar-me à alva?

Ao pé do mar tinha
uma casa, um lento sono.

Chuva

De nenhuma parte chega. Partir?
Não há palavra mágica que rompa
este costume de olho, este silêncio
sonoro de dardos. A primavera, o luxo
dos anos e da luz, se perdia agora
no caminho vencido. As esperanças
morreram a tempo. De novo, tudo é perfeito
ao longo do vazio: a chuva lenta
não vai a parte alguma.

Às vezes é necessário e forçoso
que um homem morra por um povo,
mas nunca há-de morrer todo um povo
por um só homem: recorda isto sempre, Sepharad.

Faz que sejam seguras as pontes do diálogo
e tenta compreender e estimar
as razões e as falas várias dos teus filhos.

Que a chuva caia a pouco e pouco nas semeadas
e o ar passe como uma mão estendida
suave e mui benigna sobre os vastos campos.

Que Sepharad viva eternamente
na ordem e na paz, no trabalho,
na difícil e merecida
liberdade.