Coleção pessoal de Parabellum

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Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro.

A morte anula sempre mais planos e projetos do que a vida executa.

A paixão da leitura é a mais inocente, aprazível e a menos dispendiosa.

Há um limite nas dores e mágoas que termina a nossa vida, ou melhora a nossa sorte.

Se fôssemos sinceros em dizer o que sentimos e pensamos uns dos outros, em declarar os motivos e fins das nossas ações, seríamos reciprocamente odiosos e não poderíamos viver em sociedade.

Não somos sempre o que queremos, mas o que as circunstâncias nos permitem ser.

Somos muitos francos em confessar e condenar os nossos pequenos defeitos, contanto que possamos salvar e deixar passar sem reparo os mais graves e menos defensáveis.

O luxo, assim como o fogo, tanto brilha quanto consome.

As grandes livrarias são monumentos da ignorância humana. Bem poucos seriam os livros se contivessem somente verdades. Os erros dos homens abastecem as estantes.

Os bons conselhos desagradam aos apaixonados como os remédios aos que estão doentes.

A verdade é tão simples que não deleita: são os erros e ficções que pela sua variedade nos encantam.

Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.

Há mentiras que são enobrecidas e autorizadas pela civilidade.

A preguiça dificulta, a atividade tudo facilita.

A autoridade de poucos é e será sempre a razão e argumento de muitos.

Mudai os tempos, os lugares, as opiniões e circunstâncias, e os grandes heróis se tornarão pequenos e insignificantes homens.

O que ganhamos em autoridade, perdemos em liberdade.

Os moços de juízo honram-se em parecer velhos, mas os velhos sem juízo procuram figurar como moços.

Os velhos dão bons conselhos para se redimirem de ter dado maus exemplos.