Coleção pessoal de Parabellum
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A herança dos sábios tem sempre maior extensão e perpetuidade que a dos ricos: compreende o gênero humano e alcança a mais remota posteridade.
A razão é escrava quando a fé e autoridade são senhoras.
Não podemos deixar de ser difusos com os ignorantes, mas devemos ser concisos com os inteligentes.
Uma grande reputação é talvez mais incômoda que a insignificância pessoal.
O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.
Uns homens ocasionam os males e exigem que outros os remedeiem.
Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.
A igualdade repugna de tal modo aos homens que o maior empenho de cada um é distinguir-se ou desigualar-se.
O que se qualifica em alguns homens como firmeza de carácter não é ordinariamente senão emperramento de opinião, incapacidade de progresso, ou imutabilidade da ignorância.
Aprovamos algumas vezes em público por medo, interesse ou civilidade, o que internamente reprovamos por dever, consciência ou razão.
Os homens de bem perdem e empobrecem nos mesmos empregos em que os velhacos ganham e se enriquecem.
Os maiores detractores dos governos são aqueles que pretendem governar.
Ninguém resiste à lisonja sendo administrada, oportunamente, com a perícia e destreza de um hábil adulador.
Há muita gente boa e feliz, porque não tem suficiente liberdade para se fazer má e desgraçada.
Há muita gente que, assim como o eco, repete as palavras sem lhes compreender o sentido.
É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.
A sabedoria humana, bem ponderada, vale sempre menos do que custa.
Aflige-nos a glória alheia contrastada com a nossa insignificância.
Todas as virtudes são restrições; todos os vícios, ampliações da liberdade.
Os sábios falam pouco e dizem muito, generalizando e abstraindo resumem tudo.