Coleção pessoal de Parabellum
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Os faladores não nos devem assustar, eles revelam-se: os taciturnos incomodam-nos pelo seu silêncio, e sugerem justas suspeitas de que receiam fazer-se conhecer.
Há muitos homens reputados infelizes na nossa opinião, que todavia são felizes a seu modo, segundo as suas ideias.
A harmonia da sociedade, como da natureza, consiste e depende da variedade e antagonismo dos seus elementos e carácteres.
Há muita gente infeliz por não saber tolerar com resignação a sua própria insignificância.
Muito se perde por falta de inteligência, porém muito mais por preguiça e aversão ao trabalho.
Ninguém mente tanto nem mais do que a História.
Querendo parecer originais, tornamo-nos ridículos ou extravagantes.
Somos em geral demasiadamente prontos para a censura, e demasiadamente tardos para o louvor: o nosso amor-próprio parece exaltar-se com a censura que fazemos, e humilhar-se com o louvor que damos.
Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto.
É fácil avaliar o juízo ou a capacidade de qualquer homem quando se sabe o que ele mais ambiciona.
A sabedoria indigente é menos invejada que a ignorância opulenta.
Há benefícios conferidos com tal rudeza e grosseria que de algum modo justificam os beneficiados da sua ingratidão.
O muito juízo é um grande tirano pessoal.
Os pobres divertem-se com pouco dinheiro, os ricos enojam-se com muita despesa.
Amigos há de grande valia, que todavia não podem fazer-nos outro bem, senão impedindo pelo seu respeito que nos façam mal.
Não se apaga o fogo com resinas, nem a cólera com más palavras.
Há certos passatempos e prazeres ilícitos, que censuramos nos outros, mais por inveja do que por virtude.
Dos especuladores em revoluções muitos se perdem, e poucos prosperam por algum tempo.
Os abusos, como os dentes, nunca se arrancam sem dores.
Os velhos tornam-se nulos e inúteis à força de prudência e circunspecção.