Coleção pessoal de Parabellum
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A ambição sujeita os homens a maior servilismo do que a fome e a pobreza.
O espírito vive de ficções, como o corpo se nutre de alimentos.
Todos se queixam, uns dos males que padecem, outros da insuficiência, incerteza, ou limitação dos bens de que gozam.
Uma grande qualidade ou talento desculpa muitos pequenos defeitos.
Os homens são geralmente tão avaros do seu dinheiro, como pródigos dos seus conselhos.
A imaginação exagera, a razão desconta, o juízo regula.
A ignorância, lidando muito, aproveita pouco: a inteligência, diminuindo o trabalho, aumenta o produto e o proveito.
Os grandes, os ricos e os sábios sorriem-se: os pequenos, os pobres e os néscios dão gargalhadas.
O prazer do crime passa, o arrependimento sobrevem e o remorso perpetua-se.
A tirania não é menos arriscada para o opressor, do que penosa para o oprimido.
O fraco ofendido atraiçoa, o forte e magnânimo perdoa.
Quando o amor nos visita, a amizade despede-se.
Os velhos invejam a saúde e vigor dos moços, estes não invejam o juízo e a prudência dos velhos: uns conhecem o que perderam, os outros desconhecem o que lhes falta.
Pouco dizemos quando o interesse ou a vaidade não nos faz falar.
Os anarquistas são como os jogadores infelizes ou inábeis, que, baralhando muito as cartas, ou mudando de baralhos, esperam melhorar de fortuna e condição.
A imaginação é o paraíso dos afortunados, e o inferno dos desgraçados.
Desprezos há, e de pessoas tais, que honram muito os desprezados.
Não há escravidão pior que a dos vícios e das paixões.
Sempre haverá mais ignorantes que sabedores enquanto a ignorância for gratuita e a ciência dispendiosa.
A inveja de muitos anuncia o merecimento de alguns.