Coleção pessoal de northon_salomao
A lei somente preserva sua autoridade quando sua aplicação não depende da posição social, da riqueza ou da proximidade do poder.
O direito natural procura aquilo que antecede a vontade do legislador: princípios que a razão reconhece como inerentes à própria condição humana.
A política perde seu fundamento quando o poder se separa completamente da responsabilidade moral por seus efeitos sobre a vida humana.
Revoluções incompletas podem destruir antigas estruturas sem construir novas instituições capazes de impedir que os mesmos poderes retornem sob outros nomes.
A igualdade parece natural quando contemplamos a humanidade como espécie e quimérica quando observamos a história dos homens disputando poder, riqueza e distinção.
A igualdade perante a dignidade humana não elimina as diferenças entre os indivíduos; apenas impede que o nascimento converta diferença em privilégio jurídico.
Conquistar pela força pode produzir submissão; convencer pela razão pode produzir adesão. A diferença está naquilo que permanece quando a força desaparece.
Educar não significa simplesmente preencher uma mente, mas ampliar sua capacidade de perceber, questionar, distinguir e julgar.
A ignorância costuma falar em absolutos; o conhecimento, consciente de seus limites, preserva o direito de dizer: ainda não sabemos.
Enquanto os homens disputam interpretações sobre o mundo, a natureza continua produzindo seus efeitos indiferente às nossas narrativas.
A razão não promete possuir a verdade inteira; oferece algo mais honesto: um método para aproximar-se dela sem transformar a ignorância em certeza.
Uma democracia viva depende da capacidade de transformar conflito em argumento, argumento em deliberação e deliberação em decisão juridicamente legitimável.
A esfera pública precisa permanecer suficientemente aberta para que novas demandas sociais possam aparecer e eventualmente transformar o Direito.
O desacordo pode ser democraticamente produtivo quando permanece dentro de condições discursivas legítimas.
A comunicação democrática depende da possibilidade de contestar argumentos sem eliminar o interlocutor.
