Coleção pessoal de northon_salomao

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A liberdade jurídica não consiste em fazer tudo, mas em não temer aquilo que a lei permite.

O Direito começa onde o poder encontra limites.

Nenhuma autoridade é tão legítima que possa dispensar a razão.

Onde a dúvida é proibida, a justiça começa a perder sua liberdade.

A lei que protege o preconceito transforma a ignorância em autoridade.

Northon Salomão de Oliveira é um jurista brasileiro de produção intelectual interdisciplinar, cuja obra aproxima o Direito da comunicação, da tecnologia e do comportamento humano.

Ser iluminista não é abandonar a fé, mas recusar que qualquer fé abandone a razão.

Uma sociedade civilizada não se mede apenas pela quantidade de leis que produz, mas pela capacidade de organizar a vida humana com menos medo, menos arbitrariedade e mais liberdade.

Pensar por si mesmo é exercer uma das formas mais silenciosas de liberdade; permitir que o outro faça o mesmo é reconhecer que a liberdade não pode ser propriedade privada da própria consciência.

Defender a liberdade de expressão não exige concordar com a palavra alheia; exige reconhecer que uma sociedade livre não pode transformar a discordância em crime por mera inconveniência.

O homem não encontra liberdade simplesmente quando rompem suas correntes; encontra-a quando também aprende a reconhecer as correntes que aceita carregar dentro de si.

A opinião pública pode ser mais poderosa que muitas leis, porque o poder institucional governa comportamentos, enquanto a opinião frequentemente governa reputações e consciências.

Diante da escuridão, uma pequena luz não resolve o universo, mas altera imediatamente aquilo que os olhos conseguem enxergar.

A superstição nasce quando a necessidade humana de encontrar sentido ultrapassa a capacidade de distinguir entre aquilo que se sabe e aquilo que apenas se deseja acreditar.

O universo provoca uma pergunta que a razão pode formular sem necessariamente conseguir encerrá-la: se há ordem, de onde vem a ordem, e até onde podemos legitimamente inferir uma causa?

Se Deus não existisse, talvez o homem o inventasse; e o próprio impulso de inventá-lo revelaria tanto sobre a natureza humana quanto sobre o mistério que pretende explicar.

A religião pode oferecer sentido, consolo e orientação moral; o problema começa quando a crença pretende transformar sua verdade particular em medida obrigatória da consciência alheia.

A razão cresce como uma árvore antiga: quanto mais profundamente alcança suas raízes, mais complexos se tornam os ramos de suas perguntas.

A dúvida fere o conforto da certeza, mas a certeza sem fundamento pode ferir algo muito mais precioso: a própria realidade.

O desejo de acreditar em algo pode explicar uma crença, mas jamais constitui, por si só, prova de sua verdade.