Coleção pessoal de Negreiros

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FORJA DA HUMANIDADE

Quantos Gênesis serão precisos para ensinar ao homem o valor da própria criação?

Quantas auroras deverão nascer sobre mares recém-formados, quantas sementes romperão a terra, quantas vidas serão sopradas pelo fôlego da esperança?

Um Gênesis não bastou.

Erguemos cidades, mas também muralhas. Criamos ferramentas, mas também correntes. Descobrimos estrelas, mas ainda tropeçamos na sombra dos próprios passos.

Vieram dilúvios, vieram desertos, vieram profetas, vieram cruzes, vieram lições escritas em pedra, sangue e memória.

Ainda assim, o homem insiste em reinventar o erro com a mesma criatividade com que reinventa o progresso.

Quantos Gênesis serão precisos?

Talvez um para cada guerra. Talvez um para cada preconceito. Talvez um para cada criança que nasce acreditando num mundo melhor e encontra um mundo inacabado.

Mas a criação não desistiu.

A cada nascimento, um novo capítulo é escrito. A cada gesto de bondade, uma luz acende nas primeiras páginas do amanhã.

Porque a verdadeira forja não acontece no fogo das estrelas, nem no coração dos vulcões.

Acontece dentro do homem.

É ali que o ferro da ignorância enfrenta o martelo da experiência. É ali que a consciência é aquecida pela verdade até transformar-se em sabedoria.

Talvez não sejam necessários novos Gênesis.

Talvez seja necessário que a humanidade finalmente leia o primeiro.

E compreenda que a criação ainda não terminou.

Ela continua sendo escrita em cada escolha, em cada encontro, em cada geração.

Pois a maior obra do universo não foi a criação do mundo.

É a lenta e interminável Forja da Humanidade.

AS PÁGINAS DO AMANHÃ

Se o amanhã continuar escrevendo com a tinta de hoje, as páginas do futuro carregarão as mesmas manchas que recusamos apagar.

Os céus estarão mais próximos, mas os corações mais distantes.

As máquinas aprenderão a conversar com os homens, enquanto os homens desaprenderão a conversar entre si.

Haverá cidades de vidro, pontes de luz, estradas cruzando oceanos e naves tocando outros mundos.

Mas ainda existirão muros invisíveis separando irmãos pela cor, pela fé, pela riqueza e pela origem.

As bibliotecas caberão na palma da mão, e o conhecimento correrá mais veloz que os rios.

Entretanto, a sabedoria continuará rara, como água em terra seca.

O homem enxergará o nascimento das estrelas distantes, mas permanecerá cego ao sofrimento da casa ao lado.

As florestas pedirão socorro num idioma que todos entenderão, e ainda assim muitos fingirão não ouvir.

Os mares devolverão aquilo que receberam. O vento cobrará suas dívidas. A terra lembrará aos homens que nenhum império é maior que a natureza.

As multidões estarão conectadas por fios invisíveis, mas a solidão caminhará entre elas como uma rainha.

Os números crescerão. Os lucros crescerão. As torres crescerão.

E, por vezes, o próprio homem diminuirá.

Mas as páginas do amanhã não estão completamente escritas.

Entre as linhas da ganância, ainda existe espaço para a compaixão.

Entre as palavras do medo, ainda cabe a coragem.

Entre os capítulos da destruição, ainda pode nascer uma nova história.

Porque o futuro não é uma sentença.

É um manuscrito aberto, segurado pelas mãos da geração presente.

E quando os filhos do amanhã abrirem suas páginas, lerão não apenas o que herdaram de nós,

mas aquilo que tivemos a coragem de mudar.

As páginas do amanhã ainda estão em branco nos cantos mais importantes.

E é justamente ali que a humanidade escreve o seu destino.

HINO NORDESTINO DO BRASIL

Ô meu Brasil de sol queimando
De mandacaru florescendo
Do vaqueiro forte lutando
E do povo nunca se rendendo.

Terra de fé e de coragem
De sanfona, verso e oração
Que transforma a dor da viagem
Em esperança no coração.

Do sertão ao verde da mata
Do agreste ao mar de anil
Cada canto dessa pátria
É um pedaço do Brasil.

Respeite esse chão sagrado
Que tanto filho já criou
Com suor foi cultivado
Com amor se levantou.

Se a seca castiga a terra
A coragem faz resistir
Nordestino não se encerra
Nasceu mesmo pra seguir.

Brasil amado, companheiro
Nosso orgulho sem igual
Do Oiapoque ao Juazeiro
És gigante e fraternal.

Salve o povo brasileiro
Salve a força do sertão
Que carrega o mundo inteiro
Dentro do seu coração.

RAIZ E COPA

Ontem meu velho Avô
Disse que a raiz é despercebida
Não é formosa e bela
Mas é a base da vida

Hoje o mundo corre depressa,
Busca o brilho e a inovação;
Colhe frutos em abundância,
Mas nem sempre cultiva o chão.

Os antigos cuidavam das raízes;
Admiravam a copa e seus frutos
A sabedoria estava no saber
Que um dependia do outro.

Hoje toda atenção
É voltada para o fruta e a copa
Visibilidade, aparência e resultado
É o que mais importa

Raiz não tem fruto
Mas faz ele surgir
Copa só busca a exibição
Sem base para produzir

A cada geração
O equilíbrio é fundamental
A Herança e a Mudança
Precisam ser proporcional

A Raiz e a Copa
São fontes excenciais
Uma é base e começo
E a outra os finais.

"Nave ou Navio Negreiro? A liberdade de construir a embarcação pertence á humanidade."

"O Submundo é um paraíso incompreendido."

TRAJETÓRIA DO AMOR


"Caminhando na mesma via nos encontramos com Philia e nesta trajetória, Eros apareceu num ponto da avenida. Nesse longo caminhar, Ágape estava desde a partida."

Para os dias difíceis, saiba que tem um braço forte e uma mão amiga ao seu lado.

Quando o homem tirar da criança a inocência, da fruta seu sabor e da carne sua dor, a essência da vinda se findou.

⁠"Apesar de ontem, hoje será um novo momento e amanhã dias melhores virão."

⁠Um dia seremos esquecidos, por um tempo um retrato visto, por outro tempo um item de arquivo e por fim mais um objeto perdido.

⁠Qualidade sempre superou, supera e superará a quantidade.

⁠Quem viveu o tempo raiz, que se dê por feliz.

PRESENTE DE POETA

Chegou o grande dia
Onde poeta que faz poesia
Sendo o seu olhar
Tá na hora de celebrar

Que venham anos como mais estrofes
Com rimas doces, calmas, fortes
E que o poeta se permita escrever
Muitas linhas para você

Hoje os versos são para ti,
Que tanto já nos fez sorrir
Neste texto quero imprimir
O quanto é bom te aplaudir

Tu dizes — com teu jeito leal —
Que sou teu topázio imperial,
Pedra rara, brilho teu,
Mas és tu, pai, quem me deu
O dom de ver beleza no normal
E transformar em arte o essencial.

Hoje quem ganha o poema és tu,
Poeta de alma clara e luz.
Que a vida te leve onde quiser,
Com saúde, afeto e o que couber.

Que nunca te falte inspiração
Nem o aconchego do coração.
Pois neste mundo tão sem par,
É um privilégio te celebrar.

Parabéns, pai, por ser quem és,
Um mestre em amor, em rima e fé.
Neste texto deixo o meu sinal:
Te ama, teu topázio imperial

⁠JORNADA PRECIOSA

Na minha grande jornada
Em linha reta segui a trilha
Cumprindo o que o destino estabelecia.

No vigéssimo ano de caminhada
A primeira pedra preciosa
Foi encontrada na minha vida.

De beleza incomparada
Era um Rubi Myanmar
Entre as preciosas a mais desejada.

Seguindo a trilha predestinada
Exatamente dois anos depois
Outra joia foi encontrada.

A preciosa e bela Esmeralda
De um verde belo e vibrante
Renovando minha jornada.

Traçando o estabelecido pelo destino
Na mesma dosagem de ano
Outra pedra rara no meu caminho.

Um intenso azul tinha seu brilho
Era um Diamante Azul
Paz e serenidade no meu íntimo.

Seguindo a mesma linha
E a Deus por tudo agradecido
Nao imaginava que havia outra no caminho.

Passado oito anos do ultimo acontecido.
Uma pedra de incomparável brilho
Apareceu no meu caminho.

Era um Topázio Imperal
Prosperidade, superação
E grandiosa luz celestial.

As pedras preciosas as quais me refiro
Na simétrica cronologia
São meus queridos e amados filhos.

⁠"Não há obstáculos quando o propósito é Deus."

⁠Quando vocês estiverem felizes, não fiquem preocupados com a minha felicidade. Porquê o motivo da minha foi alcançado.

⁠"Perco com os homens, ganho com Deus."

⁠São duas coisas inevitáveis para o ser humano. a morte e a consequência de nossa escolha.

⁠"Quando o silêncio fala por mil palavras, saiba que a resposta não é favorável à você."