Coleção pessoal de michelfm
ID (ota) é aquele que acredita
Que arbitra sua imprópria existência,
Sua própria inexistência insiste em não ser nada.
Pregados na coluna dos classificados,
Prezados profissionais liberais amordaçados,
Entregues ao pseudo-ego.
Entre Harpas e Farpas
Estalactites flexíveis,
Pontando insólitas,
Vigas maleáveis,
Figas eólicas.
No princípio ouvia-se
O dedilhar das harpas,
Ao término retiro
O resquício das farpas.
Entre Harpas e Farpas
Me contento em Zarpar,
Numa remota intempérie
Me atrevo aportar.
Ancoradouro da própria psique,
Raivosa oferenda da abstração,
Quimeras autênticas,
Genuína fixação.
Flexivelmente Ortodoxo,
Entre Harpas e Farpas,
Meu paradigma é um paradoxo.
Ancoradouro da própria psique,
Raivosa oferenda da abstração,
Quimeras autênticas,
Genuína fixação.
Silenciadores
Os armários chaveados,
Meu orgulho arranhado,
As carteiras arrumadas,
Meu estômago revirado.
Testemunhas silenciadas,
Depondo silenciosas.
Em meu silenciador,
Após silêncio a dor.
Silenciador,
Silencie a dor.
Desmontamos os pedestais,
Anulamos a exposição,
Rochas nocauteadas por cristais,
Desparcerados pela discrição.
Ela foi vítima,
Eu fui vil,
Ela é discreta,
Eu sou sutil.
Sentimentos silenciados,
Depoimentos sussurrados,
Enlaçados capturamos a libertação.
Silenciadores,
Silenciem as dores.
