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Coleção pessoal de michelfm

781 - 800 do total de 1745 pensamentos na coleção de michelfm

⁠Como fora ensinado por seus antepassados, no longínquo Reino de Túrrilas de Árbara, era preciso resistir. O veneno da lança atravessada em seu tórax, descendia de uma planta maligna, de tempos antigos, seria incurável em qualquer outra região do mundo conhecido, mas naquele local sagrado, existia uma única planta capaz de salvá-lo.

⁠Ele estava embebido pela cólera que lhe tomava os vagos e súbitos pensamentos, transformando-se a cada passo... Seus liderados apostos numa formação impecável, espalhavam-se através da estepe. Estava a instantes do entardecer mais truculento de sua existência.

⁠Mas nenhuma adversidade imaginável seria capaz de tomar-lhe a atenção e o furor, nem mesmo a geada castigante que se precipitava a leste, à qual já se podia sentir num leve sopro cortante, colidindo-se contra a face.

⁠O sereno orvalhado brindava mais uma madrugada, açoitando suas costas desprotegidas, as vértebras latejavam, dores terríveis penetravam sua medula. A transposição empreitada pela horda por entre as colinas sugara seus últimos esforços, separando sua pele da friagem, apenas uma fina camada de lã.

⁠No recôncavo gélido à extremidade noroeste do poderoso Fiorde, estava Gonnifer o líder do grande clã. Ele observava solitário, precipitando o que estava por vir, como um falcão visualizando a estepe antes de seu desfecho vitorioso, porém não menos sangrento.

⁠O Último Albatroz da Baía de Betúnia

Além do extremo Sul,
Aproximadamente próximo
Da região Norte,

Cercado pelos antigos
Charcos ensopados
Do meridiano,

Localizava-se
A província
Dos Labatutes.

Fundada
Entre as montanhas de Bítrio
E ladeada
Pelo grande lago da Batávia,

A exatamente 13 léguas
Da Península Bubabote.

Ali encontravam-se
As mais belas maravilhas
Do extraordinário território de Bronkelônia.

Ass. O último Albatroz da Baía de Betúnia

⁠Ali encontravam-se
As mais belas maravilhas
Do extraordinário território de Bronkelônia.

Ass. O Último Albatroz da Baía de Betúnia

⁠Fundada
Entre as montanhas de Bítrio
E ladeada
Pelo grande lago da Batávia,

A exatamente 13 léguas
Da Península Bubabote.

⁠Cercado pelos antigos
Charcos ensopados
Do meridiano,

Localizava-se
A província
Dos Labatutes.

⁠Além do extremo Sul,
Aproximadamente próximo
Da região Norte,

⁠A Viela de Badacosh

Úmida e insecável era aquela rua, um pouco depois daqueles limites o sol reinava, mas ali não, não ali. Aliás, o cheiro de mofo exalado pelas alvenarias e madeiramentos depreciados, marcava característica e peculiarmente aquele beco, com o esverdeado e vívido musgo que saltava por entre os seixos que assentavam a calçada; um catingueiro interminável forrava os jardins dos casebres que se pareciam mais com caixotes de verdura do que com habitações.

Lindo aquele lugar, quando não gostamos do que é bonito, mas me agradava. A garotada encharcada corria pelas poças, sapateando na lama, brincando de roléfas, atividade saudável para essa idade, consistia em segurar uma cinta com a fivela solta, perseguindo seu colega para enfim acertá-lo com o instrumento, berrando: roléfas. Não me pergunte o porquê, nunca soube.

Mas o mais curioso naquela viela, não era a chuva que nunca cessava, nem os hábitos e costumes pouco convencionais, demasiadamente estranhos e inapropriados de seus habitantes. E sim um personagem, talvez o mais antigo daquele local, talvez o mais antigo de qualquer localidade entre a latitude, a longitude e a altitude. O fundador da Viela de Badacosh, um visionário misantropo com a idade de 320 primaveras.

⁠Mas o mais curioso naquela viela, não era a chuva que nunca cessava, nem os hábitos e costumes pouco convencionais, demasiadamente estranhos e inapropriados de seus habitantes. E sim um personagem, talvez o mais antigo daquele local, talvez o mais antigo de qualquer localidade entre a latitude, a longitude e a altitude. O fundador da Viela de Badacosh, um visionário misantropo com a idade de 320 primaveras.

⁠Lindo aquele lugar, quando não gostamos do que é bonito, mas me agradava. A garotada encharcada corria pelas poças, sapateando na lama, brincando de roléfas, atividade saudável para essa idade, consistia em segurar uma cinta com a fivela solta, perseguindo seu colega para enfim acertá-lo com o instrumento, berrando: roléfas. Não me pergunte o porquê, nunca soube.

⁠Úmida e insecável era aquela rua, um pouco depois daqueles limites o sol reinava, mas ali não, não ali. Aliás, o cheiro de mofo exalado pelas alvenarias e madeiramentos depreciados, marcava característica e peculiarmente aquele beco, com o esverdeado e vívido musgo que saltava por entre os seixos que assentavam a calçada; um catingueiro interminável forrava os jardins dos casebres que se pareciam mais com caixotes de verdura do que com habitações.

⁠Desanoitecendo

Sendo um bom colecionador,
Daquilo que me desfavorece,
Não promovo a preocupação,
Ela ocupa a posição que merece.

Simulando contentamento,
Confundindo o desgosto,
Desprezando o desânimo,
Animando o desprezo exposto.

Conduzo-me à confusão
De enxergar os pormenores
Sem visualizá-los.

Sabendo que a desatenção
É um lapso dos leitores,
Ocupo-me em despistá-los.

Se ocupe
E prossiga vivendo,
Despreocupe-se
Está desanoitecendo.

⁠Se ocupe
E prossiga vivendo,
Despreocupe-se
Está desanoitecendo.

⁠Sabendo que a desatenção
É um lapso dos leitores,
Ocupo-me em despistá-los.

⁠Conduzo-me à confusão
De enxergar os pormenores
Sem visualizá-los.

⁠Simulando contentamento,
Confundindo o desgosto,
Desprezando o desânimo,
Animando o desprezo exposto.

⁠Sendo um bom colecionador,
Daquilo que me desfavorece,
Não promovo a preocupação,
Ela ocupa a posição que merece.