Coleção pessoal de michelfm
Onde está a cura ?
Pro abatimento e pro murmúrio.
Influencia ou perdura ?
Uma Tempestade em Mercúrio.
Transbordo de misantropia,
Na devastada vizinhança,
Está batida a freguesia,
Remanescentes da bonança.
Habilidades Profissionais
Não cobiço carreira,
Não cobiço estabilidade,
Sou a ameaça sociopata,
O risco perigosamente presente;
Uma mina terrestre esquecida
Num campo florido;
Sou explosivo !
Uma bomba relógio
Dentro de um petroleiro,
Com prazo vencido
E contagem agressiva esgotada.
Sou um incomodado,
Perito em contradição,
Especialista em constrangimento.
Sim, eu sou o Não !
Não cobiço carreira,
Não cobiço estabilidade,
Sou a ameaça sociopata,
O risco perigosamente presente;
Vida Reduzida
Pães de mel com suco de morango.
Até 8 outonos leite com chocolate,
Dos 12 em diante café com leite.
Colchão estendido ao chão,
Relaxamento na matinê.
Caixa de areia meio vazia meio cheia.
Anjos de porcelana ocultos na penteadeira,
Posicionados cuidadosamente
Para não serem vistos, como deve ser.
Ignorada na garagem uma pilha de notícias
Importantíssimas, (in) formando as traças,
Sendo afinal consumidas.
Edições desatualizadas, fora de circulação,
Acontecimentos; saúde, esportes, educação,
Mobiliários, obituários, inaugurações, Baladas, high society, economia, dinheiro.
Vidas reduzidas a centímetro por coluna,
Servirão, para forrar o lixo do banheiro.
Uma garrafa de água, seca, alguém tem sede,
Mas o plástico do recipiente será reciclado,
Se ninguém jogá-lo no bueiro mais próximo,
Causando a próxima e (in) evitável inundação.
Uma garrafa de água, seca, alguém tem sede,
Mas o plástico do recipiente será reciclado,
Se ninguém jogá-lo no bueiro mais próximo,
Causando a próxima e (in) evitável inundação.
Edições desatualizadas, fora de circulação,
Acontecimentos; saúde, esportes, educação,
Mobiliários, obituários, inaugurações, Baladas, high society, economia, dinheiro.
Ignorada na garagem uma pilha de notícias
Importantíssimas, (in) formando as traças,
Sendo afinal consumidas.
Caixa de areia meio vazia meio cheia.
Anjos de porcelana ocultos na penteadeira,
Posicionados cuidadosamente
Para não serem vistos, como deve ser.
Pães de mel com suco de morango.
Até 8 outonos leite com chocolate,
Dos 12 em diante café com leite.
Colchão estendido ao chão,
Relaxamento na matinê.
O Imperador Pirou
(A vulnerabilidade do invulnerável)
Em um Império remoto,
Longe de qualquer progresso,
Imperava um Imperador,
Temido por seus excessos.
Seus domínios extensos,
Das pastagens à cordilheira,
Não serviram de aperitivo,
Ao cruzar com a borralheira.
O ilustre se cativou
Com aquele avental,
Sua política interna
Virou extrema liberal,
Ao contemplar a lavadeira
Numa tarefa eventual.
Uau.
Deu as costas à realeza
E o galanteio virou papo,
Seria ele e sua duquesa
A Imperatriz do Farrapo.
Nos registros do reinado
Anotava-se um prefácio,
A paixão de um sangue azul
Pela empregada do palácio.
O Imperador Pirou,
Se fez de camponês,
Um barril de rum bebeu,
Rasgou seu manto em três,
Se proclamou plebeu,
Deixou de ser burguês,
Não pensou no que perdeu,
Só pensou no que não fez.
Jamais se arrependeu
E no final era uma vez...
